Arquivo - Categoria ‘MÚSICA’
A época que bateu
por Zeca Gutierres
Quer relembrar da revista OnSpeed? O Edu Corelli, DJ que evoluiu nas pick ups e registra festas com sua câmera e conta os babados da noite no ObaOba, entrevistou a gente no “Baú da Vovó”. Entre lá e aproveita para ler as outras matérias dele. “Merci”, como diz Edu.

Tempos atrás
por Edu Corelli, do site ObaOba
A convite do clã da OnSpeed, por indicação do maestro das pick ups Mauro Borges, que faz festa sobre o tema nesta quarta-feira (dia 25), fui convidado a escrever sobre o Sra. Krawitz, e pra mim é meio drama, muita responsabilidade, pois com certeza um antropólogo ou um jornalista formado tiraria de letra. Eu resolvi tirar por sons e imagens o clube que marcou em muito e pouco tempo esta cidade que vive de insonia e glamour. E já que o mundo mudou e tá megaspeed, ninguém quer mais ler um salmos (não duvido que logo 140 caracteres irão ser uma bíblia). Por isso, seguem meus 13 mandamentos (se preferir fundamentos) do Sra. Krawitz…. Merci clã OnSpeed.
* Com esse hit veio o mandamento apito de juiz de futebol no pescoço
pros meninos e anés de apito pras meninas.
* Junto com Altern 8, arrasaram no L&M light, senão o primeiro, mas
o mais bafônico festival de eletronic music.
* Mark Kamins, que descobriu Madonna, também tocou nesse festival,
e fez desse o maior hit do Sra. Krawitz.
* Era tocar e a pista inflamava…
* André Matalon era o único que trazia todos os vinis e cds importados
pra um grupo seleto de djs e vendia no apto dele, nem loja tinha.
* A festa Nossa Senhora do Make Up é Drag – a melhor festa.
* Renato Lopes e Mau Mau – desculpem os outros djs, mas nunca
haverá uma dupla melhor numa cabine de som. Fato!
* Nenê – o mentor , tanto que é hoje Nenê Krawitz.

Johnny Luxo

Katia Miranda

Selma Self Service

Ser Henrique

The Queen is not dead
por Luis Da Silva aka Pardal
Um álbum que está ganhando muita atenção de críticos e blogueiros é o do cantor norte-americano John Grant. Ele fez sucesso com uma banda chamada The Czars, mas passou alguns anos sob a dependência de drogas para aceitar a homossexualidade. Grant vem de uma família superconservadora e o fato de morar no Colorado também não ajudou… Então, as drogas foram seu refúgio por alguns anos. Deixando tudo de lado, ele decidiu morar em New York, abandonou também a música e começou a trabalhar como garçom, até ser redescoberto por Simon Raymonde (ex Cocteau Twins e, com Robin Guthrie, fundador da marca cult Bella Union). Raymonde decidiu trazer Grant de volta e produzir financeiramente seu álbum, “Queen of Denmark”. E que volta triunfante! São baladas com produções de piano, alguns toques 70’s e certa tristeza. John Grant – great estoria e great album.


Retrovisor
fotos Darcy Gomide
Quem viveu a época gostou de relembrar as pessoas e as músicas. Quem não viveu, gostou dos clássicos sempre atuais dos Djs Mauro Borges, Renato Lopes, Edu Corelli, Mau Mau e Cacá Di Guglielmo. OnSpeed mostra algumas pessoas que passaram pela festa de 22 anos do Clube Nation, na Galeria América, na Rua Augusta.













Veja mais fotos de festas na Categoria À NOITE.
O sol é meu!
por Cacá Di Guglielmo

