Arquivo - Categoria ‘MÚSICA’
Ao maestro Naná
por Zeca Gutierres
Foi na viagem que fiz a Pernambuco, para a edição especial da revista ffwMAG! que já está nas bancas, que conheci o “maestro” Naná Vasconcelos. Simpático, elegante, autodidata e com alma de criança, ele me apresentou ao mundo maravilhoso de sons que inventou e ao novo disco, “Sinfonias & Batuques”, que relutei um pouco mas coloquei para ouvir nesta semana. E que surpresa porque o cantor e compositor fez um álbum maravilhoso misturando elementos da música clássica (ele bebe da fonte de Villa-Lobos) com os sons do sertão, como o coco de roda, o maracatu e outras invenções pernambucanas. Naná contou que a ideia foi a seguinte: “é como se um cortejo de maracatu invadisse uma orquestra. Essa mistura, harmoniosa, é o meu disco”. Saia um pouco da pista e ouça! Elegente e surpreendente que só.


Aula de moda
a vida e a arte de Regina Guerreiro
Demorou para um livro traçar a trajetória de Regina Guerreiro. Porque trata-se da primeira editora de moda do Brasil, que fez história em editoras como Abril e abriu espaço para outras profissionais que correram atrás do osso, digo, do poder da moda. Mas Regina, além de pilar e fundamental, foi e ainda é uma jornalista que não se vende a marcas, empresas e estilistas. Quando ela se põe a escrever, sai de baixo porque a opinião de madame Guerreiro vem em forma de fogo e brasa, e com um humor ácido que faz falta nas redações de hoje. Por isso OnSpeed gosta tanto dela e de seus discípulos, que não deixam a opinião morrer. Abaixo, imagens do livro “Ui!”. E chega de pagação, né, fashionista? Aprenda com a professora Regina Guerreiro.



O lançamento de Ui! será no dia 13/2 no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo.
Mais vale uma pomba na mão…
por Cacá Di Guglielmo

A Suécia não é a única semelhança entre a banda The Knife e Niki & The Dove. As vozes de Karin Dreijer (TK) e de Malin Dahlström (NTD) são incrivelmente parecidas. Juntos desde 2010, Malin, Gustaf Karlöf e Magnus Böqvist começaram a ganhar destaque depois do lançamento do primeiro single “Under The Bridge” em meados daquele ano pelo selo Moshi Moshi. Ano passado assinaram com a Sub Pop e o primeiro álbum de estúdio sai agora em fevereiro. “Mother Protect” é um dos singles que antecedem o disco e foi uma das músicas que mais escutei desde o final do ano passado. A versão original é meio tribal/etérea, mas ganhou um remix matador que é impossível ficar parado. Olho neles!
Se joga no rosa
por Cacá Di Guglielmo

Quando o The Big Pink surgiu em 2009, já vinha com o selo de qualidade da gravadora “cult” inglesa 4AD. Naquele ano lançaram o primeiro álbum e ganharam fama e prêmios, como o prestigiado Philip Hall Radar concedido pelo semanário NME pra melhor “banda nova”. Dois anos e alguns dias depois, eles voltam com um novo CD e um pouco mais “pop” que no trabalho de estreia. Mas alguns elementos ainda estão lá, como as referências oitentistas, rifs de guitarra e a mistura rock/eletrônico. “Hit The Ground” é o segundo single extraído de Future This (4AD – 2012). O vídeo você confere abaixo e o álbum baixa aqui.
Femme Fatal
por Luis Da Silva aka Pardal
Final de ano e começo de novas promessas para o ano que vai entrar, e no mundo musical não é diferente. Lana Del Rey já entra na lista das grandes promessas para 2012. Com um visual e voz passado por Lana Turner, Nancy Sinatra, Kate Bush e Carmel, Lana Del Rey poderia ser facilmente um personagem do seriado Mad Men ou uma diva dos filmes de Alfred Hitchcock. Ainda não lançou seu LP, apenas alguns singles, mas está criando um cult através de seus vídeos no YouTube produzidos por ela ou por fãs que não resistem ao seu charme. Seu único show em Londres foi esgotado em 30 minutos. Por enquanto aproveite os videos abaixo.
Kanguru adolescente
por Cacá Di Guglielmo

Alguma coisa deve ter na água da Austrália pra lançar tanta banda jovem bacana. Os mais novos expoentes dessa estatística são os meninos (quase crianças) do Bleeding Knees Club. Na estrada há pouco mais de um ano, os garotos vêm chamando atenção de gente bacana e rendendo notas em publicações importantes como o semanário inglês NME. E eles não estão pra brincadeira. O debut álbum, “Nothing To Do”, sai em março próximo e já tem turnê agendada pros EUA e Europa. As músicas (que quase nunca passam de 2 minutos) são uma mistura de pós-punk com surf music, bem divertido por conta dos vocais infantis e agudos de Alex Wall. Pelo andar da carruagem, tem tudo para serem “the next big thing”.
Frequências Irlandesas
por Cacá Di Guglielmo

Alguns anos atrás eu falei do Jape por conta do lançamento do EP “Jape is Grape”, que continha a faixa “Foating”, que fez certo sucesso no cenário independente e o consagrou na sua Irlanda natal, concorrendo inclusive a Best Budget Video no UK Music Video Awards em 2008. Agora Richie Egan volta com o quarto álbum de estúdio, o ótimo “Ocean of Frequency”. Se nos primeiros trabalhos a pegada era indie/folk, agora os elementos eletrônicos entram com mais força (na verdade já existiam nos últimos trabalhos) e dá até pra arriscar uma pista de dança, como em ‘Please Don’t Turn The Record Off’, uma faixa “NewOrderwannabe”. O disco vem recebendo boas críticas e deve figurar em listas de melhores do ano. “The Oldest Mind” é o primeiro single e o video você confere abaixo. Para baixar o álbum clique aqui.
Rebolation
por Cacá Di Guglielmo

A disco music é uma das vertentes mais tradicionais da dance music, e uma das poucas que não perde fôlego. Há algum tempo, produtores apostam nessa linha disco/future/funk, que espanja grooves e vocais. Tiger & Woods é um deles. O nome é uma brincadeira em cima do famoso jogador de golfe e veio um ano antes dele ganhar as manchetes por trair a mulher e ser descoberto. Donos do selo Editainment, que tem artistas com nomes curiosos e semelhante ao deles como Cleo & Patra e Pop & Eye (que eles afirmam não ter nada a ver com isso), lançaram em julho seu primeiro álbum de estúdio, “Trough The Green”, que é um apanhado de coisas que já haviam feito nos últimos anos, mais algumas músicas novas. O disco é uma viagem musical que te prende da primeira à ultima música (pelo menos no meu caso). Grooves, samples e os vocais da enigmática Em (esse é o nome dela) são perfeitamente encaixados em bases de disco music, que formam loops deliciosos pra não deixar ninguém parado. Já entrou na minha lista dos melhores do ano. Lest`s groove!
