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Kanguru adolescente
por Cacá Di Guglielmo

Alguma coisa deve ter na água da Austrália pra lançar tanta banda jovem bacana. Os mais novos expoentes dessa estatística são os meninos (quase crianças) do Bleeding Knees Club. Na estrada há pouco mais de um ano, os garotos vêm chamando atenção de gente bacana e rendendo notas em publicações importantes como o semanário inglês NME. E eles não estão pra brincadeira. O debut álbum, “Nothing To Do”, sai em março próximo e já tem turnê agendada pros EUA e Europa. As músicas (que quase nunca passam de 2 minutos) são uma mistura de pós-punk com surf music, bem divertido por conta dos vocais infantis e agudos de Alex Wall. Pelo andar da carruagem, tem tudo para serem “the next big thing”.
Um convite no lugar de mil palavras

Na casa dos patrícios
por Sarah Maluf
Terra do vinho do porto e dos fados, Portugal é também especialista em receber mochileiros. Segundo ranking anual do site Hostelworld, os três melhores hostels do mundo ficam na capital do país, Lisboa. Em primeiro lugar na lista está o Travellers House. Fundado por viajantes experientes, está localizado em um prédio de 250 anos, bem no coração da cidade. Em segundo está o Lisbon Lounge Hostel, primeiro hostel de Lisboa, criado em 2005. É um dos mais procurados. Pequeno e aconchegante, fica na parte baixa da cidade e oferece, além de passeios de bike ou a pé, jantares tipicamente português. Para quem quer um pouco mais de agitação, o Living Lounge Hostel (dos mesmos donos do Lisbon Lounge Hostel), em terceiro no ranking deste ano, tem espaço dedicado para festas e quartos decorados por artistas locais. Vai que o dinheiro está curto.

O contrário do óbvio
entrevista com Dan Nakagawa
À primeira vista, quem vê Dan Nakagawa não vê um cantor, mas quem ouve Dan Nakagawa ouve, sim, um ótimo cantor. É que a imagem dele foge do estereótipo da MPB, o que já é muito bom. Com disco novo na praça, O Oposto de Dizer Adeus, ele ganhou ainda mais a atenção da crítica, mas foi com a parceria fina com Ney Matogrosso, que gravou uma música dele, que Dan deu o pulo do gato. Leia a entrevista com o cantor.

Desde quando você é cantor?”Aos oito anos tocando a melodia da música Palhaço do Egberto Gismonti no piano… Com dez anos eu montei uma banda de rock pra me apresentar no intervalo da escola… Já sentia uma coisa ardendo dentro do meu peito quando subia no palco, é uma coisa nerd inexplicável. Era preciso agir.”
Fale dos seus discos. “Tenho três discos, mas só assumo dois deles: O Primeiro Círculo e este que lancei agora, O Oposto de Dizer Adeus. O primeiro é ao mesmo tempo pop e dark, faz uma referência ao Inferno do Dante Alighieri. Esse segundo é mais otimista, mais MPB e muito mais filosófico, me inspirei no mito do eterno retorno do Nietzsche e nos pensamentos do filósofo pré socrátco Heráclito.”
Como você define sua música? “Música brasileira. Quando não estou fazendo música não estou fazendo arte…”
Seu disco novo foi elogiado no Estadão. “Uma bela crítica do Júlio Maria… O Oposto de Dizer Adeus é uma resposta afirmativa à vida, ao mito do eterno retorno. É a aceitação e entrega ao mistério, ao infinito, ao caos… É o desejo de agitar as partículas que nos ligam entre si, entre as coisas, entre os tempos e os espaços. É a afirmação de que amar é não morrer, de Clarice Lispector.”

