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Arquivo - Categoria ‘Sem categoria’

Buenos aires
por Maria de Los Angeles

arte116A Coluna Arte no Caminho não apenas comenta obras espalhadas pela cidade de São Paulo e exposições, mas também apresenta novos artistas que a gente já conhece. Indo a pé para a Pinacoteca de São Paulo para conferir uma expo por lá, passei perto da casa do amigo Oscar Bueno, DJ e promoter, integrante da criativa turma que frequentou a noite da cidade desde os anos 80 e a transformou no que ela é hoje. Liguei e ele me convidou para subir. Qual foi minha surpresa ao ver que a sala tinha se transformado em ateliê. Gostei muito de duas pinturas em tinta acrílica e óleo sobre tela que vi. A visita virou entrevista, divido a conversa com vocês.

Quando você começou a desenhar/pintar? “Muito pequeno, lembro que sempre fui incentivado, as pessoas gostavam. Aos 13 anos entrei na Escola Panamericana de Arte, estudei lá mais ou menos um ano, saí porque achei meio careta o curso. A essa altura já me achava um mega artista, produzindo desenhos ou pinturas. Trabalhava muito com nanquim. Aos 23 anos, na década de 80, prestei Faap Artes Plásticas e entrei. Tive aulas com a melhor geração de professores: Jac Leirner, Nelson Leirner, Ubirajara Ribeiro, Herbert Duschenes e outros não menos importantes. No começo dos 90 apresentei meus trabalhos em três exposições coletivas organizadas por nosso grupo de artistas-estudantes da Faap e nunca mais. Parei totalmente de produzir qualquer coisa ligada a artes visuais e me joguei de cabeça na noite, trabalhando como promoter, produtor e depois como dj. Também arrisquei algumas produções musicais eletrônicas.”

Curtiu a Faap? “A Faap foi super importante para mim, não só por desfrutar das aulas de professores/artistas incríveis, como também por amigos que fiz e trago até hoje, talvez a melhor fase da minha vida.”

Quando parou de pintar e por quê? Não sei porque exatamente parei de produzir arte. Na época foi natural essa migração para a música, digamos assim, como também está sendo natural e prazerosa essa volta à pintura.”

Fez algum curso recentemente? “Fiz um de pintura com Carlito Contini, que é um antigo amigo e professor da Faap. O curso foi essencial para achar o fio da meada e dar o pontapé inicial na minha pintura. Agora procuro mais disciplina para produzir mais e ter melhores resultados, quem sabe um dia expor esse trabalho.”

O que te levou a voltar a pintar? Acho que procuro me expressar novamente através das artes visuais porque atualmente vejo o universo da música eletrônica um tanto comercial e saturado. Procuro uma experiência mais autêntica. O momento é de volta às raízes e considero a pintura o caminho certo. Agora é pintar e pintar e ver no que vai dar.”

oscarbuenook

escrito por Guti

abril 11, 2011 às 12:31 pm

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O Caveirão
por ZG

pop1Rick Genest, aka Zombie Boy, é um “jogado” da periferia de Montreal que ganhou a panela através de Nicola Formichetti, diretor-criativo da Mugler. Conheceu Lady Gaga em uma campanha da marca e foi parar no novo clipe dela, Born This Way. BOOM, estourou geral! Fenômeno parecido com o de Lea T, a trans brasileira que virou top. A única diferença pros outros hypes é que a fantasia deles é definitiva. BUUU!

zombie

escrito por Guti

março 26, 2011 às 1:09 pm

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Capaz

capaz

entre no tumblr de Cesar Fassina

escrito por Guti

março 25, 2011 às 10:27 pm

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A hora do intervalo
por Eliete Ramos

O praticante de bulling tenta “exorcizar” algo que ele teme encontrar dentro de si mesmo. Tem a ver com o medo do próprio desejo e daí a tentativa de projetar no outro seus medos como forma de livrar-se dele

Muito tem se falado do bulling nas escolas… E claro que é sabido os efeitos danosos dessa prática entre crianças e adolescentes, mas será que o bulling se restringe apenas aos contornos (internos e externos) de nossas escolas? Parece que o bulling também vem sendo praticado em larga escala em muitos outros “guetos”, quando se desrespeita uma pessoa seja no trabalho, na escola, nos ambientes sociais ou no próprio núcleo familiar, excluindo-a de um convívio social saudável, seja por discriminar sua cor, raça, crença ou orientação sexual… Penso que a intolerância pelo “diferente” caminha a passos largos, apesar de o discurso pregar exatamente o contrário. O sujeito é diferente, não existem dois iguais e é exatamente aí que reside a beleza e a riqueza da diversidade. Um sujeito é um sujeito, com toda sua gama de complexidades psíquicas e só ele é assim. Parece que entendemos “diferente” como um status: melhor ou pior, quando diferente é apenas diferente, nem melhor nem pior. O praticante de bulling tenta “exorcizar” algo que ele teme encontrar dentro de si mesmo. Tem a ver com o medo do próprio desejo e daí a tentativa de projetar no outro seus medos como forma de livrar-se dele. Seria necessária uma reflexão séria e honesta para tentar entender se o que queremos “exterminar” tem a ver com o outro ou com o próprio sujeito… O bulling é uma prática condenável e primitiva e é doloroso perceber que apesar de todo o avanço tecnológico, o homem ainda se encontra num estágio tão regredido emocionalmente, onde impera a incapacidade de olhar para dentro de si mesmo e começar a lidar com seus fantasmas internalizados.

