Salvador em cena
por Dinha Ferrero e Lu Moniz
A segunda edição do Festival Internacional de Artes Cênicas mobilizou mesmo a cena teatral soteropolitana a semana toda. Programação cheia de espetáculos realmente interessantes. A abertura foi com a peça de Michel Melamed, “Regurgitofagia” (pena que bailarina de vermelho não veio dar uma pinta no TCA). “In On It” foi de uma sutileza comovente, atuações intensas e direção segura. Muito bacana “H3”, o espetáculo de dança de Bruno Beltrão (uma elegância só) e Grupo de Rua, que ganhou o Prêmio Bravo! de Melhor Espetáculo de Dança de 2009: meninos-dançarinos-atletas usando elementos do hip-hop na coreografia contemporânea cheia de contato físico e testosterona. “O Dragão”, do grupo Amok Teatro, o ilusionismo de “Além da Mágica” e o chileno “Neva” também agradaram muito.
O lounge e o ponto de encontro (Barril) foram fervidíssimos, criando opções de lazer na cidade como não se vê há muito tempo. Uma pena a festa de encerramento ter sido cancelada (morreu Neguinho do Samba, e o Pelourinho ficou de luto). Era oportunidade de ver “Sua mãe” (a banda de Wagner Moura), “Limousine” (banda-performance com os atores Evelin Bucheguer e Diogo Lopes) e DJ Dolores (dispensa apresentações), tudo na mesma noite…

Meninas,
O melhor espetáculo do Fiac foi “Rainhas” – Duas Atrizes em Buca de um Coração. Tem tempo que eu ñ via nada tão interessante. Maravilhoso.
Marcelo Pires
7 nov 09 em 19:58