Arquivo - Categoria ‘Sem categoria’
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Diariamente
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Falso magro
por Carlos Klein
Com certeza você já ouviu falar sobre a teoria de treinar em jejum para “queimar” mais facilmente a gordura. Esta semana um internauta me mandou a pergunta: “Posso fazer meu treino aeróbico de estômago vazio pela manhã? Ou isso pode me fazer mal?”. Pela manhã, seu corpo está em jejum há pelo menos 6, 8 horas. É difícil para ele “performar” até nas tarefas mais simples, como trocar de roupa e se arrumar para o trabalho, sem os nutrientes necessários. No treino, isso significa que a intensidade e a duração serão prejudicadas. Sem os devidos nutrientes, o seu treino da manhã será fraco, e você não vai aguentar por muito tempo. Ah, e a queima de gordura que você tanto quer estará longe, pois sem intensidade não há gasto calórico e sem gasto calórico não há queima de nada. Você deve se alimentar, sim, e se é difícil fazer um bom café da manhã antes de treinar, pode apelar para outras formas de alimento. Barrinha, sanduiche, frutas. O corpo não escolhe a forma como os nutrientes são ingeridos. Mas procure fornecer pelo menos uns 30 gramas de carboidratos de baixo índice glicêmico logo pela manhã, para abastecer suas reservas e garantir um ótimo treino. Alguma dúvida?
* Fale comigo aqui: carlos@movimente-se.com

* Agora, quer uma dica para perder peso?
Sabe quem eu sou?
Fábio Queiroz, que trabalha em algumas das festas mais fervidas de São Paulo, aceitou nosso convite de escrever um artigo especialmente pro OnSpeed. Ele escolheu um assunto que lhe cai muito bem: a vida de promoter e RP. Para não diminuir o texto, que esclarece bem o trabalho dele, criamos uma categoria provisória aqui, o PRIMEIRA PESSOA, com o desabafo todo. Confira.

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Qualquer semelhança não é mera coincidência
da redação
Um documentário, que entrou em cartaz mês passado em São Paulo, tem chamado atenção para um grupo que revolucionou a cena teatral e quebrou tabus na década de 1970 no Brasil e na França. “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, resgata a história dos 13 homens que debochavam da Ditadura Militar com sapatos de salto altos e pernas peludas. Mas, o que pouca gente sabe, ou se lembra, é que o grupo performático brasileiro trouxe para terras tupiniquins o que lá fora já era sucesso. No fim de 1960 e começo de 1970, surgia em São Francisco o grupo teatral The Cockettes, formado por “psychedelic drag queens”, pioneiras, fabulosas, com humor ácido e muitas referências do universo hippie. O grupo agitou a cena underground norte-americana e contou com a participação de figuras conhecidas do showbiz, como a drag doidona Divine – musa trash do cineasta John Walter. E as semelhanças não acabam por aí: a versão gringa também ganhou espaço nas telonas. Em 2002, o grupo de lá teve sua história contada no documentário “The Cockettes”, de Bill Weber e David Weissman. Bom, agora a gente sabe de onde os Dzi Croquettes beberam da fonte…
Os deles…
E os nossos…
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Vida Fácil?
por Fábio Queiroz
Ao ser convidado e prontamente aceitar escrever algo no OnSpeed, minha primeira dúvida foi sobre qual seria o tema. O tempo passou e escolhi um assunto óbvio, mas que tenho completa intimidade: a profissão de promoter e as eternas dúvidas que todos têm sobre um RP. Ouço sempre de amigos, colegas e clientes: “Como é fácil a vida de um promoter. Vocês convidam para as melhores festas, chegam lá sorrindo, tomam um drinque, conhecem os mais bacanas e importantes, e o melhor, são pagos para fazer isso tudo!”. Não nego que esse é o caminho. Mas dizer que é “fácil”, não só seria desmerecer meu trabalho, como devo discordar e tenho certeza que meus colegas de profissão não concordariam. O trabalho de um promoter começa com o básico: uma extensa rede de contatos com vários perfis de pessoas. Relacionamento e tão somente relacionamento. E nossa vida pode se tornar isso por 24 horas, aí começa o desespero. Uma cena corriqueira se dá quando vou em algum evento, sim, apenas como convidado, prestigiando outros colegas… Então acontece um agradecimento pelo convite, ou até o clássico “Um amigo está barrado na entrada. Você pode me ajudar”. Oi? Sou tão convidado que não posso interferir no amigo barrado.

