Arquivo - Categoria ‘ARTE’
Fazer o quê?
da redação
A fotógrafa Miriam Homem de Mello teve a máquina fotográfica roubada dias atrás e para arrecadar fundos e comprar um novo instrumento de trabalho, ela coloca os trabalhos à venda a partir do dia 10. A mostra “Entrelinhas Urbanas” fica em cartaz na Central das Artes até o dia 30 de março. O endereço de lá é Rua Apinajés, 1081, em Perdizes.

Novo olhar
da redação
Quem gosta de pinturas abstratas não pode perder a mostra individual do artista plástico James Kudo, que acontece na próxima semana, na Galeria Deco. A exposição “NYSP” reúne 15 obras inéditas do artista, influenciadas pelo início da carreira e pelo tempo que passou em São Paulo, em 1980, e Nova York, em 1990. Kudo nasceu em Pereira Barreto, mas vive e trabalha em São Paulo. Já realizou exposições individuais no Japão, Alemanha e Estados Unidos. A Galeria Deco fica na Rua dos Franceses, 153, Bela Vista, e a mostra fica por lá de 11 de março até 11 de abril.


A união faz a força
por Annamaria Bonanomi
Acabo de perceber que sempre quando vejo um artista que explora a repetição ou o acúmulo, tenho vontade de escrever sobre ele. Gosto da forma como, juntos, objetos ou símbolos ganham outros significados. Então, gostaria de avisar que estes são os últimos dias para os cariocas visitarem a mostra “José Patrício – O Número”, na Caixa Cultural Rio até 7 de março. A exibição reúne obras de José Patrício, pernambucano que brinca com a abstração geométrica vinda do acúmulo de pequenos objetos, como botões, alfinetes, dados e peças de quebra-cabeça, e a construção de novas formas a partir dos mesmos. Entre os destaques está “Expansão múltipla”, de 2008, obra apresentada inicialmente no Pharos Centre for Contempoary Art, Nicosia, Chipre. Trata-se de uma instalação na qual o artista posiciona inúmeras peças de dominó em forma de adesivos nas cores preto e branco em uma parede.



Impressões
da redação
O artista plástico, diretor de arte e ilustrador Mario Cafiero apresenta um pouco de seu trabalho na exposição “Recortes e Gravuras”, no dia 10 de março. Mario tem experiência de sobra com publicações e desde 1960 trabalha com editoras de livros e revistas. Fez escola na editora Abril, trabalhou na revista “Vision”, em Londres, mas não deixou a paixão pelas artes plásticas e pela ilustração de lado. “Nesta exposição estou mostrando gravuras e recortes a laser, uma técnica que permitiu reproduzir de forma particular minhas obras. Com o recorte a laser, senti a possibilidade de aplicar meus desenhos gráficos a experimentar plataformas contemporâneas, como a fórmica e o MDF”, explica Mário. Com curadoria de Bel Lacaz, a mostra será apresentada no Club Athletico Paulistano, a partir das 19h30. O Club fica na Rua Honduras, 1400. Para saber mais sobre o trabalho de Mario Cafiero clique aqui.

Raízes
da redação
A fotógrafa inglesa, mas brasileira de coração, Maureen Bisilliat ganhou uma retrospectiva que tem início nesta segunda-feira na Galeria do Sesi, em São Paulo. Maureen estudou artes plásticas, fotografia e veio ao Brasil registrar o que de mais genuíno existe no país. Cerca de 200 obras dela ficarão expostas na mostra, organizada pelo Instituto Moreira Salles. A Galeria Sesi fica na Avenida Paulista, 1313.


Sob quatro paredes
da redação
O artista briânico Banksy, conhecido pelos trabalhos em stencil espalhados pelas ruas de Bristol e Londres, pode até ter conquistado público cativo e fãs como Brad Pitt, Angelina Jolie e Jude Law. Mas uma pessoa ele não conseguiu agradar: a própria mãe. Em entrevista ao tabloide britânico “The Sun”, Banksy disse que a mãe dele tinha ficado muito desapontada quando descobriu que ele era o responsável pelos desenhos nos muros da cidade. “Ela disse: ‘se você é um grafiteiro, porque nunca pintou aquela van enorme que sempre ficava em frente à minha janela? ’”. Segundo o artista, apesar de todo o apelo político e de crítica à vida moderna das obras, ela continua com um olhar frio em relação ao trabalho do filho. Mãe ingrata!



Olhar treinado
da redação
Ligada ao projeto Casa de Máquinas, do Centro Cultural b_arco, começa no dia 2 de março a oficina de fotografia Da Máquina ao Olho da Máquina, ministrada pelo fotógrafo Roberto Setton. A ideia é fazer com que os alunos aprendam a explorar melhor os mecanismos da máquina fotográfica para depois trabalhar temas como enquadramento e recorte. Para saber mais sobre o curso entre no site do b_arco.

