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Arquivo - Categoria ‘ENTREVISTA’

Terapia de casal
da redação

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arte116Titi Freak e Yumi se conheceram quando o grafiteiro convidou a artista para participar da exposição “Himegoto”, em 2006. O primeiro encontro da dupla, segundo ela, “foi em um boteco muito sujo”. Eles se casaram no ano seguinte, se tornaram pais e hoje fazem parte da mesma galeria paulistana. Neste sábado, 14 de agosto, os dois expõem quase juntos: ela no Acervo da Choque e ele na própria Choque Cultural. Para o site OnSpeed, um contou sobre a arte, a personalidade, do outro.  

O que ele/ela tem de especial no trabalho com a arte? Titi- “As ideias, a composição e os traços expressivos. Quando ela mistura a pintura com interferências na madeira, como raspagem e desgaste da tela”. Yumi – “As pinturas dele me passam fortes sentimentos. A mistura de traços feitos com o spray, e os contrastes de traços bem trabalhados com fitas e à mão livre.”

Quais são os artistas preferidos dele/ela? Titi- “Ela gosta do Matthew Barney, Miss Van…”. Yumi – “Ele gosta de Yoshitomo Nara, osgemeos, Barry MacGee…”.

E a personalidade em casa? Titi – “Trânquila às vezes, às vezes teimosa e perfeccionista. Mas nossas personalidades são muito parecidas”. Yumi – “Muito atencioso como pai e marido, mas muito teimoso também!”

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por Titi Freak

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por Yumi

escrito por Guti

agosto 13, 2010 às 10:59 am

postado em ARTE, ENTREVISTA

Um caixa eletrônico chamado Malvina
especial Wagner Gorab

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    Malvina segurou a caneca com força, espiou entre os fios dourados de sua franja lisa “na chapa” e bebeu o café com leite num gole só. Com pressa, talvez arrependida por perder tempo naquela manhã ensolarada, disparou: “É rápido? Tenho que pagar o carnê da prestação e tudo fecha antes da uma hora no sábado”. A bolsa de camurça marrom no colo revelava a posse de algo precioso, o pagamento em “cash” recebido na noite anterior saldaria a prestação da geladeira, antes de virar bijuteria, perfume ou lingerie. Pedi para que fôssemos para uma mesa no fundo do estabelecimento, por conta do barulho metálico daquele boteco na Rua Major Sertório. Liguei o gravador, pedi uma média e ofereci mais um café com leite à garota. “Vivo um dia de cada vez”, diz, com um sorriso tímido, temeroso por mostrar a falta do dente canino superior direito. De calça jeans justa, top turquesa, sandálias plataforma de cortiça, brincos de argolas laranja e maquiagem corretiva, a garota de “vinte e poucos anos” logo se intitula “profissional da noite” – apesar de trabalhar em qualquer horário. Seu escritório é a calçada, um ponto em frente ao Love Story, tradicional reduto de garotas de programa, mauricinhos e boêmios no centro de São Paulo. Malvina “pega as sobras”, gente que sai da boate sozinha, no zero a zero e quer uma “alegria rápida” depois de encher a cara e esvaziar o bolso. Segundo ela, inaugurou um novo filão naquele ponto. “Chego sozinha, não tenho ‘agente’, sou dona de mim mesma. Afinal de contas, quem precisa de proteção de bandido?“. O preço é combinado no momento, depende da hora e da aparência do freguês.  Moço bonito, mais novo e sóbrio pode desembolsar apenas 20 reais, como já aconteceu. Um sacrifício maior pode sair por até 100 reais. “Já peguei muito filho de barão. Já peguei no carro, no táxi e já fiz até ali”, apontando um recuo de um prédio ao lado da boate. “Lugar a gente arranja”.
    Nascida em Bauru, interior de São Paulo, Malvina, órfã de pai e mãe, cresceu em abrigos infantis e depois da maioridade foi para a rua, onde começou a fazer programas. A jovem afirma que não escolheu a profissão, a profissão a escolheu. “Não tenho estudo, nem perspectiva, só um corpo bem feito e um belo porta-malas”. O começo foi assustador, mas até que rápido e certeiro. Num dia não tinha o que comer, no outro pode comprar o seu primeiro par de brincos. Hoje se orgulha por ter mais de 30 diferentes modelos. Defende o raciocínio de quem não precisa esperar o contracheque no final do mês. “Meu corpo é como um caixa eletrônico: basta abrir a porta, introduzir e sacar o  dinheiro”.  Como muitas jovens aspirantes a celebridade, iludidas pelo sucesso instantâneo e um futuro melhor, mudou-se para São Paulo há dois anos, com o sonho de trabalhar como dançarina em programas de TV. “Já conheci até um produtor” – atrás da franja, os olhos brilham pela primeira vez. Acabou no centro de São Paulo e hoje divide uma kitinete com Maralice, um travesti de 17 anos, que conheceu na rua, após uma blitz policial que quase as levou em cana. Essa sorte ela teve até agora, nunca foi presa. “Vai muito da simpatia, às vezes um sorriso já facilita tudo com os Mikes – policial, no jargão das prostitutas”. E se um dia o caixa eletrônico deixar de ser automático? “Até lá já estarei no cheque especial”.
    Viver, para ela, é um crediário cheio de parcelas infindáveis, como as da sua primeira geladeira. Paguei a conta e ela sorriu elegante, como eu ainda não havia percebido. O seu olhar sorriu também, com pressa de futuro. Neste sábado de manhã, aos vinte e poucos anos, Malvina sabe que o tempo é curto. E como ela mesma lembrou, em uma determinada hora, o comércio fecha.

