Canibais de nós mesmos?
por Zeca Gutierres
Na moda, muitas vezes, se fala de um retorno de coisas, de coisas que estão morrendo e outras que estão nascendo, mas, me parece, nada saiu ou entrou “neste plano”. Apenas os olhares estão focados em novas paisagens, pra moda sobreviver, sendo que ela, mais do que as outras artes, depende dessa necessidade louca de se reinventar, para poder vender novas ideias, roupas, sonhos para pessoas que não entendem muito o que é sonhar (minha vó já dizia que bêbado não sonha…). E assim a indústria sobrevive, os desfiles acontecem, os coitadinhos aceitam participar de reality shows na TV, e alguns se sentem melhores que os outros por estar na primeira fila e, muito mais do que isso, a Europa e os Estados Unidos bancam os fodões, pra indústria do tecido girar e para o capitalismo “dizer” que ainda é a melhor solução. Nem que para isso as pessoas se tornem objetos, abajures enfeitando o canto da sala, insetos inocentes batendo a cabeça em pontos luminosos e, de tanto fazê-lo, estourando os miolos. Ai!!! Pronto, falei…