Devem ter sido as paisagens da Ilha de Lewis, no Reino Unido, que inspiraram Colin MacLeod a colocar o nome do seu projeto musical de The Boy Who Trapped The Sun. Com apenas 25 anos, Colin é megatalentoso e agora divide o tempo entre sua terra natal e Londres, onde está despontando como revelação do ano devido ao lançamento do primeiro álbum, “Fireplaces”. O disco é uma mescla pop/folk com influências de Neil Young e Rufus Wainwright. Mas nada que encubra o estilo e a forte personalidade de MacLeod. Música alegre, para ouvir bem alto e sair dançando, como o delicioso vídeo de “Katy” que você confere abaixo. Be happy!
Nation, o início
por Cacá Di Guglielmo
Há 22 anos inaugurava a casa que daria o “start” na cena clubber de São Paulo: o Nation Disco Club. Instalado numa escura galeria na tradicional Rua Augusta, o Nation foi um divisor de águas entre o fim da era “dark” do Madame Satã, para a geração das pistas, da Acid House, do verão do amor, que não tinham vergonha em se produzir e assumir a sexualidade. Tudo era permitido. Era tempo de festa. Foi lá que a então promoter Bebete Indarte - que mais tarde seria coroada como a Rainha da Noite Paulistana – distribuía o famoso anel apito, um tipo de ícone da era clubbing Nation/Massivo. Mauro Borges e Renato Lopes eram os DJs residentes, e dividiam o som e a preferência dos frequentadores. Era o começo do culto ao DJ, e Mauro e Renato eram como deuses, que nos traziam o novo, o que ninguém tinha. Sem dúvida era “o” lugar moderno de São Paulo. Lugar pra ver e ser visto. Pra absorver novidades e saber o que rolava no resto do mundo. Sim, porque até então, pra conseguir uma “i-D” ou um vinil gringo, tínhamos que encomendar e esperar dois, três meses, às vezes mais. Algo impensável hoje em dia, na era da internet, em que baixamos os álbuns antes mesmo de serem lançados. Eloy W. era a figura marcante, sempre montado e invejado pela atitude e coragem de usar paetê, num tempo em que ser gay assumido ainda causava polêmica. Completavam o time Chiquinho, o dono, Ida Feldman, a hostess, Alexandre Vulnávia, chapeleiro, e Paulo, o gerente. Sou saudosista assumido, e posso falar com propriedade que os anos 90, começando pelo Nation, passando pelo Massivo, Krawitz e Hell’s, foi uma das épocas mais felizes da minha vida. Lugar onde fiz amigos que duraram pra vida, e de onde só tenho boas lembranças. Na próxima quarta-feira, dia 11, vamos voltar ao lugar onde tudo começou. Mauro reuniu vários amigos que trabalharam ou frequentaram o Nation, e vai comemorar seus 22 anos de carreira lá, no fim da Galeria América, descendo as escadas, no lugar que foi tão especial pra tantos. Vamos celebrar e homenagear os que já foram. Venha conosco e também faça parte dessa história.

Bebete Indarte e Eloy W.

Nice is Good
por Cacá Di Guglielmo

Calma, relaxante, sofisticada: assim é a música do Marble Sounds, projeto paralelo do belga Pieter Van Dessel, que também é metade da banda de electro/dance Plastic Operator (que esta coluna já falou sobre). Eles acabam de lançar o álbum de estreia, “Nice is Good”, com participações ilustres como a de Robert Pollard do “Guided by Voices” e da cantora/compositora japonesa Miwako Shimizu. O primeiro single, “Time to Sleep”, é delicado como uma canção de ninar moderna. Confira o vídeo abaixo.
Time to Sleep
Plastic Operator – Folder
Field Day!
por Luis Da Silva aka Pardal
Acontece neste sábado, 31, o festival mais bacana do verão: o Field Day Festival. Numa época na qual a maioria dos festivais é patrocinada por grandes cooperativas, este festival mantém o espírito independente. E mais: a maioria das bandas e djs também mantém esse clima indie. Trata-se de uma celebração de novos talentos, uma oportunidade para novas tendências sem nenhum compromisso com o mainstream. Não percam Bugged Out na tenda para dançar. The Original Rebel, The Fall, These New Puritans, Fake Blood e mais. Em Victoria Park… Let’s Rock!

Egyptian Hip Hop

Phoenix

Lightspeed Champion

These New Puritans
Um convite no lugar de mil palavras

Super Fresh!
por Cacá Di Guglielmo

Piano Club é um trio belga formado por Antony, Jayce e Salvio. Começaram em 2008, tem três singles lançados, fazem parte da gravadora independente Jaune Orange e acabam de soltar o primeiro álbum, “Andromedia”. Estas foram todas as informações que consegui nas minhas pesquisas, e olha que gastei um bom tempo procurando. O som é uma mistura de indie/dance/psicodélico. Nem todas as músicas me agradaram, mas “Love Hurts” e a mais recente, “Not Too Old” (com batidas eletrônicas e cara de hit), são bacanas e valem a audição… Fora que o vídeo de “Love Hurts” é bem divertido. Enjoy! Pra saber mais, vá até o myspace dos caras.
Confirmô
por Cacá Di Guglielmo

