Onspeed

Arquivo - Categoria ‘Sem categoria’

Faíscas do pop nacional
por Zeca Gutierres

nenhum comentário

pop1Muita gente falou bem e outras detonaram o comercial da Vivo que usou “Eduardo e Monica”, do Legião Urbana. Os que gostaram se apegaram à produção impecável da 02 Filmes. Os que desceram a lenha disseram que, além de repetir a ideia de um comercial de anos atrás, também de uma operadora, eles fizeram uma cópia fiel das cenas, como se nem precisasse do vídeo. Bom, tivemos a oportunidade de entrevistar o diretor do filme, Nando Olival, que logo estreia o primeiro longa, “Os 3″. Ele conta em detalhes o que rolou nesta superacessada produção criada pra rede.

eduardo01ok

Quanto tempo durou a produção e como rolaram as filmagens? Entre produção, filmagem e edição foram menos de 2 meses.  As filmagens rolaram super bem, mas é lógico que durante a produção, as filmagens e a montagem pintaram uma série de dúvidas de como retratar os dois. Será que Monica é falante e expansiva e Eduardo é mais calado e intrigado? Ou será que faço ela mais adulta e séria e ele um pouco mais desajeitado e panaca? Todas estas perguntas eu fazia pra mim mesmo a cada plano que filmava porque meu grande temor era retratar os dois de uma maneira que, depois do filme pronto, ninguém identificasse como sendo aquele casal que cada um tem na cabeça quando ouve a música.

eduardo02ok

E sobre a polemica que, no passado, uma operadora já tinha feito a mesma história? Vocês sabiam? Não, não tínhamos a menor ideia de que havia uma campanha antiga, e ainda mais de telefonia celular, que tinha se utilizado da música. Sobretudo porque o filme da ATL não estava disponível na internet, durante o período que trabalhamos no filme. Ele só foi colocado na rede depois do filme da Vivo ser lançado.  Eu mesmo, antes das filmagens, procurei na internet informações que me dessem suporte para elaborar o filme. Queria saber quem era a Monica, o Eduardo, se eles realmente existiam ou se eles não passavam de um casal ficcional criado pelo Renato Russo. E se eram de verdade quem eram eles, como eles eram naquela época, como seriam hoje em dia etc. Enfim, pesquisamos bastante para saber quais eram as histórias que circulavam em torno da música, mas nunca me deparei com esse vídeo. E se tivesse visto o filme da ATL antes, com certeza, eu teria me preocupado em não fazer um frame sequer parecido. Só que de algumas coisas eu não poderia escapar, como a do plano do Eduardo acordando. É o que diz a letra, “Eduardo abriu os olhos e não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram”. Ora, todo mundo acorda hoje em dia e pega o celular na cabeceira ao lado para saber que horas são. Ninguém pega o relógio no bolso do pijama. Ninguém usa um despertador analógico, ou dorme de relógio de pulso. E todo mundo deixa o celular na cabeceira e não debaixo da cama. O clipe tem mais de cem planos diferentes, um único entre eles é parecido e aparece alguém se deliciando dizendo que as semelhanças são assustadoras. É sacanagem, não é não? Ou então a pessoa não viu o filme inteiro. Ou não quis ver.

eduardo03ok

Também criticaram o fato do vídeo ter reproduzido na integra as cenas propostas na música… Eu, durante muitos dias, fiquei quebrando a cabeça de como fugir da literalidade. Até porque me parecia que a letra era tão conhecida que enquanto se cantava uma coisa eu poderia mostrar uma outra diferente e não iria ter nenhum problema, que eu só iria enriquecer o filme. Tentei, tentei e não consegui. Era difícil imaginar o Renato Russo cantando que a Monica falava alemão e eu mostrar ela tendo aulas de sânscrito, ouvindo uma palestra sobre sustentabilidade ou num recital lírico. No final achei que era pretensioso da minha parte e fiquei com medo de transformar tudo numa paródia tosca só porque eu necessitava fugir da literalidade e mostrar o quão inventivo eu podia ser. O que me preocupei então foi conceber o filme como se ele fosse um trailer de um longa-metragem. Que ele tivesse um enredo com alguns pontos de dramaturgia. Que a história fosse tão bem ilustrada que a sensação no final é de que aquele casal fosse real. Como na música. A verdade é que milhões de pessoas têm se emocionado com aquela música e com aquela letra e talvez seja por ela descrever a diferença entre os dois com extrema simplicidade. Sem arroubos. Porque seria eu o cara, vinte cinco anos depois, a tentar transformar aquilo? Minha preocupação então foi criar uma ligação bacana entre uma cena e outra, passagens que surpreendessem, cenas que dessem riqueza visual ao que a música dizia. As cenas acompanham sim a letra do filme, mas em todas elas adicionei algo que de alguma forma enriquecesse a história daqueles dois.

Qual a importância da internet no sucesso deste case? O filme foi originalmente pensado para a Internet. E se ele teve sucesso é porque o ambiente da rede o “aceitou”. Ele foi acolhido e repassado. Lá é o lugar dele.

