Arquivo - Categoria ‘TELÃO’
Cinema de antigamente
da redação
O Cinema Mudo, fase que corresponde do final do século 19 aos anos 1930, é tema da IV Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, que acontece na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, de hoje, 6 de julho, a 15 de agosto. Nesta edição, as produções vêm da Suécia, sob a curadoria de Jon Wengstrom, curador do arquivo da cinemateca daquele país. Serão 35 filmes. Vale conferir a programação completa aqui.

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – 04021-070 – São Paulo
(11) 3512-6111 / contato@cinemateca.org.br
Os nerds contra-atacam
da redação
Nem o poser Robert Pattinson nem o coxinha Taylor Lautner nem o megacoxinha Justin Bieber… O moço mais sexy de Hollywood hoje é um canadense grandão, com lábios vermelhinhos, desengonçado e com uma ótima voz. Cory Allan Monteith nasceu em 1982 e é um ator e cantor canadense. Ele vive Finn Hudson na série “Glee”, da Fox.

Cinco DVDs em troca do SPFW hoje
por Zeca Gutierres
“Onde Vivem os Monstros” podia ser mais uma bela porcaria nas mãos de outro cineasta, que criaria monstros em 3D, mas virou um clássico moderno nas mãos de Spike Jonze. Solidão e relações humanas (incluindo a das criaturas) são discutidas neste filme que chegou há pouco nas locadoras. É lindo, inteligente e emociona os adultos.
“O Inquilino”, de Roman Polanski, é um filme que está há muitos anos na locadora, mas que nem todo mundo conhece. A história, feita nos anos 70, no auge dos filmes de suspense de diretores como ele, gira em torno de um inquilino que se envolve com as paranoias de uma vizinhança estranha. Quem é o mais louco da fita? O polêmico Polanski, que, inclusive, vive o protagonista.
“Blindness”, ou “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles, narra a experiência de vítimas de uma cegueira branca, repentina, que toma conta de uma cidade. Tirado do livro de Jose Saramago, o filme é fiel ao mostrar o lado mais negro da alma humana. Com Julianne Moore, Gael Gacia Bernal, Alice Braga e Mark Ruffalo. Ah, e cenas gravadas em São Paulo para mostrar a ”bagunça”.
Sam Reimi, de “Homem Aranha” e, antes disso, dos clássicos de terror da nossa adolescência (“A Morte do Demônio” e “Uma Noite Alucinante”), faz rir e pular da poltrona com “Arraste-me para o Inferno”. Também, quem mandou a protagonista, vivida por Alison Lohman, mexer com uma “pobre” cigana velha? São três dias para ela dar de cara com um demônio chamado Lamia.
Michelangelo Antonioni é um dos maiores diretores de todos os tempos e ”Zabriskie Point”, feito na época da revolução cultural dos EUA, mostra uma viagem de amor, de ácido e de liberdade sexual pelo deserto americano. A cena final, da “explosão do consumismo”, está mais para uma obra de arte.
Água com açúcar
por Sarah Maluf
Terminou nesse fim de semana mais uma edição do Festival de Cannes. Mas, além de Javier Bardem, Juliette Binoche e Tim Burton – como presidente do júri deste ano – pouco se viu sobre o festival, considerado o principal do cinema mundial (sim, para os cinéfilos, conta mais pontos que o Oscar). Ainda não entendi muito bem o motivo, mas não é difícil perceber que esta edição passou despercebida, apagada entre chuvas, atrasos e improvisos. Uma pena para um festival que, desde sua criação em 1946, carrega a tradição de revelar diretores, escandalizar com produções independentes ou até mesmo inserir atores europeus no mercado mundial da Sétima Arte. Este ano, até a entrega da Palma de Ouro ao filme “Lung Boonmee Raluek Chat”, do diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul, ganhou ares de “se não tem tu, vai tu mesmo…” e recebeu duras críticas da bairrista imprensa francesa. Mas, como nem tudo é desgraça, Juliette Binoche se sobressaiu, chorou (não borrou a maquiagem, já que fez a linha “sou uma atriz e não um produto” e apareceu de cara limpa) falou e foi ouvida sobre a censura no Irã. A atriz foi uma das grandes sensações e levou o prêmio de Melhor Atriz pela atuação em “Copie Conforme”, do diretor iraniano Abbas Kiarostami, velho conhecido em Cannes. Já Javier Bardem, além de ficar com o prêmio de Melhor Ator por “Biutiful”, do diretor mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritu (outra figurinha carimbada em edições do festival), levou o “troféu ternurinha” pela declaração de amor eterno à namorada Penélope Cruz. Com o fim das festas, desfiles no tapete vermelho e congestionamento de lanchas em Cannes é possível resgatar também algumas produções que chamaram a atenção dos críticos, como “Copie Conforme”, “La Nostra Vita”, de Daniele Luchetti, “Des Hommes e des Dieux”, de Xavier Beauvois, “Ano Bissexto”, de Michael Rowe e “Poetry”, de Lee Changdong.

