Respeitável público!
por Zeca Gutierres
E lá fui eu em mais uma missão antropológica para o nosso OnSpeed. Foram três dias de desfiles, mas fiquei com o encerramento da Casa de Criadores, nessa quarta-feira, no shopping Frei Caneca (aliás, sabia que Caneca foi fuzilado em 1825 por seus ideais iluministas?). O circo da moda foi armado no último andar do prédio, como acontece há alguns anos, e os patrocinadores eram o Smart (que sorteou uma “réplica” do carrinho fashion, pra gargalhada da plateia do desfile) e a Devassa (que estava nas mãos dos estilistas na abertura dos desfiles, em um vídeo B que simulava uma festinha, no qual eles contavam as inspirações da estação). Uns dois giros e alguns personagens surgiram pra mostrar que nem tudo é “novississíma” geração: Marcelona, do site Coisas de Marcele, estava lá fotografando camisetas e Marina Dias fazia as vezes de vitrine viva pintando uma parede com trabalhos de ilustradores convidados de Catarina Gushiken. Aliás, Catarina faz um trabalho muito bacana de lançar novos ilustradores e a modelo/DJ é uma das alunas dela. Coube a Rodrigo Fernandes, da Agência Cartaz e das quintas fervidas do Hot Hot, organizar a entrada do pessoal, posto que Glaucia ++, a promoter do Cio, do D-Edge, já fez muito bem em outros carnavais. Andre Lima foi outro que eu vi por lá, assim como Gloria Kalil e Erika Palomino (nossa, como elas têm paciência, ou disfarçam bem, com certas inspirações ocas?). Ah, Turco Loco, que eu ouvi falar que está atrás de pessoal pra equipe de criação da Cavalera, estava na primeira fila, de olho nas apresentações. E quem rouba a cena e coloca a lona abaixo na Casa de Criadores é sempre Walério Araújo. Espécie de Macunaíma da moda brasileira, ele decidiu comemorar os 40 anos na passarela, e relembrou as festinhas de criança, que na cabeça dele acabou em show de drag, celebridades B e de amigos da noite na passarela, sentadinhos entre go go boys e go go girls.

foto: site Casa de Criadores
Constrangedor? Ahn? As pessoas amaram a apresentação, desde a hora em que ele, meio chapadinho, falou no telão das inspirações entre um gole e outro de Devassa - pro delírio das travas. Com pajubá e inocência, nosso anti-herói entrou na passarela segurando uma boneca (estranho seria um carrinho de rolimã) e levantou da cadeira até as caras mais congeladas da moda - entre novas e velhas feições… Acabamento e “conceito”? Ora, deixa pro Herchcovitch.


Se eu tivesse escrito iam dizer que sou malvado.
MM
27 mai 10 em 17:41
Muito bom! haha
Matt B.
28 mai 10 em 5:26
Muito legal a criatividade do Walério. Sempre original!
Horacio Marques
21 jun 10 em 14:45