Onspeed

Arquivo - Categoria ‘ENTREVISTA’

Loco Dice flerta até com rumba
por Monique Oliveira

nenhum comentário

Loco Dice – Rain Drops On My Window
http://www.d-edge.com.br//mkt/press/01-loco_dice-raindrops_on_my_window-nvs.mp3
Loco Dice Lab 01 – Damian Schwartz & Guti – Salon
http://www.d-edge.com.br//mkt/press/Damian_Schwartz_Salson_clip.mp3
Loco Dice Lab 01 – Terrence Dixon – Below Radar (Rhythm Is Rhythm Remix By Mathias Kaden)
http://www.d-edge.com.br//mkt/press/Terrence_Dixon_Below_Radar_clip.mp3
Loco Dice flerta até com rumba
De ecos minimalistas ao groove novaiorquino, Dice e sua linha de baixo
Loco Dice, ou Dice Corleone, veio da Túnisia e acabou fazendo seu passo na Alemanha como muitos. Seja no minimalismo, seja apostando no groove, passou pelo hip hop, colaborou com caras como Jamiroquai e Ice Cube e fundou o selo Desolat junto com Martin Buttrich. Agora, morando em Nova York e flertando com o house, Dice virou mecenas.
Nesse ano, veio com o “Loco Dice labs”, coletânea com dois cds e 26 faixas, e trouxe remixes que revelou nomes como o argentino Guti, com “Salsón”. De 2006, quando estourou o hit “Rain Drops On My Window”, que saiu pelo Cadenza e era, contraditoriamente, uma bomba-minimalista até o Labs -com Mathias Kaden remixado com rumba em “Below the Radar”-  Loco Dice mostra sua faceta flexível e sensitiva.
No seu MySpace, você mencionou sua habilidade de conhecer as pessoas “o que eles sentem,  o que imaginam”. Então, há uma maneira de tocar para cada audiência? Qual o seu sentimento sobre a América do Sul?
Eu sempre me aprofundo na situação. Sou como um médico. Você não pode tocar as mesmas músicas na América do Sul e no Japão. A experimentação ao longo dos anos traz essa habilidade de entender que no Brasil as mulherem amam dançar e o público interage melhor com tracks funky, mais dance e com mais vocais.
Já em Tokyo, o público gosta mais de sons dark, pesados. Enfim, as pessoas sempre estão esperando por algo a mais e o meu trabalho em traduzir isso nas minhas apresentações.
Você é da Tunísia foi parar em Düsseldorf (Alemanha) e, do hip hop, acabou flertando com o techno e o house. Como você classificaria o loco-dice-way-of-live? O que mudou? O que fica?
Sou o mesmo de sempre. Mas, claro, tudo depende do público para o qula eu toco.
Este ano foi lançado o Loco Dice Labs, com de faixas de novatos como o Guti, que também tocou recentemente no D-Edge. Você apontaria algumas promessas de produtores?
Você acabou de falar o nome! Um deles é o Guti, que é um artista muito talentoso e o outro é o Livio & Roby.
O seu selo, Desolat, tem algum critério para escolher seus artistas?
O desolat é uma grande família. E o convite acontece naturalmente. Por exemplo, gostei muito de uma faixa do Guti e fui me aprofundar em suas produções. Me deparei, então, com mais sete faixas excepcionais.  É uma reação química!
Como classificaria a faixa perfeita? E o que você pensa sobre a classificação de gêneros (minimal, microhouse, etc). Isso faz sentido pra você como produtor?
Não há uma faixa perfeita. Depende muito do referencial. Eu poderia dizer que uma boa faixa contém elementos para agradar diferentes pessoas, etnias e, quando você toca, todos entendem e dançam. Todos os seres tem diferentes percepções e o desafio é encontrar a interligação existente entre eles através da música
As subdivisões em gêneros facilitam para as pessoas que não são iniciadas. Mas, ao mesmo tempo, está cada vez mais difícil classificar. Você entra em sites de venda e uma faixa pode estar classificada em techno em uma determinada loja e, em house, em outra.
O que te inspira? O que tem ouvido ultimamente?
A minha vida é a inspiração. Tenho escutado muito jazz quando vou jantar, tomando um vinho ou até mesmo quando vou dormir. Procuro escutar músicas de diferentes nacionalidades.