Um tapa e um beijo
da redação
Ivan Abujamra, fotógrafo e colaborador do Onspeed, tem um ótimo motivo para comemorar. Ele ganhou o prêmio na categoria Fotografia da 8ª Bienal de Arte Internacional de Roma, que aconteceu entre 16 e 26 de janeiro. Ivan foi um dos 15 brasileiros convidados para participar da Bienal, na Piazza del Popolo, e foi premiado pela obra “O Tapa”, que mostra o ator Bruno Fagundes – filho de Antonio Fagundes – recebendo um tapa. A foto faz parte do ensaio “Luz, Câmera, Slap”, publicado no Onspeed. Para saber mais sobre o trabalho de Ivan Abujamra clique aqui.

Novos ares
da redação
Anthony Hopkins está mostrando uma faceta aos ingleses que poucos conhecem. Uma exposição que está em cartaz em Londres reúne 50 trabalhos artísticos dele, sendo 38 feitos com papel, sete com acrílico e cinco edições limitadas de prints. Não é a primeira vez que o ator de “Silêncio dos Inocentes” expõe suas obras. Em 2007, poucos anos depois de começar a pintar, ele apresentou os primeiros quadros em Aspen, no Colorado. A mostra fica na Gallery 27, Cork Street, até o dia 20 deste mês.


Em cada esquina
da redação
Quem conhece Buenos Aires e São Paulo sabe que as duas não têm muitas coisas em comum. Talvez porque uma seja a mais europeia das cidades sul-americanas e a outra a maior e mais caótica metrópole da América do Sul. Uma exposição que entra em cartaz no dia 20 no Museu Lasar Segall mostra que nem sempre foi assim. “Profissão Fotógrafo” apresenta fotografias feitas entre 1930 e 1940 nas duas cidades pelo argentino Horacio Coppola e pela suíça Hidelgard Rosenthal. As fotos escolhidas para a exposição apresentam ao visitante as transformações que ambas as cidades sofriam naquele período de intensa industrialização. A mostra fica no Museu Lasar Segall até 4 de abril. O museu fica na Rua Berta, n 111, Vila Mariana.

À esq., esquina da av. Roque Sáenz Peña com rua Suipacha, em Buenos Aires; à dir., rua 15 de Novembro, São Paulo – fotos de Horacio Coppola
Visão ocidental
da redação
Começa no dia 24, no dconcept, a primeira exposição individual em terras brasileiras de Antonio Sobral. Seis obras sobre papel compõem a mostra “Perestroika”, que fica em cartaz até o dia 26 de março. O dconcept escritório de arte fica na Alameda Lorena, 1257.
Sem título – 2009
Mein-Bruder is Soldat – 2009
Quem, o cavalo punk – 2009
Imersão
da redação
O trabalho é incrível e dá mesmo a sensação de estar sob água. Os quadros abaixo são do artista Benjamin Anderson e estarão expostos a partir do dia 27 na galeria Anderson Arte Collective, em Santa Bárbara, Califórnia. Em “Just Add Water”, o artista procurou retratar temas como beleza, guerra e materialismo. Parte da venda das obras será revertida para a Nika Water, organização que conta com a venda de garrafas de água para levar água potável para as regiões mais necessitadas do mundo.



Formas e cores
da redação
O artista Matt W Moore apresenta durante todo o mês de fevereiro a mostra de grafite “Crystal and Lasers”, na galeria Since.Upian, em Paris. O trabalho do norte-americano é marcado pelo estilo gráfico e abstrato. Fascinado por simetria, geometria e cores retro, Moore já trabalhou em campanhas de marcas como Nike, Wired e Citroen. Saiba mais aqui.



Confete e serpentina
da redação
Todo mundo adora cair na farra, se jogar na avenida ou aproveitar os dias de folga para seguir um trio… Mas pouca gente sabe ou lembra como o Carnaval começou, o que significa essa data tão celebrada e como evoluiu dos bailes de máscaras até os trios elétricos. Onspeed vai refrescar a memória dos foliões… O Carnaval surgiu no século XI, com a implantação da Semana Santa pela Igreja Católica. A semana, na qual Jesus morreu e foi crucificado, é antecipada por um período de privações e jejum, a Quaresma, que tem início na Quarta-feira de Cinzas. O Carnaval nada mais é do que um período de festividades que antecede os 30 dias de sacrifício. A palavra Carnaval deriva da expressão “carne vale”, que significa um afastamento dos prazeres da carne. Estes três dias que antecedem a Quaresma eram chamados dias gordos, como a terça-feira gorda, ou mardi gras em francês. Já na época do Renascimento, foram incorporadas também as máscaras, fantasias e alegorias. O Carnaval como uma celebração popular vem do século XIX, como um produto da sociedade vitoriana. Ao contrário do que muitos pensam, foi Paris, e não Veneza, que exportou seu Carnaval para o mundo. Da festa europeia, o Brasil importou personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo. E deu Brasil!


