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Arquivo - Categoria ‘MÚSICA’

Dark wave
por Cacá Di Guglielmo

austra
musica731Parece que vem uma nova onda por aí. O synth pop sombrio que está sendo notícia pelo burburinho causado por Zola Jesus, Bat For Lashes e Cold Cave ganha um novo expoente, o trio canadense Austra, liderado por Katie Stelmanis (Austra é seu nome do meio). Ela já cantou em corais e óperas, mas não acha que sua musica é obscura: “Eu não quero que a minha música pareça deprimente ou amaldiçoada”, diz ela. “Eu tenho a tendência de escrever em tom menor. Óperas geralmente são trágicas, está em meus ossos… Mas em vez de ser escura, há mais um elemento de fantasia que eu sempre fui atraída”, completa. Eles já foram destaque no The Guardian e NME. É esperar pra ver.

escrito por Guti

maio 2, 2011 às 3:11 pm

postado em MÚSICA

Meet The Neat
por Cacá Di Guglielmo

neat
musica731Eles são quatro jovens ingleses que nem gravadora ainda tem. Apesar disso, estão lançando seu primeiro EP pela Chewing Gum Records. Mereceram destaque no site da BBC e já participaram do seu primeiro festival, o conhecido Leeds Festival. Estão com vários shows agendados. O segundo single, “In Youth is Pleasure”, acabou de sair e já causa burburinho. Olho neles!

escrito por Guti

abril 27, 2011 às 12:33 pm

postado em MÚSICA

Brilho Polar
por Cacá Di Guglielmo

polarsets

musica73Com somente três anos de estrada, o trio Polarsets de New Castle/Inglaterra acaba de assinar com o selo Kitsuné para lançar seu primeiro EP agora em abril. O estilo deles é indie/dance, e o debut single, “Sunshine Eyes”,  entrou na coletânea da gravadora Kitsuné Maison 11 e já conta com alguns remixes assinados por Jensen Sportag, Kid Adrift e Skies. Eles foram convidados para abrir o palco principal do Festival de New Castle e começam a fazer algum burburinho, arrecadando fãs e boas críticas. Mais uma dica nossa pra você ficar de olho. Pra saber mais clique aqui.

escrito por Guti

abril 23, 2011 às 10:19 pm

postado em MÚSICA

Cat’s Eyes
por Luis Da Silva aka Pardal

dupla

musica731Álbum da semana, do mês, do ano? Você decide! Faris Badwan, vocalista da banda The Horrors, acaba de lançar seu álbum solo nesta semana, e com a cantora de ópera Rachel Zeffira. O resultado é pura referência: The Shangri-Las, Nick Cave, Nancy Sinatra e muitas outras. Basicamente puro sixties com um toque psicodélico, mas sem cair no clichê. Uma grande combinação de arranjos, e uma voz maravilhosa e única. Phil Spector ficaria muito feliz com este álbum .Tome nota.

escrito por Guti

abril 11, 2011 às 4:00 pm

postado em LONDRES, MÚSICA

Super sexy
por Cacá Di Guglielmo

css-band[1]