E sua parceria com o Ney Matogrosso… “Quando eu morei no Rio fazendo uma novela como ator, mandei um disco pro Ney através de um amigo em comum… Achei que ele nem iria ouvir, mas meu amigo insistiu tanto que eu acabei mandando. Depois de três meses ele me ligou dizendo que tinha adorado o disco, que queria gravar Um Pouco de Calor, Um Cano de Revólver e Na Neblina do Samba, mas no final só gravou a primeira. Depois eu entendi que ele ouve tudo, porque está sempre inquieto e buscando o novo, ele sempre está atento e forte.”
Do que tratam suas letras?“Elas só tratam do que é verdadeiro e urgente para mim, esse é o meu único sentido de compor. Nunca eu componho por compor, ou por obrigação… Se trata de urgência. O processo é caótico, obsessivo e compulsivo! rsrrsrs. Faço tudo ao mesmo tempo, letra, melodia e harmonia.”
Quais seus artistas preferidos? “Não dá pra falar todos porque a música brasileira é muito abundante e exuberante! Mas vamos lá: Gal, Mautner, Assis Valente, Herivelto, Aracy, Elis, Caetano, Gil, Ney, Noel, Vanessa da Mata, Rorô, Amarante, Chico, Bethânia, Caymmi, Roberto, Rosa Passos, Cássia, Rita, Cazuza, Tim Maia, Raul Seixas, Pélico, Filipe Catto, Curumim, Blubell, Celso Sim, Tulipa, Nelo Johann, não tem fim essa lista, mesmo!”
Quais são os planos para 2012? “Lançar o DVD documental de dois shows que o Ney participou, um no Teatro Oficina e o outro no Estúdio SP.”
Ela era ele
por Mauro Borges
Com a volta de “Mulheres de Areia” no Vale a Pena Ver de Novo, na Globo, é inevitável a presença dos anos 90 de novo em nosso dia-a-dia. As roupas de estilo, quase sem estilo. Os cabelos entre o pós-poodle e o pré-chapinha. As calças ainda semi bag… os Mazda, Eclipses e outros importados. E a sensação, celular, como objeto de sonho máximo, fazem desta época um cruzamento do século que acabava com o século 21. Afinal, vários ítens de luxo daquela época são triviais nos dias de hoje… Até mesmo a vida noturna. Mas as “loucurinhas” do nightlife dos 90’s jamais se reptirão. O Nation, em 88, antecipou o futuro ao ser o primeiro “club de frequência mix” no Brasil. Mas quem acha que isso caiu do céu, kkkkkk! Nem imagina como todos que trabalhavam ou os habituées eram chamados, para os héteros, de gays. Para os gays, todos eram esquisitos. Do público do primeiro ano do Nation teve desde Ana Paula Arósio, Maria Cãndida, ainda meninas, Angélica, Nico Puig e Caio Fernando Abreu e Claudia Wonder. Misturados a muitos menores de idade e meninos bem nascidos dos Jardins, jornalistas, estilistas e aspirantes, principalmente! Todos em busca do som “diferencidão” do club e da atitude fashion inédita no país! Tudo rolava no boca a boca, devido a particularidade do público. Nos carros que passavam na Rua Augusta, onde ficava o club, sempre alguém gritava “Gation” em direção à fila, que a cada semana crescia. Mas a estrela teen do primeiro ano de Nation foi a lendária Stefanny. Gatinha, magra, meiga, tímida, sempre ficava com os melhores da festa. Até que a idade fez mudar seu queixo, engrossaram os pelos e descobre-se que ela era… ele. E assim nasce uma tradição nos clubs mix brasileiros…kkkkk! E aguarde que tem mais!

Belo Monte ou não Belo Monte?
por Eliane Carotta, de Miami
Brasileiros têm protestado nos Estados Unidos pedindo o cancelamento da usina de Belo Monte. Na minha opinião, esta é uma sentença para as comunidades que vivem ao redor do Rio Xingu. O projeto de US$ 11 bilhões irá inundar 668 km2, dos quais 400 são florestas, deslocar mais de 20 mil pessoas (na maioria, indígenas) e causar a destruição de habitats de valor inestimável para muitas espécies, tudo isso para gerar apenas 40% da sua capacidade de eletricidade. Hidrelétricas emitem metano, um gás de efeito estufa que tem um impacto 25 vezes maior no aquecimento global do que uma tonelada de dióxido de carbono. Organizei um movimento pacífico para educar as pessoas e a data foi perfeita pois coincidiu com o maior evento brasileiro da cidade, o Festival de Cinema Brasileiro de Miami. A caminhada, que contou com um grupo de brasileiros, entre eles Yohanna Machado, de 4 anos, e seus pais que dirigiram uma hora de Pompano Beach, percorreu a Lincoln Rd, rua mais bacana de Miami Beach, terminando em frente ao festival. O recado foi dado e recebido com surpresa por muitos. A falta de informação ainda é grande. + info: www.xinguvivo.org.br


Dentro do alcance
por ZG
O Masp foi invadido por uma turma street elegante ontem (16/08). Todos loucos para conferir de perto a abertura da exposição “De Dentro e de Fora”, que convidou os franceses Remed, JR e Invader, o tcheco Point, os argentinos Tec, Defi e Chu e a norte-americana Swoon para expor a arte de rua no museu e também fora dele. A curadoria é do Baixo Ribeiro. O fotógrafo Paulo Otero, que voltou a morar em São Paulo depois de uma temporada no Rio, clicou alguns convidados pra gente. Cool!



Francisca Botelho e Renato De Cara

Baixo Ribeiro

Mariana Martins

Claudio Magalhães e Gabriel Del Corso

Yael Steiner

Larissa Marques

Oscar Bueno e Pil Marques

Vicente Negrão

Felipe Morozini e Claudio Neves

Heleno Manoel

Lu Angelo

Luiz Pedrazzi e André Fischer

Edu Chalabi e Maria Cristina Motta

Adriana Ribeiro e Ricardo Devecz

Raphaela Tavarone e Alisson Louback

Biti Averbach

Ingrid Munch

Camila Leite

Lalai

Bispo

Mapa que mostra o local das obras de Invader em São Paulo