 Eliete Ramos é psicanalista

escrito por Guti

março 23, 2011 às 12:34 pm

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Marcelona Pão e Vinho
entrevista com Marcelo Ferrari

old_schoolMarcelo Ferrari, aka Marcelona, não nasceu santa (e, acho, nem gostaria de ter vindo assim). Mas também não é o diabo que muita gente pinta. Se monta de mulher há um tempão e já foi o terror de boates como o Lov.e, no qual barrava gente nada a ver com o clima do after Paradise. Mãe das travas modernas e ditadora de tendências, passa bem longe de rótulos. Faz pocket shows divertidíssimos e, de uns anos para cá, se embrenhou no mundo das notícias até criar o próprio blog, Coisas de Marcelle. Boa para mandar verdades na cara do povo, eterna chochadora da viadagem oca e das caricatas de plantão, ela é a nossa entrevistada da vez. Deusa under!

danielzanardi[1]

foto: Daniel Zanardi

O que a Marcelle, ou Marcelona, tem do Marcelo Ferrari? “Ah, o bom gosto, a simpatia e toda uma delicadeza (risos)… Brincadeirinha à parte, é tudo bem misturado, tando de um lado como do outro!”

Como é viver duas personalidades? “Depois de tanto tempo da criatura existir, às vezes não controlo muito quem é quem durante o dia…”

Conta como foi o dia em que deixou o Brasil. “Tinha brigado em casa e tinha esta opção de ir passar umas “férias” em Roma, então resolví fazer a mala sem pensar muito nas consequências, no que ia fazer da vida e fui. Tive uma crise horrível de choro quando cheguei ao aeroporto, mas tomei alguns drinks e quando vi já estava falando outra língua em um lugar distante e aprontando pencas!”

debbiegram[1]

foto: Debby Gram

E o dia em que pisou de volta? “Não era pra ter voltado, mas amei muito estar na minha cidade e encontrar amigos queridos (claro que isso não durou muito kkkkkk…), ver como estavam as coisas de perto com novos olhos!”

O que acha deste boom de travas e trans na mídia? “As pessoas sempre querem ter um assuntinho pra render, né? Já aconteceu com a Rogéria, Divina Valéria, Roberta Close, Thelma Lip… O povo ama se desviar dos assuntos com os quais realmente deveria se preocupar! Somos todos de carne, osso, sangue, respiramos, comemos, vamos ao banheiro… Sendo assim, deveríamos olhar pro próprio rabo e nos respeitar, NÉ?”

higoralexandre[1]

foto: Higor Alexandre

Qual o trabalho que te dá mais prazer hoje: hostess ou editar o blog? “Pra ser sincero, nem um nem outro! Kkkkkkk… Tô adorando um trabalho low profile que venho fazendo para a Thaís Losso. Fico fazendo pesquisas no aconchego do meu lar cercado de tudo que gosto e preciso!”

E o blog? “Eu tinha acabado de sair do site da Erika Palomino e estava bem de bobeira, sem fazer nada da vida! Como tinha uma coluna dentro do site chamada “Coisas de Marcelle”, acabou acontecendo. Eu tinha todo o tempo do mundo livre, então fazia uns posts beeeem animados. Hoje não tenho arrasado tanto, mas os leitores sempre vão encontrar algo divertido ou interessante!”

marcioneves[1]

foto: Marcio Neves

O que falta pro “mundinho” brasileiro deslanchar de vez? “Hummm, menos deslumbramento e truque sempre são um bom começo… Depois de tantos anos vendo gente que se jurava tanto desaparecer, posso afirmar isso!”