Um Brasil festeiro – Mas, por aqui, o que antes era só uma festividade urbana foi tomando outras formas. No final do século XIX começaram a aparecer os primeiros blocos e cordões carnavalescos no Rio de Janeiro. Na década de 1920, os intelectuais brasileiros, livres das amarras gringas, resgataram a identidade nacional e começaram a organizar melhor os grupos e blocos que surgiram aos poucos na cidade. Os primeiros blocos registrados, em 1889, são: Grupo Carnavalesco São Cristóvão, Bumba Meu Boi, Estrela da Mocidade, Corações de Ouro, Recreio dos Inocentes, Um Grupo de Máscaras e alguns outros.


No embalo de Carmem Miranda – Com o surgimento das marchinhas – descendentes das marchas portuguesas – no começo dos anos 1920, o Carnaval foi se tornando ainda mais popular e querido pelos brasileiros. A primeira marcha, “Ó Abre Alas”, foi composta por Chiquinha Gonzaga. Mas as marchinhas que conhecemos hoje foram compostas, na maioria, por João de Barro, Alberto Ribeiro, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo.
Noel Rosa
Efeito dominó – A primeira escola de samba também surgiu no Rio, em 1928, e foi batizada de Deixa Falar. Em 1929 aconteceu o primeiro concurso de sambas, na casa de Zé Espinguela, no qual o Conjunto Oswaldo Cruz levou o prêmio de melhor desfile. Com Getúlio Vargas no poder foi fundada em 1934 a União Geral das Escolas de Samba e em 1935 surgiu a primeira escola de samba paulistana. A tradição foi se expandindo para outros estados. Projetada por Oscar Niemeyer, a Sapucaí só foi ser criada em 1984, pelo governo de Leonel Brizola.


Já na Bahia… o Carnaval tomou outro rumo com a criação do trio-elétrico. Adolfo Antônio Nascimento, o Dodô, e Osmar Álvares Machado restauraram um velho Ford 1929 e ligaram suas guitarras baianas com o som ampliado por alto-falantes. Em 1951, a dupla convidou o músico Temístocles Aragão para integrar o time e formar o “trio-elétrico”. Os trios são indispensáveis em Salvador e nas comemorações em outras partes do mundo como Nova York, Portugal e Espanha.

Isso aqui é um pouqinho de Brasil – Hoje, o Carnaval já está mais do que incorporado à nossa cultura e representa a alegria, liberdade e versatilidade do povo brasileiro. Assim como o futebol já virou símbolo do Brasil.