Achados de Lost
da redação
Raramente uma série lança tantos personagens bons como “Lost”, que chegou ao fim nesse domingo nos Estados Unidos. OnSpeed, que é fã da história, aposta que quatro deles receberão convites dos grandes estúdios de Hollywood. E os outros devem ajudar no ibope de muito seriado daqui pra frente, como vem fazendo Elizabeth Mitchell (a Juliet) em “V”. E o bom de “Lost” é que ele valorizou belezas não ocidentais.

Mas vamos começar com o típico norte-americano Matthew Fox. Além de ser o mais experiente da série, com longas e seriados na bagagem, é o mais bonito que já pisou naquela ilha – até mais do que Josh Holloway, o loirão Sawyer.

Yunjin Kim, a Sun, tem tudo para fazer papeis de oriental em grandes produções.

Michael Emerson, o malvado Benjamin Linus, a gente aposta porque, além de ótimo ator, ele tem esse ar de psicopata. Bom pra filmes de suspense.

Naveen Andrews, o Sayid da série, já apareceu em longas como “Valente”, com Jodie Foster. Ele é ótimo, sexy e ajuda a humanizar a imagem do árabe nos EUA.

Para um domingo qualquer…
por Sarah Maluf
Depois de passear por Barcelona e se enrolar entre Penélope Cruz e Scarlett Johansson em “Vicky Cristina Barcelona”, Woody Allen volta à boa e velha má forma com o ótimo “Tudo Pode Dar Certo”. Desta vez, Allen não se arrisca em frentes às câmeras, e talvez seja este o grande triunfo do filme. Quem assume o papel de excêntrico, rabugento e nerd é o comediante Larry David, co-criador de Seinfeld e já velho conhecido do público norte-americano. Ele vive o pragmático e hipocondríaco Boris, que depois de tentar suicídio por sua genialidade não compreendida, se envolve com uma burra e simples garota do interior, papel de Evan Rachel Wood. O que poderia ser um roteiro bobinho e previsível ganhou diálogos inteligentes e até mesmo engraçados. Não é difícil rir das situações embaraçosas em que são colocados os personagens e nem da sinceridade bruta e afiada do protagonista, que muitas vezes rompe a quarta parede e conversa abertamente com o público. Um filme para fazer valer a pena o dinheiro do ingresso e da pipoca, mesmo para quem sempre torce o nariz para as besteiras criativas de Woddy Allen.

Uma epidemia chamada Alice
por Sarah Maluf
Ele é um cineasta que sabe como ninguém transformar realidade em mundos mágicos, psicodélicos e, muitas vezes, sombrios. A história é um grande clássico da literatura infantil, já considerada imprópria para crianças e até fruto da imaginação de um pedófilo. O encontro de Tim Burton com a obra de Lewis Carroll só poderia então render uma obra prima do cinema, certo? Errado. Quem espera encontrar a melhor criação do diretor, ou uma visão completamente deturpada da versão original (como aconteceu em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), é melhor se preparar. “Alice” de Tim Burton é bom e ponto. Não chega nem perto do que poderia ser. Uma historinha rápida, mal contada, com os mesmos (ótimos, é verdade) atores de sempre e com uma plástica pouco elaborada. Parece até que o diretor ficou com preguiça de colocar a cabeça para funcionar. Claro que a produção carrega a excelente marca de Burton, mas não passa disso. Os diálogos elaborados de Carroll e até os momentos mais marcantes da obra passam batido. Ao sair do cinema, fica claro que grande parte da frustração quase instantânea é provocada pelo enorme apelo da mídia. Não se falava em outra coisa, não se vendia outra coisa. Tudo o que era possível foi feito para impregnar a febre Alice. Mas, desta vez, nem o santo 3D salva… E quem quiser que conte outra!