Aqui o vídeo da Vivo

E aqui o vídeo da ATL

escrito por Guti

junho 16, 2011 às 4:52 pm

postado em Sem categoria

30 anos de história de quem contou a história
por Wagner Gorab

nenhum comentário

revistaria1Era comecinho dos 80 quando o editor inglês Geoff Barton publicou, como um suplemento do jornal Sounds, pela primeira vez a revista Kerrang!. Para quem não lembra, o Sounds foi o mais importante jornal da Inglaterra voltado à música e nessa altura, em 1981, já tinha feito história. Foi o pioneiro na cobertura da cena punk, o veículo mais presente na onda de Manchester e ainda o primeiro a dar na sua capa a banda Nirvana, quando boa parte da humanidade não sonhava com a existência de Cobain. A revista Kerrang! foi publicada naquele 7 de junho pela primeira vez. Com AC/DC na capa, a edição inaugurava um novo segmento, o de revistas dedicadas ao rock, punk rock e metal. Com o passar dos anos tornou-se periódica e independente do jornal que a originou – e o mundo da música ganhou, definitivamente, uma das mais importantes publicações musicais da história. Em 1991, depois de 20 anos de existência, o jornal Sounds fechou as suas portas pressionado por uma crise, mas a Kerrang! continuou a circular. Neste mês de junho, para comemorar os seus 30 anos, a revista publicou a lista das 10 bandas mais influentes do rock pesado, de 1981 para cá. Dá uma olhada!

1 – Metallica
2 – Green day
3 – Iron Maiden
4 – Slipknot
5 – My Chemical Romance
6 – Linkin Park
7 – Bullet for my Valentine
8 – Blink 182
9 – Ozzy Osbourne
10 – Foo Fighters

OBS: Vale viajar nas incríveis capas da revista ao longo destes 30 anos. Algumas aqui!

kerrang!

 

escrito por Guti

junho 14, 2011 às 12:11 pm

postado em Sem categoria

Pet publi

nenhum comentário

petpubli

escrito por Guti

maio 14, 2011 às 5:06 pm

postado em Sem categoria

Baixa aí
por ZG

nenhum comentário

pop1Esta é para quem adora baixar música: hoje, 12 de maio, é lançado por aqui o Noisey.com, plataforma de descoberta que quer abraçar as novas bandas mais talentosas do mundo. E é a Matilha Cultural que recebe a festa de lançamento do projeto, uma parceria entre a revista alternativa Vice, a Intel e a Dell. Na festa, participação da banda Holger, do rapper Rincon Sapiência e de MC P.A.P.O, fenômeno da internet. Entre outras facilidades, “os espectadores podem juntar-se às turnês das bandas e compartilhar experiências à medida que elas se preparam para o show, se encontram com os fãs e exploram a cidade e a cultura local”, diz o release do projeto. São bandas de mais de dez países: EUA, Reino Unido, Brasil, México, França, Alemanha, Espanha, China, Japão, Canadá e Austrália. Está disponível em oito idiomas. É entrar, fuçar e entender melhor. O visual do site também é bem legal!

NOISEY

escrito por Guti

maio 12, 2011 às 12:04 pm

postado em Sem categoria

Só Love
por Cacá Di Guglielmo

um comentário

pop1O True Love Tattoo está se consolidando como um dos estúdios mais bacanas e profissionais de São Paulo. Fundado há cinco anos na zona leste da cidade, é basicamente um negócio de família dos irmãos Camargo. Arthur, Maria Fernanda (mulher do Arthur) e André são os tatuadores, e Edgar de Camargo é o sócio que cuida da parte burocrática. Mas não é só isso. Apesar de não tatuar, Edgar é artista plástico e já teve suas artes expostas em lugares importantes como a loja conceito MiCasa e a galeria alternativa Cartel 011. Arthur e Maria Fernanda também mantêm um projeto paralelo chamado “Analogic Love” em que desenvolvem peças de mobiliário exclusivas e pintadas a mão. E eles não param por aí. Em maio Arthur ministra a segunda edição de um workshop voltado somente para tatuadores com mais de quatro anos de profissão, sobre dicas e métodos da tatuagem oriental, uma de suas especialidades. “Foi a demanda de pedidos que me motivou a fazer o workshop”, completa. Serão dois módulos divididos em dois domingos com 4hrs cada, em que grupo entenderá como aplicar a estética oriental da melhor maneira, como combinar desenhos e como executar uma tatuagem perfeita. Segundo Arthur, não se trata de um curso, e sim de uma troca de ideias e técnicas. O estúdio também conta com uma galeria de arte com trabalhos à venda da equipe atual e de alguns tatuadores que passaram por lá. Atualmente eles estão com uma bancada vaga e aceitando novos profissionais. Portanto, se você é tatuador e está precisando de um local de trabalho, essa pode ser sua oportunidade. E se você está pensando em se tatuar, o time True Love desenvolve desenhos exclusivos e você não corre o risco de encontrar outra tatuagem igual a sua passeando por aí.