prostitutas-picasso

escrito por Guti

março 29, 2010 às 11:34 am

postado em ENTREVISTA

Loco Dice flerta até com rumba
por Monique Oliveira

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Loco Dice – Rain Drops On My Window
http://www.d-edge.com.br//mkt/press/01-loco_dice-raindrops_on_my_window-nvs.mp3
Loco Dice Lab 01 – Damian Schwartz & Guti – Salon
http://www.d-edge.com.br//mkt/press/Damian_Schwartz_Salson_clip.mp3
Loco Dice Lab 01 – Terrence Dixon – Below Radar (Rhythm Is Rhythm Remix By Mathias Kaden)
http://www.d-edge.com.br//mkt/press/Terrence_Dixon_Below_Radar_clip.mp3
Loco Dice flerta até com rumba
De ecos minimalistas ao groove novaiorquino, Dice e sua linha de baixo
Loco Dice, ou Dice Corleone, veio da Túnisia e acabou fazendo seu passo na Alemanha como muitos. Seja no minimalismo, seja apostando no groove, passou pelo hip hop, colaborou com caras como Jamiroquai e Ice Cube e fundou o selo Desolat junto com Martin Buttrich. Agora, morando em Nova York e flertando com o house, Dice virou mecenas.
Nesse ano, veio com o “Loco Dice labs”, coletânea com dois cds e 26 faixas, e trouxe remixes que revelou nomes como o argentino Guti, com “Salsón”. De 2006, quando estourou o hit “Rain Drops On My Window”, que saiu pelo Cadenza e era, contraditoriamente, uma bomba-minimalista até o Labs -com Mathias Kaden remixado com rumba em “Below the Radar”-  Loco Dice mostra sua faceta flexível e sensitiva.
No seu MySpace, você mencionou sua habilidade de conhecer as pessoas “o que eles sentem,  o que imaginam”. Então, há uma maneira de tocar para cada audiência? Qual o seu sentimento sobre a América do Sul?
Eu sempre me aprofundo na situação. Sou como um médico. Você não pode tocar as mesmas músicas na América do Sul e no Japão. A experimentação ao longo dos anos traz essa habilidade de entender que no Brasil as mulherem amam dançar e o público interage melhor com tracks funky, mais dance e com mais vocais.
Já em Tokyo, o público gosta mais de sons dark, pesados. Enfim, as pessoas sempre estão esperando por algo a mais e o meu trabalho em traduzir isso nas minhas apresentações.
Você é da Tunísia foi parar em Düsseldorf (Alemanha) e, do hip hop, acabou flertando com o techno e o house. Como você classificaria o loco-dice-way-of-live? O que mudou? O que fica?
Sou o mesmo de sempre. Mas, claro, tudo depende do público para o qula eu toco.
Este ano foi lançado o Loco Dice Labs, com de faixas de novatos como o Guti, que também tocou recentemente no D-Edge. Você apontaria algumas promessas de produtores?
Você acabou de falar o nome! Um deles é o Guti, que é um artista muito talentoso e o outro é o Livio & Roby.
O seu selo, Desolat, tem algum critério para escolher seus artistas?
O desolat é uma grande família. E o convite acontece naturalmente. Por exemplo, gostei muito de uma faixa do Guti e fui me aprofundar em suas produções. Me deparei, então, com mais sete faixas excepcionais.  É uma reação química!
Como classificaria a faixa perfeita? E o que você pensa sobre a classificação de gêneros (minimal, microhouse, etc). Isso faz sentido pra você como produtor?
Não há uma faixa perfeita. Depende muito do referencial. Eu poderia dizer que uma boa faixa contém elementos para agradar diferentes pessoas, etnias e, quando você toca, todos entendem e dançam. Todos os seres tem diferentes percepções e o desafio é encontrar a interligação existente entre eles através da música
As subdivisões em gêneros facilitam para as pessoas que não são iniciadas. Mas, ao mesmo tempo, está cada vez mais difícil classificar. Você entra em sites de venda e uma faixa pode estar classificada em techno em uma determinada loja e, em house, em outra.
O que te inspira? O que tem ouvido ultimamente?
A minha vida é a inspiração. Tenho escutado muito jazz quando vou jantar, tomando um vinho ou até mesmo quando vou dormir. Procuro escutar músicas de diferentes nacionalidades.