Ao meio
por Annamaria Bonanomi
Filho do artista surrealista chileno Roberto Matta e afilhado de Marcel Duchamp, Gordon Matta-Clark (1943-1978) honrou seu pedigree criador. Conseguiu explorar, em seu pouco tempo de vida, novas linguagens e deixar a marca (literalmente até) no mundo das artes. Seu trabalho discute de forma nada tímida questões como a arquitetura moderna, o colapso das políticas habitacionais e a criação de abrigos ecológicos. Em intervenções mais conhecidas cerrava casas de até dois andares ao meio. Apesar dos mais de 30 anos desde sua morte, só agora a América do Sul recebe uma mostra dedicada a ele. “Gordon Matta-Clark: Desfazer o Espaço” abre para visitação amanhã, no MAM, em São Paulo. Fica a dica pra quem vai pular a folia…
Gordon Matta-Clark
Roberto Matta e os filhos gêmeos
Splitting – 1974
Wallspaper – 1972
Clockshower – 1973
Grafitti truck – 1973
Splitting – 1974
Treedance – 1971
Click!
por Luis Da Silva aka Pardal
O fotógrafo americano William Eggleston está na cidade com uma ótima mostra dos trabalhos recentes. Eggleston apresenta fotos de situações e objetos mundanos. Tudo ao redor dele tem valor, ressaltado muito nas cores também. O método de tirar fotografia é bem simples: sem ajuda de equipe ou assistente, ele viaja e sai pela ruas tirando fotos do que chama a atenção e, com apenas um click, a foto está feita. Nos últimos anos ele vem atraindo muita atenção pelo mundo publicitário e da moda. Inclusive, já apareceu para a campanha de Marc Jacobs com Charlotte Rampling, e como modelo sendo fotografado por Juergen Teller, um grande fã do trabalho dele. A mostra está na Victoria Miro Gallery até 27 de fevereiro.
Retrospectiva
da redação
Chega ao Masp esta semana “Romantismo – A Arte do entusiasmo”. Com curadoria de Teixeira Coelho, a mostra reúne 79 obras do século XV até hoje, e que tratam de temas como corpo e paixões, natureza e paisagem urbana. Entre os artistas estão El Greco, Bosch, Turner; impressionistas como Gauguin, Van Gogh, Renoir, Monet e Manet; e modernos e contemporâneos como Dali e Matisse. A exposição fica em cartaz até 8 de março.
Passeio ao Crepúsculo – Vincent Van Gogh
Cores e formas urbanas
da redação
Onspeed visitou a exposição dos norte-americanos Gary Baseman e Shag, que abriu a programação de 2010 da galeria Choque Cultural. Aproveitamos para bater um papo com os artistas e entender a arte de cada um, além de saber a percepção sobre São Paulo.
Gary Baseman – ilustrador e cartunista. Mora em Los Angeles e faz trabalhos de editoração e produção e direção de filmes de animação. Já foi eleito pela “Entretainment Weekly” uma das 100 pessoas mais criativas do mundo.
Como você define sua arte multimídia? “Quero atravessar barreiras e quebrar todos os limites que as pessoas costumam se impor.”
Você sente que caminha por mundos distintos com sua arte? “Não acho que são mundos distintos. Gosto de criar meus próprios mundos, de deixar minha marca onde quiser e não onde a sociedade me diz que devo colocá-la.”
Foi bom colaborar com a Disney? (Gary foi criador e produtor executivo da série de TV “The Teachers Pet”). “Foi bom, ganhamos três Emmys e, apesar de ser a Disney, não foi um desenho que seguiu o molde da empresa. Foi um show ousado, tinha caráter, sarcasmo.”
Conhece a cultura brasileira? “Conheço alguns artistas que respeito. Dias atrás tive contato com alguns artistas do grafite, como Zezão e Spetto. Eu e o Spetto bolamos um personagem juntos.”
Gosta do Brasil? “Gosto muito, já é a terceira vez que venho para cá. Vou ficar aqui até o final do Carnaval e talvez vá para a Bahia. Estive aqui no Carnaval, há dois anos, e usei muito do que vi nos meus festivais. Foram ótimas inspirações!”
SHAG – Josh Agle, conhecido como Shag, é pintor, ilustrador e designer. Procura inspiração no estúdio dele, com vista para os morros de Los Angeles. Não raramente apresenta suas obras em Nova York, Paris e Tóquio.
Você é um Angelino nato. O que está achando da loucura do tempo em São Paulo? “Acabo de chegar e já percebi que a cidade é wild! Estou admirado com ela, com a energia daqui. Acho que é a única cidade no mundo que me lembrou Tóquio.”
E sua relação com Los Angeles? Percebe-se muito o lifestyle da cidade em suas obras… “Quando comecei a pintar, há 15 ou 16 anos, tudo o que queria era ter uma casa grande, com um carro novo na garagem, mulher e dois filhos. De preferência ter uma vista de cima do Hollywood Hills. Queria ser famoso, saber o que era reconhecido. Agora que tenho tudo isso, acho que me voltei contra a cidade e os seus valores.”
Por isso a guinada no tom das suas obras? “Sim, há uns 18 meses percebi que estava pintando o que os outros queriam. E eles queriam gatos voluptuosos, esculturas de TIKIS em safáris… Essas coisas não combinam mais comigo. Deixaram-me rico, mas não me satisfazem.”
Seus quadros de antigamente me lembraram muito David Hockney… “Sim, é verdade. As piscinas, a atmosfera de calor e Califórnia, tudo isso é muito L.A., muito Hockney. Ultimamente acho que me baseio mais em suas obras dos anos 80, quando ele pintava panorâmicas de Mulholand Dr. Acho que me identifico com ele e um pouco de Bosch (Hieronymus Bosch).”
E o que as pessoas acharam da mudança? “Algumas pessoas não gostaram, perguntavam por que eu estava mudando meu estilo, gostavam dos gatos. Mas a maioria me apoiou bastante, ficaram empolgados.”
Vai continuar vivendo em L.A por enquanto? “Sim, sim… Ainda gosto muito do clima. Talvez mude para Nova York ou talvez a Noruega. Minha família é de lá e a última vez que fui eu senti um chamado lá…”
Também fica no Brasil para o Carnaval? “Não, não… Tenho que voltar para Palm Springs! Vou abrir uma loja lá.”
Shag e Gary Baseman
Gary Baseman com desenho criado com Spetto
Inspiração de Gary no Carnaval carioca
Gary Baseman
Shag
“The Egg and the Ant” – 2009 – SHAG
“Page 345″ – 2010 – Gary Baseman
Obras de Gary Baseman
A exposição fica em cartaz até 27 de fevereiro.