O trabalho de um promoter começa muito antes, geralmente em uma reunião sobre o briefing do evento, ou seja, que cara o cliente quer dar para a ocasião, idade, profissão, mais homens ou mulheres, gays ou modernos, arquitetos, ou um mix de tudo isso. As reuniões acontecem para nos apresentar ao cliente, e direcionarmos que clima todos esperam da festa. São levantados a melhor data (e promoter deve estar informado de tudo o que acontece) e o perfil dos convidados. Na sequência enviamos uma proposta com o descritivo de nossas responsabilidades e comprometimentos. Depois de todo esse planejamento começa outra tarefa: selecionar nome por nome das pessoas que tenham o perfil escolhido. E não, não podemos convidar todos para todos os eventos. É necessário saber o que nosso convidado gosta, se o endereço está atualizado, se está solteiro, namorando ou casado. Pensa que acabou por aí? Promoter tem que ir além e pensar nas possíveis turmas em comum, se alguém brigou com outro convidado e se podemos evitar desconfortos. Um quebra-cabeça para que, no final, todos fiquem felizes em receber o convite.

O convite impresso só é enviado após fecharmos a lista, fazermos um RSVP, ligarmos, mandamos SMS, passarmos um relatório para as assessorias de imprensa ávidas por nomes colunáveis para pautarem a imprensa. E enquanto o telefone não para com pedidos que devem ser analisados, o cliente e assessoria podem retornar e dizer “Temos mais alguns nomes de pessoas importantes?”. E se há insatisfação, vamos – mais ainda – à luta. No dia do evento, chegamos sorrindo e ficamos ali na entrada para recebermos os convidados que confirmaram presença e salvar algum acompanhante que chegou sem uma prévia confirmação. Conversamos amenidades com os convidados, novos projetos, sorrimos. Circulamos por vários grupos para apresentarmos algumas pessoas-chave. E quase nunca sentamos. Ufa. Após a maratona do evento, que dura entre 3 e 4 horas, aí sim relaxamos um pouco para sentar com alguém mais íntimo ou nos permitimos tomar uma taça de alguma bebida, por favor!

No dia seguinte, geralmente já temos alguma reunião agendada, ou o relatório para enviar do evento da noite anterior. Afinal, o dia continua a ter início logo cedo, e como faz parte de nossa profissão, temos que trabalhar, checar e-mails e atender telefones, dia e noite. Afinal, caso já tenhamos reunião sobre algum evento todo o processo se repete e devemos sempre ser acessíveis. Será que você ainda acha fácil este processo? Imagine então o dia em que você passa por problema pessoal: separação, morte de família, dor, gripe/resfriado, e mesmo assim tem a obrigação de aparecer sorrindo como se nada tivesse acontecido. Pensem sobre o assunto quando falar com seu amigo promoter, e, por favor, quando confirmar presença, apareça, já que estaremos lá na entrada lhe esperando com o nosso melhor sorriso. SEMPRE!
Fantástico Mundo de Steve Jobs
por Sarah Maluf
Quando Steve Jobs ficou na mão com o próprio brinquedinho, durante o lançamento do iPhone 4, a culpa da pane era da rede local de internet – franquinha, coitada, não comportava tanto poder. Nesta sexta-feira, em mais uma conferência (que mais parece um momento “previsões do guru”), Jobs explicou aos usuários que o problema da antena era o mesmo que todos os outros smartphones enfrentavam – mesmo o melhor deles, o da Apple, claro. “Não somos perfeitos. O que nós conhecemos, vocês conhecem. E telefones também não são perfeitos”, explicou Jobs com sua falsa humildade. Na verdade, o que o CEO da Apple quis dizer é que ainda não há suporte para uma tecnologia tão inovadora como a deles. Para não deixar os seguidores (ops, usuários) irritados, o espertinho propôs um mimo: capinhas protetoras para todo mundo! Completando o circo, o mago da tecnologia começou a coletiva apresentando um vídeo no qual a própria Apple faz uma piadinha com o problema. Engraçadinho ele, não? Leia mais de tecnologia aqui.
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California Dreams!
por Luis Da Silva aka Pardal
Venice Beach sempre foi sinônimo de decadência, de freaks e de drogados. Nos anos 80 isso atingiu o auge e poucas pessoas ousavam ir até lá. Mas tudo mudou nos últimos anos. Artistas, músicos e estudantes se mudaram para esta área à procura de aluguéis baratos, e tudo começou a melhorar. E nada como Abbot Kinney Boulevard para representar esta nova mudança. São galerias de arte, antiquários, fashion shops, restaurantes, bares etc. Tudo de uma maneira bem independente, pois os locais se recusam a ter lojas tipo franchise, coisa rara nos USA. Para se hospedar, o novo Hotel Erwin é um bom começo. The Other Room é ótimo para começar a noite e apreciar gente jovem e bonita e com boa seleção de cerveja. Para os mais ousados, The Roosterfish é um bar gay (com 35 anos), um dos mais antigos do país. Ele ainda mantém sua velha clientela, além de curiosos e modernos. Para comer, The Tasting Kitchen – ótimo décor e comida californiana. Tudo isso e muito mais, um próximo ao outro. A perfect street.