mural feito por Arthur e Maria Fernanda[1]galeria da True Love Tattoo[1]

Arthur-Andre-e-Edgarobra de Edgar de Camargo feita de papelao reciclado[1]

True Love Tattoo
R. Cantagalo, 255 / Tatuapé
f: 2094-3383 / 7885-2612

Para saber mais:
http://flickr.com/edgardecamargo
http://analogiclove.wordpress.com/

escrito por Guti

abril 21, 2011 às 3:54 pm

postado em Sem categoria

Sexxxx
por Zeca Gutierres

nenhum comentário

pop1Uma turma conhecida dos paulistanos antenados se uniu para colocar o sexo em pauta. Suzy Capó, Eder de Oliveira, Amilcar Packer, Rui Rufião, Pedro Paulo de Souza, Clarice Reichstul, Thelma Bonavita, Tino Monetti e Leandro Matulja promovem entre os dias 26 de maio e 2 de junho o PopPorn Festival. Um embrião do Porn Film Festival de Berlim. Também na versão brasileira, filmes que têm o sexo como temática. O projeto promete ser multidisciplinar: além de filmes, exposições de arte, lançamentos de revistas e livros, debates, workshops e festas, claro. Tudo com supervisão das galerias Vermelho e Matilha Cultural. Onde? A ser agendado… Cool!

LOGOPOPPORNok

escrito por Guti

abril 13, 2011 às 8:55 pm

postado em Sem categoria

Buenos aires
por Maria de Los Angeles

nenhum comentário

arte116A Coluna Arte no Caminho não apenas comenta obras espalhadas pela cidade de São Paulo e exposições, mas também apresenta novos artistas que a gente já conhece. Indo a pé para a Pinacoteca de São Paulo para conferir uma expo por lá, passei perto da casa do amigo Oscar Bueno, DJ e promoter, integrante da criativa turma que frequentou a noite da cidade desde os anos 80 e a transformou no que ela é hoje. Liguei e ele me convidou para subir. Qual foi minha surpresa ao ver que a sala tinha se transformado em ateliê. Gostei muito de duas pinturas em tinta acrílica e óleo sobre tela que vi. A visita virou entrevista, divido a conversa com vocês.

Quando você começou a desenhar/pintar? “Muito pequeno, lembro que sempre fui incentivado, as pessoas gostavam. Aos 13 anos entrei na Escola Panamericana de Arte, estudei lá mais ou menos um ano, saí porque achei meio careta o curso. A essa altura já me achava um mega artista, produzindo desenhos ou pinturas. Trabalhava muito com nanquim. Aos 23 anos, na década de 80, prestei Faap Artes Plásticas e entrei. Tive aulas com a melhor geração de professores: Jac Leirner, Nelson Leirner, Ubirajara Ribeiro, Herbert Duschenes e outros não menos importantes. No começo dos 90 apresentei meus trabalhos em três exposições coletivas organizadas por nosso grupo de artistas-estudantes da Faap e nunca mais. Parei totalmente de produzir qualquer coisa ligada a artes visuais e me joguei de cabeça na noite, trabalhando como promoter, produtor e depois como dj. Também arrisquei algumas produções musicais eletrônicas.”

Curtiu a Faap? “A Faap foi super importante para mim, não só por desfrutar das aulas de professores/artistas incríveis, como também por amigos que fiz e trago até hoje, talvez a melhor fase da minha vida.”

Quando parou de pintar e por quê? Não sei porque exatamente parei de produzir arte. Na época foi natural essa migração para a música, digamos assim, como também está sendo natural e prazerosa essa volta à pintura.”

Fez algum curso recentemente? “Fiz um de pintura com Carlito Contini, que é um antigo amigo e professor da Faap. O curso foi essencial para achar o fio da meada e dar o pontapé inicial na minha pintura. Agora procuro mais disciplina para produzir mais e ter melhores resultados, quem sabe um dia expor esse trabalho.”

O que te levou a voltar a pintar? Acho que procuro me expressar novamente através das artes visuais porque atualmente vejo o universo da música eletrônica um tanto comercial e saturado. Procuro uma experiência mais autêntica. O momento é de volta às raízes e considero a pintura o caminho certo. Agora é pintar e pintar e ver no que vai dar.”

oscarbuenook

escrito por Guti

abril 11, 2011 às 12:31 pm

postado em Sem categoria

O Caveirão
por ZG

nenhum comentário

pop1Rick Genest, aka Zombie Boy, é um “jogado” da periferia de Montreal que ganhou a panela através de Nicola Formichetti, diretor-criativo da Mugler. Conheceu Lady Gaga em uma campanha da marca e foi parar no novo clipe dela, Born This Way. BOOM, estourou geral! Fenômeno parecido com o de Lea T, a trans brasileira que virou top. A única diferença pros outros hypes é que a fantasia deles é definitiva. BUUU!

zombie

escrito por Guti

março 26, 2011 às 1:09 pm

postado em Sem categoria