Femme Fatal
por Luis Da Silva aka Pardal
Final de ano e começo de novas promessas para o ano que vai entrar, e no mundo musical não é diferente. Lana Del Rey já entra na lista das grandes promessas para 2012. Com um visual e voz passado por Lana Turner, Nancy Sinatra, Kate Bush e Carmel, Lana Del Rey poderia ser facilmente um personagem do seriado Mad Men ou uma diva dos filmes de Alfred Hitchcock. Ainda não lançou seu LP, apenas alguns singles, mas está criando um cult através de seus vídeos no YouTube produzidos por ela ou por fãs que não resistem ao seu charme. Seu único show em Londres foi esgotado em 30 minutos. Por enquanto aproveite os videos abaixo.
Shot in the Dark, de Luciana Araujo



Shot in the Dark, de Luciana Araujo
10/12/2011 a 28/01/2012*
de terça a sábado, das 11h as 19h
Abertura: 10 de dezembro, sábado, das 11h as 19h
galeria LOGO:
Rua Artur de Azevedo, 401
Jardim Paulista
São Paulo, Brasil
tel 55 11 3062 2381
www.galerialogo.com
The Master!
por Luis Da Silva aka Pardal
Há eventos de arte que não precisam de introdução ou ter um grande número de obras para serem chamados de exposição do ano ou da década. É o que vem acontencendo aqui em Londres com uma mostra sobre Leonardo Da Vinci. Existem apenas 15 quadros no mundo reconhecidos como de autoria de Leonardo Da Vinci e, pela primeira vez, nove dessas importantes obras vão estar juntas, o que faz disso uma ocasião muito especial. Os ingressos estão totalmente esgotados no National Gallery, mas com muita paciência é possivel entrar depois de uma longa fila. Mas isso é um sacrifício pequeno em comparação a este grande talento.


Kanguru adolescente
por Cacá Di Guglielmo

Alguma coisa deve ter na água da Austrália pra lançar tanta banda jovem bacana. Os mais novos expoentes dessa estatística são os meninos (quase crianças) do Bleeding Knees Club. Na estrada há pouco mais de um ano, os garotos vêm chamando atenção de gente bacana e rendendo notas em publicações importantes como o semanário inglês NME. E eles não estão pra brincadeira. O debut álbum, “Nothing To Do”, sai em março próximo e já tem turnê agendada pros EUA e Europa. As músicas (que quase nunca passam de 2 minutos) são uma mistura de pós-punk com surf music, bem divertido por conta dos vocais infantis e agudos de Alex Wall. Pelo andar da carruagem, tem tudo para serem “the next big thing”.
Um convite no lugar de mil palavras

Frequências Irlandesas
por Cacá Di Guglielmo

Alguns anos atrás eu falei do Jape por conta do lançamento do EP “Jape is Grape”, que continha a faixa “Foating”, que fez certo sucesso no cenário independente e o consagrou na sua Irlanda natal, concorrendo inclusive a Best Budget Video no UK Music Video Awards em 2008. Agora Richie Egan volta com o quarto álbum de estúdio, o ótimo “Ocean of Frequency”. Se nos primeiros trabalhos a pegada era indie/folk, agora os elementos eletrônicos entram com mais força (na verdade já existiam nos últimos trabalhos) e dá até pra arriscar uma pista de dança, como em ‘Please Don’t Turn The Record Off’, uma faixa “NewOrderwannabe”. O disco vem recebendo boas críticas e deve figurar em listas de melhores do ano. “The Oldest Mind” é o primeiro single e o video você confere abaixo. Para baixar o álbum clique aqui.
O bom francês
por Didi Freire
Top 5 do cinema francês?
Bem, nada facil excluir Pagnol, Truffaut, Carné, Guitry, Chabrol da lista. No entanto, os cinco filmes forever do cinema francês me vêm com ranking e tudo em dois minutos, como se eu passasse o tempo todo pensando nisso.
Ok. On y va?
1- LE SAMOURAI de Jean Pierre Melville – 1967
Primeiro Melville, porque ele merece.
Visionário e protagonista da novelle vague, ele lançou “Le silence de la mer” em 1947 e “Bob le flambeur” em 1956. Adepto do filme “noir”, o cinema americano em sua obra foi uma influência definitiva.
O Samurai, Alain Delon, que dá um show de interpretação sem praticamente abrir a boca no filme inteiro, evolui num cenário de piano-bar e esconderijo numa Paris enigmática que se empresta ao tema.


2- ASCENCEUR POUR L’ECHAFAUD de Louis Malle – 1957
Em “Les Amants”, também de Malle, Jeanne Moreau, extasiada ao conhecer seu novo amante, o homem por quem deixaria sua família, diz num momento de hesitação entre o dever e o prazer: “On ne resiste pas au bonheur”. Ou seja, não há contorno possível para o amor, já que não se resiste, segundo ela, à felicidade.
Mas em “Ascenseur pour l’échafaud” a interpretação da felicidade vai ser outra.
O casal Jeanne Moreau e Maurice Ronet faz par perfeito numa intriga do mestre Malle.
Paris by night ao som jazzy de Miles Davis: um clássico imortal.

