Nation, o início
por Cacá Di Guglielmo
Há 22 anos inaugurava a casa que daria o “start” na cena clubber de São Paulo: o Nation Disco Club. Instalado numa escura galeria na tradicional Rua Augusta, o Nation foi um divisor de águas entre o fim da era “dark” do Madame Satã, para a geração das pistas, da Acid House, do verão do amor, que não tinham vergonha em se produzir e assumir a sexualidade. Tudo era permitido. Era tempo de festa. Foi lá que a então promoter Bebete Indarte - que mais tarde seria coroada como a Rainha da Noite Paulistana – distribuía o famoso anel apito, um tipo de ícone da era clubbing Nation/Massivo. Mauro Borges e Renato Lopes eram os DJs residentes, e dividiam o som e a preferência dos frequentadores. Era o começo do culto ao DJ, e Mauro e Renato eram como deuses, que nos traziam o novo, o que ninguém tinha. Sem dúvida era “o” lugar moderno de São Paulo. Lugar pra ver e ser visto. Pra absorver novidades e saber o que rolava no resto do mundo. Sim, porque até então, pra conseguir uma “i-D” ou um vinil gringo, tínhamos que encomendar e esperar dois, três meses, às vezes mais. Algo impensável hoje em dia, na era da internet, em que baixamos os álbuns antes mesmo de serem lançados. Eloy W. era a figura marcante, sempre montado e invejado pela atitude e coragem de usar paetê, num tempo em que ser gay assumido ainda causava polêmica. Completavam o time Chiquinho, o dono, Ida Feldman, a hostess, Alexandre Vulnávia, chapeleiro, e Paulo, o gerente. Sou saudosista assumido, e posso falar com propriedade que os anos 90, começando pelo Nation, passando pelo Massivo, Krawitz e Hell’s, foi uma das épocas mais felizes da minha vida. Lugar onde fiz amigos que duraram pra vida, e de onde só tenho boas lembranças. Na próxima quarta-feira, dia 11, vamos voltar ao lugar onde tudo começou. Mauro reuniu vários amigos que trabalharam ou frequentaram o Nation, e vai comemorar seus 22 anos de carreira lá, no fim da Galeria América, descendo as escadas, no lugar que foi tão especial pra tantos. Vamos celebrar e homenagear os que já foram. Venha conosco e também faça parte dessa história.

Bebete Indarte e Eloy W.


Audioviva
9 ago 10 em 0:56
Vamos todas!!!
Marcelona
9 ago 10 em 1:32
Sem dúvida foi uma época muito legal para sempre ser lembrada, pena não ter vivido em SP nesta época. Adorei o texto! Beijos!
Billy Martins
9 ago 10 em 10:57
vai ser shock
Brendha's
9 ago 10 em 14:45
Cacá, eu viajava do Rio ansiosa pela vibe do lugar. Curti muitas noites e quando morei em SP, em 1991, não faltava um fim de semana. bjs.
Ana Menezes
9 ago 10 em 15:57
Me lembro bem do Nation…trablahava no Columbia na época..Bons tempos!! Sucesso!!
Virginia Mendonça
9 ago 10 em 19:05
Não perco por nada nesse mundo.
Mark Rocha
9 ago 10 em 20:43
VAI SER BASFONZERA.
SÓ NO PAETÊ… #ELOYWFEELINGS
Brunno Almeida
9 ago 10 em 23:28
vai ser difiçil não chorar!
zeze araujo
10 ago 10 em 2:51