Em movimento
por Annamaria Bonanomi
Falar da trajetória de Abraham Palatnik é falar da arte dele. Brasileiro filho de judeus, nascido em Natal (RN), Palatnik viveu em Tel Aviv, onde estudou pintura, desenho, história e filosofia da arte na mesma época em que fazia um curso de motores à explosão. De volta ao Brasil, após ter servido o exército britânico na Segunda Guerra Mundial, começou aplicar estes conhecimentos na construção de engrenagens em “Aparelhos Cinecromáticos”, esculturas bidimensionais que brincam com o movimento através do jogo de luz. Lembram o trabalho do americano Alexander Calder (1898-1976). Palatnik tornou-se um dos precursores da arte cinética, mas também explorou uma diversidade de técnicas ao longo dos anos, como resina de poliéster, cordas sobre telas, madeira e instalações elétricas. Estas obras estão expostas no Itaú Cultural, em São Paulo, com entrada franca, até 10 de janeiro.