Está confirmado Caribou em São Paulo. O projeto de um homem só, comandado pelo canadense Daniel Snaith, faz show dia 27/08 no Club Clash, na Barra Funda, dentro do minifestival Four Fest. Consagrado como a grande revelação de 2010 (apesar de existir desde 2005 e ter alguns discos lançados na bagagem) e embalado pelo ótimo álbum “Swim”, lançado em abril, ele deve fazer um dos shows mais concorridos do ano. Se eu fosse você, não perdia.
Noventa motivos
da redação
Já que lança uma noite só com músicas dos anos 90 no Bar Sonique, o Super90!, o colunista de música do OnSpeed, Cacá Di Guglielmo, aceitou nosso convite e mandou os cinco videoclipes mais saudosos (e pop) daquela década. Ah, a estreia da festa é nesta sexta-feira.
Arrested Development – Tennessee
New Radicals – You Get What You Give
Cypress Hill – Insane In The Brain
Kris Kross – Jump
Hanson – MMMBop
Em dobro é melhor!
da redação
ao² (ao quadrado) é um novo projeto que chega pra dar um novo gás na noite de São Paulo, organizado pelo nosso colunista de música, Cacá Di Guglielmo. Trata-se de uma noite só de back 2 back (quando dois DJs tocam juntos, dividindo as pick ups), com os melhores profissionais da cidade. Na noite de estreia, quinta-feira, véspera de feriado, os convidados são o trio De Polainas, formado por Adriana Recchi, Marina Dias e Ana Flávia (back 3 back…rs) e Renato Lopes x Leiloca Pantoja com o melhor do house/classics/old school… Imperdível, não? A noite acontece no club The Box (antigo Lov.e), na Rua Pequetita, 189, V.Olimpia. Se quiser colocar seu nome na lista amiga de desconto, deixe-o aqui nos comentários.

Como antigamente
por Cacá Di Guglielmo

Um dos grupos mais importantes da cena eletrônica inglesa está de volta. O Orbital acaba de lançar um EP com o single “Don’t Stop Me” (que conta com sampler do hit oitentista “Video Kill the Radio Star”), e “The Gun is God”, que precede o álbum que deve sair este ano. Donos de clássicos como “Chime”, “Halcyon” e “The Box”, estavam sem lançar nada inédito desde 2004. Muitos acham que eles perderam a mão, mas eu adorei e sigo forte como fã de Phil e Paul Hartnoll. Tire suas próprias conclusões.
She’s Back!
por Luis Da Silva aka Pardal
Depois de vários anos sem nenhum disco, tirando colaborações com o Massive Attack, Tracey Thorn está de volta. É mais conhecida como a outra parte do Everything But The Girl, com seu partner, Ben Watt. Foi um longo período sem gravar, que ela tirou para cuidar dos filhos e do marido. Tracey volta com o álbum “Love and its Opposite”. Musicalmente, lembra muito sua primeira fase antes do E.B.T.G, quando tinha um grupo chamado Marine Girls. Ela volta para o “back to basics”. Nada moderno: tudo muito simples, mas altamente perfeito. Ela canta sobre divórcios (não o dela, pois continua bem casada), filhos crescendo, roupas que não servem mais, ir a bares sozinho à procura de um amor, crise de idade. Tudo bem familiar, não?


Siga o coelho!
por Cacá Di Guglielmo

O novo single dos suecos do Miike Snow, “The Rabbit”, ganhou vídeo e remix do bombado produtor Stuart Price, que fez, entre outras coisas, “Confessions on a Dance Floor” da Madonna. A musica é um electro pop contagiante, e o vídeo faz uma “homenagem” ao grupo oitentista de hip-hop 2 Live Crew. Eu estou totalmente viciado. Você vai ficar também.
Olha o Evandro Soldati!
Leia entrevista que a gente fez com ele, há tempos, em Ensaios.
É pique!
da redação
Hoje, segunda-feira, é aniversário de Vivi Flaksbaum no On the Rocks - projeto que ela comanda no clube D-Edge, na Barra Funda. A noite vai ser boa, já que Vivi é amiga e querida de muita gente e já fez a festa na noite de São Paulo com seu irmão Pil Marques e mais uma turma que não tinha hora para voltar pra casa. Vamos começar a semana bem!