Novos na tela
da redação
Alô, cinéfilos!! Foi divulgada nesta quinta-feira a lista dos filmes que participarão da seleção oficial do Festival de Cannes deste ano. Entre as produções mais esperadas estão “Wall Street 2: Money Never Sleeps”, de Oliver Stone, “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, de Woody Allen, “Biutiful”, de Alejandro Gonzalez Inarritu, “Certified Copy”, de Abbas Kiarostami e o filme escolhido para abrir o festival, “Robin Hood”, do diretor Ridley Scott e que tem Russel Crowe e Cate Blanchett nos papéis principais. Este ano, quem preside o júri é o cineasta Tim Burton. O festival acontece de 12 a 23 de maio na cidade de Cannes, na França.
Cowboy
da redação
A partir desta quinta-feira, o HSBC Belas Artes recebe o Wisky Festival Cinema, com exibição de filmes relacionados com a Escócia. Ah, e entre um filme e outro ainda é possível tomar uma dose de whisky e ouvir o som pilotado por um DJ. Os produções que serão exibidas hoje são: “Apenas um beijo” e “O Amor e Outras Delícias”. O festival acontece todas às quintas até 27 de maio. E cuidado com a ressaca.

Pelas ruas
da redação
Estreia nesta sexta-feira nos cinemas norte-americanos o primeiro filme do grafiteiro britânico Banksy. “Exit Through te Gift Shop” foi apresentado no Festival de Sundance deste ano e mostra o trabalho dos grafiteiros em LA, mas com tom de besteirol americano.
Mistura fina
da redação
A parceria entre o cineasta Spike Jonze e a banda Arcade Fire vai mesmo acontecer. Eles devem gravar um curta ainda este mês, com Jonze na direção e o grupo com a trilha sonora. Não é a primeira vez que eles trabalham juntos. O Arcade Fire gravou a música “Wake Up” para o último filme do diretor, “Onde Vivem os Monstros”.
Ampulheta
da redação
Quem está contando os dias para assistir “Alice” nos cinemas brasileiros vai ter que esperar um pouco mais. A Disney anunciou que, ao contrário do previsto, o filme não chegará aos cinemas na próxima quarta-feira, e sim na sexta, dia 23. O motivo é o feriado de Tiradentes, no próximo dia 21. Enquanto isso a gente fica com o clipe…
Piscar de olhos
da redação
Para os viciados em cinema e que não se importam com dez minutos ou duas horas de filme, o site 5secondfilms apresenta apenas filmes que duram, no máximo, 5 segundos. São curtas mega rápidos, mas que muitas vezes causam um grande impacto. Conheça o site aqui.

Fantástico mundo do cinema
da redação
Inspirado no festival “É Tudo Verdade”, que acontece a partir desta quinta-feira em São Paulo, o “É Tudo Mentira” estreia nesta terça-feira, dia 6, e leva até a Galeria Olido, no Centro, filmes com narrativas fantásticas, disfarces e muita imaginação, como “Plastic City – Cidade de Plástico”, “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” e o brasileiro “O Auto da Compadecida”, entre outros. O festival fica por lá até o próximo dia 22. Para conferir toda programação clique aqui. E boa viagem!

Banana da terra
da redação
Até este domingo, o Itaú Cultural apresenta a mostra “Mangue no Cinema”, com 18 filmes criados com base no movimento mangue beat. Entre as produções selecionadas estão os longas “Baile Perfumado”, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, “Josué de Castro, Cidadão do Mundo”, de Silvio Tendler, e “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis. Para conferir a programação completa clique aqui. Ah, e tem Oiticica por lá.

Fora do circuito
da redação
É só um filme entrar na lista do Oscar para criar longas filas nos cinemas. Mas a maioria das pessoas esquece algumas produções que também entram na seleção oficial do Oscar, mas que muitas vezes não chegam às salas de cinema. Pelo contrário: para assistir aos curtas metragens que concorreram ao Oscar deste ano, basta acessar o Youtube. Para ver o curta “Miracle Fish”, dica do OnSpeed, clique aqui.

Do outro lado
da redação
Doses homeopáticas de realidade não fazem mal a ninguém. Pelo contrário, né? Para entender melhor o que acontece em outras partes do mundo, o site Freedocumentaries.org oferece downloads de uma imensidade de documentários políticos do mundo todo. As opções vão desde “Super Size Me” até filmes sobre a fome nos países africanos. Só precisa estar com o inglês afiado, já que nenhum dos vídeos tem legenda em português. Para acessar o site clique aqui. Muito bom pra alma!

Sem cortes
da redação
Já tem data marcada a 15 º edição do festival É Tudo Verdade. A partir do dia 8 de abril, os paulistanos assistirão a documentários inéditos e premiados. Este ano, ganham destaque 15 documentários brasileiros, sendo que sete entraram na competição oficial. Também participam do festival, curtas e longas estrangeiros. Para abrir o evento, que segue até o dia 18, foi escolhido o documentário “Uma Noite em 67”, dos diretores Renato Terra e Ricardo Calil e que fala sobre a final do 3º Festival da Música Popular, em 1967. Para saber mais sobre o festival clique aqui.