musica731Eles começaram assim, como quem não quer nada, em 2003. Um grupo de amigos com humor escrachado se juntou pra fazer músicas sobre Paris Hilton, o amigo Bezzi e bebidas. Aos poucos foram ganhando notoriedade no circuito alternativo de São Paulo, impulsionados pelas performances da vocalista Lovefoxxx e as músicas bem produzidas pelo Adriano Cintra, o único com experiência na área musical, pois acumulava vários projetos ao mesmo tempo (The Butcher’s Orchestra, Ultrasom, Verafisher, I Love Miami, Caxabaxa etc) além de trabalhar como sound designer numa produtora. Com um nome divertido e a explosão do electro, não demorou para que Adriano, Lovefoxxx, Luiza, Ana e Carolina se sobressaíssem no meio do marasmo das produções nacionais. O nome, aliás, veio de uma declaração da Beyoncé, na qual dizia que estava “cansada de ser sexy”. Estava assim batizada a banda como Cansei de Ser Sexy. Em 2005 assinaram contrato com a Trama para lançar o primeiro disco e a primeira gig internacional veio na sequência. O resto é história. Como diz Adriano: “A gente estava no lugar certo na hora certa e rolou”. Foram destaque nos principais festivais do planeta, saíram nas melhores publicações e arrecadaram milhões de fãs. Tanto que no Lollapalooza do Chile, que aconteceu semana passada, o palco reservado para eles ficou pequeno pra quantidade de público que queria vê-los, chegando a causar tumulto na entrada do espaço. Agora, depois de 3 anos desde o último trabalho de estúdio, o CSS (como é chamado na gringa) estão prestes a lançar o terceiro álbum – que deve sair no segundo semestre deste ano – e fazem um show nesta quinta, 07/04, no Clash Club, em SP, para mostrar algumas músicas inéditas que fazem parte desse disco e uma penca de hits. É uma ótima oportunidade de ver uma das bandas nacionais que mais fizeram sucesso fora do Brasil, e que, por conta da carreira internacional, quase não toca por aqui. Eu bati um papo rápido com o Adriano sobre o sucesso e o álbum novo, e você confere as respostas aí embaixo. Pra acompanhar o que eles andam aprontando, clique aqui.

O primeiro disco tinha um humor escrachado, o segundo é um pouco mais contido. As palhaçadas continuam no terceiro álbum, ou rola uma pressão de ser uma “banda séria”? “Não sei, nunca pensamos nisso. O segundo disco é muito diferente do primeiro porque fizemos ele durante a turnê, estávamos tocando muito e foi natural fazermos um disco mais “banda”. Este terceiro disco está mais solto, sem nenhuma preocupação dos arranjos soarem como banda. A palhaçada sempre está aqui, a gente adora ver a Xuxa dublada no Youtube falando pajubá, a Ione no shopping…”

Vocês apareceram em plena onda electro, e talvez tenham sido rotulados assim. Como você descreveria o som do CSS hoje em dia? “Não tem como descrever. A gente quer fazer um reggae, a gente faz. Quer fazer um electro, a gente faz. Um punk, faz. Não somos uma banda temática… Nosso som é como uma discotecagem de festa, toca de tudo, desde um bate cabelo bem poc até um rock bem grunge.”

Vocês ja colaboraram com vários artistas bacanas. Tem alguma colaboração especial neste novo trabalho? “Sim, chamamos o Cody Critcheloe da ‘banda’ Ssion para fazer um vocal. Chamamos o Mike Garson, pianista dos anos 70 do David Bowie para fazer um piano. A gente foi chamando, tipo o Justin Timberlake nem tchuns, Justin, seu uó. Tem uma colaboração nossa com o Ratatat… E mais algumas coisas que são surpresa, o disco só sai em agosto e não podemos contar tudo agora.”

Quais as vantagens da fama internacional que o CSS conquistou? Você acha importante fazer sucesso fora do Brasil? “Pra mim foi muito natural fazer sucesso fora. A gente trabalhou muito, teve muita sorte, estava no lugar certo na hora certa e rolou. Não sei se é IMPORTANTE fazer sucesso fora, mas é muito bom. Nos EUA, Europa, Japão e Austrália, onde fazemos mais sucesso, as coisas são mais profissionais, é tudo mais fácil. Toda nossa base é fora, nosso empresário é americano, nosso publisher é inglês. Nossa equipe é toda americana agora, tirando nosso roadie que é um brasileirinho lindo que a gente levou na primeira turnê e hoje em dia trabalha pra Amy Winehouse e Florence and the Machine.”

O que podemos esperar do show de quinta no Clash? “Vamos tocar umas sete músicas novas, além de várias antigas. Não vemos a hora de tocar para nossos fãs brasileiros, estamos muito em falta com eles, esse tempo todo fora sem show aqui foi uó.”