musicaDe ecos minimalistas ao groove nova-iorquino, Dice e sua linha de baixo Loco Dice, ou Dice Corleone, veio da Tunisia e acabou fazendo escala na Alemanha, como muitos. Além do minimalismo e do groove, ele passou pelo hip-hop, colaborou com caras como Jamiroquai e Ice Cube e fundou o selo Desolat com Martin Buttrich. Agora, em Nova York, flerta com o house. Neste ano, veio com o “Loco Dice Labs”, coletânea com dois CDs e 26 faixas, e trouxe remixes que revelou nomes como o argentino Guti, com “Salsón”. De 2006, quando estourou o hit “Rain Drops On My Window” (que saiu pelo Cadenza e era, contraditoriamente, uma bomba-minimalista), até o Labs (com Mathias Kaden remixado com rumba em “Below the Radar”), Loco Dice mostra a faceta flexível e sensitiva. Hoje, no D-Edge. Leia a entrevista exclusiva.

loco

1. No seu MySpace, você mencionou a habilidade de conhecer as pessoas, “o que elas sentem,  o que imaginam”. Qual o seu sentimento sobre a América do Sul? Loco – “Eu sempre me aprofundo na situação. Sou como um médico. Você não pode tocar as mesmas músicas na América do Sul e no Japão. A experimentação ao longo dos anos traz essa habilidade de entender que no Brasil as mulheres amam dançar e o público interage melhor com tracks funky, mais dance e com mais vocais. Já em Tóquio, o público gosta mais de sons dark, pesados. Enfim, as pessoas sempre estão esperando por algo a mais e o meu trabalho é traduzir isso nas minhas apresentações.”

2. Você é da Tunísia, foi parar em Düsseldorf (Alemanha) e flertou com o hip-hop, mas acabou no tecno e no house. Como classificaria o estilo loco-dice? Loco – “Sou o mesmo de sempre. Mas, claro, tudo depende do público para o qual eu toco.”

3. Este ano foi lançado o “Loco Dice Labs”, com faixas de novatos como o Guti, que também tocou recentemente no D-Edge. Você apontaria algumas promessas de produtores? Loco – “Você acabou de falar o nome! Um deles é o Guti, que é um artista muito talentoso, e o outro é o Livio & Roby.”

4. Qual o critério do seu selo, Desolat, para escolher artistas? Loco – “O Desolat é uma grande família. E o convite acontece naturalmente. Por exemplo: gostei muito de uma faixa do Guti e fui me aprofundar em suas produções. Me deparei, então, com mais sete faixas excepcionais. É uma reação química!”

5. Como classificaria a faixa perfeita? E o que você pensa sobre a classificação de gêneros (minimal, microhouse etc). Isso faz sentido pra você, como produtor? Loco – “Não há uma faixa perfeita. Depende muito do referencial. Eu poderia dizer que uma boa faixa contém elementos para agradar diferentes pessoas, etnias e, quando você toca, todos entendem e dançam. Todos os seres têm diferentes percepções e o desafio é encontrar a interligação entre eles por meio da música. As subdivisões em gêneros facilitam para as pessoas que não são iniciadas, mas, ao mesmo tempo, está cada vez mais difícil classificar… Você entra em sites de venda e uma faixa pode estar classificada como tecno em uma determinada loja e como house em outra.”

6. O que te inspira? O que tem ouvido ultimamente? Loco – “A minha vida é a inspiração. Tenho escutado muito jazz quando vou jantar, tomando um vinho ou até mesmo quando vou dormir. Procuro escutar músicas de diferentes nacionalidades.”

lococonvite

Ouça:
Loco Dice – Rain Drops On My Window
Loco Dice Lab 01 – Damian Schwartz & Guti – Salon
Loco Dice Lab 01 – Terrence Dixon – Below Radar (Rhythm Is Rhythm Remix By Mathias Kaden)

escrito por Guti

novembro 13, 2009 às 4:42 pm

postado em ENTREVISTA, MÚSICA