O que faz para melhorar quando sente que tudo está fora do lugar? “Sempre que isso acontece, o melhor remédio é ficar sozinho (cancerianismos). Pode ser uma viagem, arrumar minha coleção de Barbies vintage… Nem precisa ser algo especial, basta ficar um pouco só que tudo volta ao normal. Dar uma miada no ombro dos amigos também ajuda MUITO!”

fabiomotta[1]

foto: Fabio Motta

Então complete a frase!!!
* quero ter mais dinheiro para…“gastar, gastar, gastar…”
* só me acordem quando…“São Paulo se transformar em uma cidade segura, limpa, sem trânsito e eu tiver uns 20 anos a menos!”
* homem bom é aquele que…“não enche o saco dos outros!”
* quero aprender a ser mais…“tolerante, paciente e voltar a responder entrevistas de uma maneira mais divertida…NHÉ!”
* eu mereço tudo na vida porque…“SOU UM AMOR DE PESSOA (vai falar que não?)”

escrito por Guti

março 16, 2011 às 5:52 pm

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Morcegos me mordam
exposição de Alisson Gothz

pop1Gótico, estranho, engraçado, kitsch… Alisson Gothz é figurinha fácil na boate ALoca, onde trabalha há anos e deve ter muita história boa pra contar. O lado artista dele a gente confere a partir de hoje (16/3) na Galeria Mezanino, na Rua Augusta, SP. São fotos modificadas no computador nas quais ele interpreta diferentes personagens… góticos, estranhos, engraçados, kitsch… Puramente underground. Vamos?

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escrito por Guti

março 16, 2011 às 11:48 am

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Despercebido jamais
entrevista com Carlos Carrasco

moda[1]Carlos Carrasco vai passar o Carnaval em Trancoso. “Estou tentando equilibrar a vida, muito trabalho e descanso na medida certa”, diz ele, que do dia para a noite ficou assim: famoso! O que acontece com a vida de alguém como a gente que entra para um reality show como A fazenda? Carrasco, de bem com a vida, conta o que vem depois.

O que levou você a participar da Fazenda? “Um desafio novo, e posso te dizer é que foi o maior da minha vida. Nenhum desfile, editorial de moda ou qualquer outro evento em minha vida foi tão intenso e de pura superação.”

Como surgiu o convite? “Veio de Guilherme Abreu, agente do Thiago Lacerda. Ele é parceiro da Record, soube do interesse da emissora, queriam me conhecer, aí surgiu o convite. Agora como chegaram no meu nome? Não tenho ideia.”

O que mudou desde que saiu do programa? “Bem, continuo fazendo meus trabalhos publicitários, meu salão no interior de SP, minha vida profissional que sempre tive e conquistei e não abro mão. Tenho viajado por todo o Brasil fazendo workshop de beleza para profissionais e automaquiagem para grupos de mulheres. Sinto que a maior mudança é a popularidade. Sempre fui conhecido no meio da moda e publicidade, agora muita gente sabe quem eu sou. E como sou.”

E a privacidade? “Eu sei que é uma popularidade passageira, que daqui a pouco passa. Então estou tranquilo, tento levar minha vida normal como sempre foi. Acho também que não perdi a privacidade. Tenho sido mais assediado por onde passo, mas é um assédio tão carinhoso. É tanto carinho da população que não me incomoda em nada. Tento retribuir este carinho todo, é muito gratificante.”

Você cresceu com isso? “Acho que sim. Tive muitas mudanças e principalmente depois que saí. Percebi dentro da casa que preciso desacelerar, tirar mais tempo pra ficar próximo da natureza, ter o mínimo de rotina, coisa rara na minha vida. Não preciso assim de tantas coisas que eu achava que precisava. Quando saí entendi que existem outras coisas que quero fazer da vida, voltar a pintar telas, por exemplo, coisa que não faço há anos, tocar violão, ter uma vida mais calma. Acho que saí mais tranquilo, muito mais calmo, acho que a palavra é maduro.”

O que você tem a dizer para aqueles que torcem o nariz para quem aceita participar de um reality show? “NADA. A liberdade de ser e estar é um direito. Só quem passa por esta experiência consegue entender a intensidade da coisa. Acho que tem coisas mais imporantes na vida do que torcer o nariz pra quem participa de um reality show ou qualquer outra coisa. Acho que deveriam se preocupar com as diferenças sociais, o preconceito, o racismo. Para este tipo de coisa, sim, devemos torcer o nariz, não pra quem está fazendo da própria vida o que quer.”

Deve ser dificil ficar meses sendo filmado. “SIM MUITO!!!!! Nas duas primeiras semanas é bem complicado, principalmente pra mim, que estava acostumado a trabalhar do outro lado da história. Me sentia um exibicionista, cheguei a ficar por alguns momentos constrangido, tive momentos depressivos, mas depois de um tempo você nem lembra da existência de câmeras, e aí as verdades aparecem. Não se vive em um personagem tanto tempo. Você acaba se mostrando. Quem você é de verdade. É exatamente quando começa o REALITY SHOW.”

O que vai fazer com a fama que conquistou? “Não parei pra pensar nisto, mesmo porque sempre achei que a fama é muito parecida com a vida: ela nasce, vive e um dia morre.  Estou deixando as coisas correrem no seu curso natural, o que tem que ser, será.”

carrasco
 

escrito por Guti

março 3, 2011 às 12:45 pm

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Publi

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escrito por Guti

março 1, 2011 às 6:25 pm

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