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Sem categoria
por Zeca Gutierres
Tenho uma vizinha que mora no bairro há uns dois anos. Mora na calçada, no mesmo lugar de sempre, entre uma árvore e outra. Dorme em um colchão coberto por plástico, espécie de bolha anti-chuva e anti-frio. Não faz barulho e não incomoda ninguém. Arruma as coisas que tem como se estivesse em uma casa com paredes: organiza os utensílios de cozinha em uma prateleira e as roupas ficam em um baú, ambos improvisados. Não parece ter problemas com álcool ou drogas, já que está sempre quieta, lendo, tomando sol ou dormindo sossegadamente. Tem a vista de uma praça tranquila e vive da caridade de um monte de gente. Nunca a vi pedindo esmola, e olha que subo a rua várias vezes por semana com sacolas de supermercado. De uns tempos para cá andou sendo cortejada por alguns moradores de rua. Acho que não deu bola pra ninguém… Até conhecer um rapaz com quem vem dividindo a casa. Ele parece ser meio pinguço, mas não é daqueles que faz arruaça. Fico pensando que, se todo mundo pode querer encontrar alguém, por que seria diferente com a minha vizinha?

Plubi
A Semana do Meio Ambiente
projeto de Ruth Slinger
O Intocável
por Sarah Maluf
Assistindo ao “Jornal da Globo” ontem, por pura falta de opção, me surpreendi com a notícia do lançamento do iPhone 4G. Não foi outro dia mesmo que o mundo viu a chegada do controverso iPad? E o que mais espanta não é só a velocidade com que as coisas se tornam obsoletas (eu estava em São Franciso quando o iPhone 3G foi lançado), mas sim o foco da notícia: “novidade da Apple deixa Steve Jobs na mão”. Como já aconteceu com Bill Gates anos atrás, o mago Jobs ficou com cara de poucos amigos quando o novo brinquedinho insistia em não funcionar (o que acontece algumas vezes com os usuários de iPod touch e iPhones etc). O motivo da saia justa, claro, não era o aparelho recém-saído do forno, mas a falha na rede de internet do prédio em que era feita a apresentação. Bom, depois de todos com seus computadores e aparelhos desconectados, o show pôde, enfim, continuar. Não sou ligada em tecnologia e ainda vivo na era do PC, mas o novo iPhone é mesmo impressionante: toca música, acessa internet, faz chamadas de vídeo conferência e, veja só, faz até ligações… Tudo ao mesmo tempo. Agora vai ficar ainda mais desnecessário encontrar pessoalmente outra pessoa… Conversas cara a cara mesmo só se forem indispensáveis. E não precisa ir muito longe: é só seguir o exemplo do pai da ideia. O próprio Steve Jobs fez apenas um pedido durante a coletiva de imprensa em São Francisco: ninguém poderia conversar com ele ou fazer qualquer tipo de pergunta. Comunicação? Só mesmo via e-mail.

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