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A Single Man – O direito de bocejar
por Cacá Di Guglielmo

telao1A expectativa para assistir à estréia de Tom Ford como diretor de filmes era enorme, afinal, o cara foi um dos grandes nomes da moda do século passado, responsável por tirar a Gucci do buraco e torná-la uma das mais rentáveis e desejadas marcas de luxo do mundo. Com todo esse know-how, era de se esperar que seu début por trás das câmeras fosse um dos eventos mais esperados do ano. Confesso que fui ao cinema despreparado, sem saber do que se tratava o roteiro e sem ter lido nenhuma crítica. Minha desconfiança logo começou pela tradução do título em português, “Direito de Amar”, que mais parece nome de novela do SBT. O filme é basicamente uma história de amor. Amor gay, bonito nos “flashbacks”, mas sofrido e dolorido por uma perda, quando trazido para o presente. E é aí que a mão pesa e a trilha de violinos fica quase insuportável. O roteiro enxuto é outra questão. Minha sensação foi de que faltaram palavras e esse vácuo foi preenchido com imagens – belas, sem duvida – mas muitas vezes desnecessárias e em câmera lenta, no intuito de “encher linguiça”. Tom Ford, como um bom criador de imagens que sempre foi, parece se sentir na obrigação de nos presentear com closes de flores, olhos e bocas, feitas para impressionar, mas que soavam repetitivas. Nada disso tira o mérito do filme e das ótimas atuações de Colin Firth e Matthew Goode (a Juliane Moore, pela primeira vez, me pareceu pouco à vontade). Acredito que fazer cinema deva ser mais difícil que fazer moda, mas por enquanto eu prefiro o Tom Ford estilista. (e quem quiser que conte outra)

A-Single-Manok

escrito por Guti

março 5, 2010 às 2:00 pm

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um comentário

Um Comentário para 'A Single Man – O direito de bocejar
por Cacá Di Guglielmo'

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  1. vou ver ! mas, a dica ja ficou!

    audioviva

    5 mar 10 em 14:33

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