João Doria e o abraço corporativo de Serra
por Pedro Venceslau
Quem vê o José Serra na televisão não imagina o quanto ele é galanteador. Na última segunda-feira foi a vez do presidenciável tucano ir almoçar com os empresários do Lide, o grupo liderado por João Doria Jr. Terminado o rango, rolou a tradicional coletiva. Como de praxe, Dória ordenou que a primeira pergunta deveria ser por uma mulher. Não me perguntem o motivo. Quando uma jornalista chamada Maria Angélica, do portal G1, pegou o microfone, o galanteador presidenciável não resistiu: “Falando aqui de forma abstrata, nunca vi um nome tão ajustado à pessoa”. A coleguinha ruborizou e, por pouco, não perdeu o fio da meada. Antes disso, ele havia dito que “as mulheres dominam o jornalismo brasileiro”. E, antes de ir embora, fez questão de “brincar” com as belas “carrapatas” que o acompanham em campanha. Aos rapazes, nem palavra (juro que não fiquei com ciúmes). Depois do tradicional e interminável “Hino Nacional”, chegou a hora da sabatina. Lá pela terceira fala longa do candidato, que distribuiu torpedos contra o governo Lula, Doria pediu que Serra desse respostas mais curtas. Acabou ouvindo o que não queria. “Então escolha perguntas mais breves”. A propósito: além de feio, não há como negar que o tucano não é simpático. Ele até se esforça para ser, mas não consegue. Entre as cenas mais cômicas do evento está a saudação que a apresentadora fez ao anfitrião: “Peço que todos saúdem com muita honra… J-o-ã-o Dóriaaaaaa…”. Pergunta: como faz para saudar com muita honra?

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