Confete e serpentina
da redação
Todo mundo adora cair na farra, se jogar na avenida ou aproveitar os dias de folga para seguir um trio… Mas pouca gente sabe ou lembra como o Carnaval começou, o que significa essa data tão celebrada e como evoluiu dos bailes de máscaras até os trios elétricos. Onspeed vai refrescar a memória dos foliões… O Carnaval surgiu no século XI, com a implantação da Semana Santa pela Igreja Católica. A semana, na qual Jesus morreu e foi crucificado, é antecipada por um período de privações e jejum, a Quaresma, que tem início na Quarta-feira de Cinzas. O Carnaval nada mais é do que um período de festividades que antecede os 30 dias de sacrifício. A palavra Carnaval deriva da expressão “carne vale”, que significa um afastamento dos prazeres da carne. Estes três dias que antecedem a Quaresma eram chamados dias gordos, como a terça-feira gorda, ou mardi gras em francês. Já na época do Renascimento, foram incorporadas também as máscaras, fantasias e alegorias. O Carnaval como uma celebração popular vem do século XIX, como um produto da sociedade vitoriana. Ao contrário do que muitos pensam, foi Paris, e não Veneza, que exportou seu Carnaval para o mundo. Da festa europeia, o Brasil importou personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo. E deu Brasil!


Um Brasil festeiro – Mas, por aqui, o que antes era só uma festividade urbana foi tomando outras formas. No final do século XIX começaram a aparecer os primeiros blocos e cordões carnavalescos no Rio de Janeiro. Na década de 1920, os intelectuais brasileiros, livres das amarras gringas, resgataram a identidade nacional e começaram a organizar melhor os grupos e blocos que surgiram aos poucos na cidade. Os primeiros blocos registrados, em 1889, são: Grupo Carnavalesco São Cristóvão, Bumba Meu Boi, Estrela da Mocidade, Corações de Ouro, Recreio dos Inocentes, Um Grupo de Máscaras e alguns outros.


No embalo de Carmem Miranda – Com o surgimento das marchinhas – descendentes das marchas portuguesas – no começo dos anos 1920, o Carnaval foi se tornando ainda mais popular e querido pelos brasileiros. A primeira marcha, “Ó Abre Alas”, foi composta por Chiquinha Gonzaga. Mas as marchinhas que conhecemos hoje foram compostas, na maioria, por João de Barro, Alberto Ribeiro, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo.
Noel Rosa
Efeito dominó – A primeira escola de samba também surgiu no Rio, em 1928, e foi batizada de Deixa Falar. Em 1929 aconteceu o primeiro concurso de sambas, na casa de Zé Espinguela, no qual o Conjunto Oswaldo Cruz levou o prêmio de melhor desfile. Com Getúlio Vargas no poder foi fundada em 1934 a União Geral das Escolas de Samba e em 1935 surgiu a primeira escola de samba paulistana. A tradição foi se expandindo para outros estados. Projetada por Oscar Niemeyer, a Sapucaí só foi ser criada em 1984, pelo governo de Leonel Brizola.


Já na Bahia… o Carnaval tomou outro rumo com a criação do trio-elétrico. Adolfo Antônio Nascimento, o Dodô, e Osmar Álvares Machado restauraram um velho Ford 1929 e ligaram suas guitarras baianas com o som ampliado por alto-falantes. Em 1951, a dupla convidou o músico Temístocles Aragão para integrar o time e formar o “trio-elétrico”. Os trios são indispensáveis em Salvador e nas comemorações em outras partes do mundo como Nova York, Portugal e Espanha.

Isso aqui é um pouqinho de Brasil – Hoje, o Carnaval já está mais do que incorporado à nossa cultura e representa a alegria, liberdade e versatilidade do povo brasileiro. Assim como o futebol já virou símbolo do Brasil.