3- A BOUT DE SOUFFLE de Jean-Luc Godard – 1959
Como se esquecer de Jean Seberg com seu corte de cabelo a la garçonne e de Jean-Paul Belmondo em plena forma fisica?
Os dois se vêem envolvidos numa trama de amor, ódio e assassinato. Ela, uma americana em Paris, vende jornais nas ruas. Ele, um assassino foragido, faz papel de galã.
E Jean-Luc Godard assume a mestria do “plot” estilo nouvelle vague.
Vale?

4- LA TRAVERSEE DE PARIS – de Claude Autant-Lara – 1956
Gabin e Bourvil estão hilariantes neste filme rodado numa Paris dos anos 1940.
Invasão alemã na França durante a Segunda Guerra, os dois se metem juntos para levarem, dissimulados, pedaços de um porco cortado dentro de várias malas diferentes de um lado para o outro da cidade. Quando chega o “couvre feu”, eles vão ter de driblar, entre cachorros famintos, a guarda do Terceiro Reich.
O porco, produto do mercado negro, devera ser entregue a Louis de Funès, dono de uma mercearia.
Os personagens são quase uma caricatura das diferentes classes sociais francesas.
Imperdível.

5- ET DIEU CREA LA FEMME de Roger Vadim – 1956
Brigitte Bardot nasceu para escandalizar, concordam?
Ela andava descalça, com os cabelos soltos ao vento na plena França acinturada a la new look de Monsieur Dior dos anos 50.
Seu estilo moderno e sua imagem de sedutora tornaram-se um clássico para a moda contemporânea.
Pois. Neste filme, ela pinta e borda como fazia na vida real. Seduz os homens que passam por ela, mas se apaixona pelo único que a despreza. Seu marido na época, Roger Vadim, fez-lhe um fime homenagem.
Contracenando com Jean-Louis Trintignant, Brigitte atua sem pecar. E a lista de filmes em que BB prova seu talento é grande: com Jean-Pierre Cassel em “L’ours et la poupée”, em “Le mépris” de Godard, ou ainda com Jean Gabin em “En cas de malheur” são alguns exemplos.
E quem disse que ela era somente a mulher mais bonita do mundo ?

Feriado cultural na praia
entrevista sobre o Festival de Cinema de Paraty
Suzana Villas Boas comanda o Festival Internacional de Cinema de Paraty, que ajudou a dar cara nova à cidade, cada vez mais cultural. O festival acontece até terça (feriado). Tem até competição dos melhores do ano: em Novos Olhares, oito longas de jovens diretores do mundo competem, como a francesa Mia Hansen-Love, o mexicano Matías Meyer e o sul-coreano Park Jung-Bum. Entre os filmes brasileiros, “Olhe pra mim de novo”, documentário de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, “Inesperado”, de Maria Augusta Ramos, e “Histórias que só existem quando são lembradas”, de Julia Murat, que ganhou uma menção honrosa no Festival de San Sebastián e o prêmio de melhor filme e melhor atriz no festival de Abu Dabi. Tem muito mais, clique aqui. E tem entrevista.

Oi Suzana, conta desta quarta edição do festival. “Da primeira edição para esta muita coisa mudou. Estamos crescendo, nossa programação está super bacana e diferenciada, o LAB PARATY vai começar. Estou muito animada.”
Lembro que vocês queriam recuperar um cinema antigo de Paraty, conseguiram? “Sim, conseguimos. É uma vitória muito importante e foi meta desde quando assumi a direção do festival, junto da SACIP, a partir da segunda edição. O local é, agora, propriedade da cidade e será inaugurado em meados de 2012. Também criamos um bottom com o intuito de estimular o apoio de visitantes da cidade durante o festival. Vamos sugerir o valor simbólico de R$ 3 e a ideia é que esse bottom seja a “chave” para retirada das senhas gratuitas para as sessões.”

Assim como a Flip, o festival reforça a posição de Paraty como cidade cultural. “Paraty é uma das cidades modelo do Ministério do Turismo para implantação de turismo cultural. Isso vem acontecendo naturalmente em Paraty, não só por eventos como a Flip ou o Festival de Jazz ou Cinema, mas também porque as pessoas da cidade são interessadas, tem muito artista circulando…”
Fale também da importância do Joãozinho de Orleans e Bragança. “A fantasia de ter um príncipe no país mexe um pouco com o imaginário das pessoas. Mas nosso príncipe é tão “príncipe” que tem uma atitude discreta e elegante sempre, não fica se exibindo por lá. Eu adoro a idéia de “pertencer à corte”.”
Qual o conceito do festival em relação aos filmes? “O NOVO!!!! Novas cinematografias, linguagens, propostas de produção, novas mídias e tecnologias. Vamos discutir e debater o futuro artístico da produção audiovisual.”