musicaDe ecos minimalistas ao groove nova-iorquino, Dice e sua linha de baixo Loco Dice, ou Dice Corleone, veio da Tunisia e acabou fazendo escala na Alemanha, como muitos. Além do minimalismo e do groove, ele passou pelo hip-hop, colaborou com caras como Jamiroquai e Ice Cube e fundou o selo Desolat com Martin Buttrich. Agora, em Nova York, flerta com o house. Neste ano, veio com o “Loco Dice Labs”, coletânea com dois CDs e 26 faixas, e trouxe remixes que revelou nomes como o argentino Guti, com “Salsón”. De 2006, quando estourou o hit “Rain Drops On My Window” (que saiu pelo Cadenza e era, contraditoriamente, uma bomba-minimalista), até o Labs (com Mathias Kaden remixado com rumba em “Below the Radar”), Loco Dice mostra a faceta flexível e sensitiva. Hoje, no D-Edge. Leia a entrevista exclusiva.

loco

1. No seu MySpace, você mencionou a habilidade de conhecer as pessoas, “o que elas sentem,  o que imaginam”. Qual o seu sentimento sobre a América do Sul? Loco – “Eu sempre me aprofundo na situação. Sou como um médico. Você não pode tocar as mesmas músicas na América do Sul e no Japão. A experimentação ao longo dos anos traz essa habilidade de entender que no Brasil as mulheres amam dançar e o público interage melhor com tracks funky, mais dance e com mais vocais. Já em Tóquio, o público gosta mais de sons dark, pesados. Enfim, as pessoas sempre estão esperando por algo a mais e o meu trabalho é traduzir isso nas minhas apresentações.”

2. Você é da Tunísia, foi parar em Düsseldorf (Alemanha) e flertou com o hip-hop, mas acabou no tecno e no house. Como classificaria o estilo loco-dice? Loco – “Sou o mesmo de sempre. Mas, claro, tudo depende do público para o qual eu toco.”

3. Este ano foi lançado o “Loco Dice Labs”, com faixas de novatos como o Guti, que também tocou recentemente no D-Edge. Você apontaria algumas promessas de produtores? Loco – “Você acabou de falar o nome! Um deles é o Guti, que é um artista muito talentoso, e o outro é o Livio & Roby.”

4. Qual o critério do seu selo, Desolat, para escolher artistas? Loco – “O Desolat é uma grande família. E o convite acontece naturalmente. Por exemplo: gostei muito de uma faixa do Guti e fui me aprofundar em suas produções. Me deparei, então, com mais sete faixas excepcionais. É uma reação química!”

5. Como classificaria a faixa perfeita? E o que você pensa sobre a classificação de gêneros (minimal, microhouse etc). Isso faz sentido pra você, como produtor? Loco – “Não há uma faixa perfeita. Depende muito do referencial. Eu poderia dizer que uma boa faixa contém elementos para agradar diferentes pessoas, etnias e, quando você toca, todos entendem e dançam. Todos os seres têm diferentes percepções e o desafio é encontrar a interligação entre eles por meio da música. As subdivisões em gêneros facilitam para as pessoas que não são iniciadas, mas, ao mesmo tempo, está cada vez mais difícil classificar… Você entra em sites de venda e uma faixa pode estar classificada como tecno em uma determinada loja e como house em outra.”

6. O que te inspira? O que tem ouvido ultimamente? Loco – “A minha vida é a inspiração. Tenho escutado muito jazz quando vou jantar, tomando um vinho ou até mesmo quando vou dormir. Procuro escutar músicas de diferentes nacionalidades.”

lococonvite

Ouça:
Loco Dice – Rain Drops On My Window
Loco Dice Lab 01 – Damian Schwartz & Guti – Salon
Loco Dice Lab 01 – Terrence Dixon – Below Radar (Rhythm Is Rhythm Remix By Mathias Kaden)

escrito por Guti

novembro 13, 2009 às 4:42 pm

postado em ENTREVISTA, MÚSICA