escrito por Guti

abril 6, 2011 às 4:17 pm

postado em MÚSICA

Gol do The Drums
por Cacá Di Guglielmo

the-drums-setlist[1]

musica73São Paulo recebeu na noite de ontem (31/03) o show dos garotos novaiorquinos do The Drums. Aclamados como uma das revelações mais importantes de 2010 e com somente um álbum na bagagem, eles não deixam nada a desejar ao vivo. O vocalista Jonathan Price bota muito rockstar no chinelo, com carisma e performance de fazer inveja. Foram incontáveis as vezes que ele chegou perto da plateia pra receber afagos e apertos de mão, sempre muito simpático num esforço visível de agradar e agradecer a quem compareceu ao Estudio Emme para vê-los, mesmo que boa parte mal os conhecia ou nunca tinha ouvido falar. Jonathan abusa das dancinhas e gestos e realmente se entrega no palco, jogando os braços pra trás (a la Morrissey), girando o microfone ou “serpenteando” de um lado ao outro. Apesar de o público não se empolgar muito nas primeiras músicas, isso foi mudando aos poucos, até chegar ao ápice de todos pulando e com as mãos pra cima ao som de “Let’s Go Surfin”, um de seus maiores sucessos. A partir daí, estávamos entregues. Qualquer coisa que fizesse ou falasse era motivo de aplausos empolgados. Tocaram uma música inédita – “Money”, que fará parte do próximo álbum que deve sair ainda esse ano – agradeceu muito e chegou a dizer (exageradamente talvez) que “esse era o melhor show deles até então”. Por fim, Pierce voltou para o bis vestindo a nova camisa da Seleção, customizada especialmente pra ele com um “The Drums” nas costas acima do numero 9. Apesar de alguns problemas com o som no início da apresentação, o Estudio Emme e alguns outros lugares menores de SP ainda são as melhores opções para ver shows de bandas como o Drums, mais intimistas e com maior contato com o público, diferente do aperto e distância dos grandes festivais. Que venham (muitos) mais. Ouça e leia mais sobre eles clicando aqui.

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fotos: Raphael Bispo / Reprodução

escrito por Guti

abril 1, 2011 às 2:57 pm

postado em MÚSICA

Delícia de dor
por Cacá Di Guglielmo

the_pains_of_being_pure_at_heart[1]

musica73Geralmente se uma banda é muito festejada quando surge, ela sofre da maldição do segundo álbum, já que a expectativa cresce e fica a obrigação de superar o primeiro trabalho. A maioria não consegue satisfazer críticos e público, e alguns nem chegam ao terceiro disco. Por sorte (nossa) alguns contrariam a regra e quase alcaçam a perfeição. É o caso da banda novaiorquina The Pains of Being Pure At Heart, que eu já falei aqui na coluna logo que apareceram. O segundo álbum de estúdio, “Belong”, que acaba de sair pela Slumberland Records, é mais bem produzido, as músicas mais suaves e melódicas, um pouco diferente do primeiro em que o shoegaze predominava. Apesar de ainda existirem as guitarras distorcidas aqui e ali, podemos dizer que este disco está mais para o dream pop, um dos meus gêneros preferidos. O primeiro single-que dá nome ao álbum-ainda traz o peso e as referências das músicas feitas em 2009, mas a deliciosa voz de Kip Berman dá o contraponto e elas vão suavisando pouco a pouco até terminar na linda balada “Too Tough”, que poderia fazer parte de um disco do Chapterhouse. Uma viagem auditiva como poucas, que já entrou na minha lista de melhores do ano. Alguém traz eles pra tocar aqui pelamorrrr?? Para baixar o álbum clique aqui.

escrito por Guti

março 19, 2011 às 11:22 am

postado em MÚSICA

Alta Expectativa
por Cacá Di Guglielmo

TheVaccines-01-big[1]

musica73Parece que a banda inglesa The Vaccines conseguiu ser a banda nova mais comentada do primeiro semestre de 2011. Formada ano passado por Justin Young, Árni Hjörvar, Freddie Cowan e Pete Robertson, eles vêm conquistando elogios de publicações importantes em tom superlativo, quase exagerado do tipo “a salvação do rock” que os críticos adoram eleger de tempos em tempos. O álbum de estreia, “What Did You Expect From The Vaccines?”, que sai agora em março pela Columbia Records, teve seu lançamento adiantado em uma semana pra não brigar com o novo do Strokes, que também sai em março. Baixe o álbum aqui. E diga o que você espera dos meninos do The Vaccines.

escrito por Guti

março 14, 2011 às 4:59 pm

postado em MÚSICA