Arquivo: dezembro, 2010
E que venha 2011…
por Cacá Di Guglielmo
Balanço é chato, mas, a pedido do OnSpeed, fiz uma lista dos melhores álbuns de 2010, na minha opinião.
Chromeo – Business Casual
Twin Shadow – Forget
Trembling Blue Stars – Fast Trains and Telegraph Wires
Caribou – Swim
Stop Play Moon – Stop Play Moon
Monarchy – Monarchy
Superpitcher – Kilimanjaro
Darwin Deez – Darwin Deez
Booka Shade – More
Hot Chip – One Life Stand
LCD – This is Happening
Beach House – Teen Dream
Massive Attack – Heligoland
Band of Horses – Infinite Arms
Vampire Weekend – Contra
Dirty Disco
da redação
A home desta semana é da dupla do Godiva Art Studio, Ganzaro e Léo. Um é produtor de moda. O outro, designer. O ensaio é com a modelo Lucy Horn. Sobre o estúdio: “É um empreendimento que desenvolve projetos de videoarte, moda editorial e art design para fotografia, moda, publicidade e cinema. Surgiu em maio deste ano”, diz Ganzaro. ”Basicamente o que mais consumimos é cinema (terror, em particular) e música, e essa junção com moda temos experimentado gradualmente. E vivemos em um eterno laboratório de pesquisa, adoramos consumir tudo em obras visuais, então a inspiração pode vir da TV, fotografia, cinema, internet… Sentamos e começamos a criar cada história que queremos fazer…rs”.

É Bem Capaz
Os barulhos do artista
por Zeca Gutierres
Renato Lopes é artista e, por esta e outras, deixou a direção da agência de djs SmartBiz para fazer o que mais gosta: tocar! Pedi a ele umas dicas espertas para quem quer ouvir e baixar música de pista de qualidade. Anote e comece o ano com o iPod cheinho. E vamos combinar que ser empresário é um saco!
Odaymusic – Meu blog favorito para encontrar lançamentos de house, techno e seus derivados. Precisa ficar de olho nos posts sempre, pois alguns inéditos são retirados a pedido dos artistas alguns dias depois.
Ikeepforgettin – Blog bem bacana, mas não é atualizado diariamente. Tem muita coisa de disco, nova e antiga. Apenas fique de olho na qualidade do mp 3.
Nodata – Blog bem variado com posts quase diários, entre lançamentos de indie, experimental, dubstep e outros gêneros. Aqui tem ótimos lançamentos.

Paradise circus
da redação
O after criado por Oscar Bueno para o Lov.e, que fez a gente voltar pra casa tarde do domingo, vai mudar de endereço de novo. A partir do ano que vem, o Paradise não estará mais no D-Edge, onde ficou por anos. Os motivos da mudança não foram divulgados, nem onde será o novo clube-sede, mas uma coisa é certa: Oscar continua firme e forte no projeto. Só lembrando que a empresária Rizza Bomfim comprou o projeto em 2008. E vai continuar à frente do after. E outra coisa é certa: Oscar volta a tocar semanalmente, como sempre fez. Muito bom, então!

Foto: Cadú Coppini
O fim do mundo é uma piada
por Zeca Gutierres
Fiquei imaginando qual será a faísca que dará início ao fim do mundo. Quando os aviões bateram no World Trade Center, e eu me lembro bem daquela bizarra manhã de 11 de setembro, eu jurei ali, embasbacado com as imagens da TV, que o fim do mundo havia chegado. Ufa, não chegou. Há quem diga que o Fim já começou e que Deus vai descer dos céus e anunciar uma nova era de paz e harmonia (ah, como eu invejo a fé cristã…). Hollywood aposta todas as fichas em 2012, tendo os tropicalistas Maias como visionários do Grande Dia - mas tudo é uma questão de tempo e de oportunidades para o Juízo Final mudar de data. Renato Russo, à beira de um daqueles ataques de depressão, já havia dito que “o fim do mundo já passou” e blábláblá… Bom, todo fim de ano no Brasil parece ser um aviso prévio da destruição em massa com tantas chuvas e deslizamentos, mas ano vai, ano vem e o mundão está aí, girando. Obama está tão comprometido com o “politicamente correto” que a gente pode até relaxar nos próximos quatro, oito anos. Medo mesmo temos de ter com os xaropes da Coréia do Norte. Como não sou do tipo pessimista (juro, meu mau humor é puramente ficcional), acredito que o mundo nunca há de acabar e que um dia ele será um lugar bem melhor para se viver. Penso mais: o dia em que o Rio Tietê ficar limpo é sinal de que o mundo renasceu em Cristo. Pelo menos o mundo dos paulistas….

Publi

O som que vem do underground
por Zeca Gutierres
Paulo Bega nas batidas eletrônicas, synths, programações, guitarra e baixo. Ricardo Athayde na bateria e no vocal. Geanine Marques escrevendo as letras e decolando a banda nos vocais. Assim é o Stop Play Moon. Amanhã, sábado (18/12), a banda faz o último show do ano (no clube Dorothy Parker, nos Jardins) e eu fiquei com vontade de entrevistar o Paulo sobre o rock eletrônico sofisticado que eles fazem.
Quando e como surgiu a ideia de montar uma banda com Geanine Marques e Ricardo Athayde? “Eu tinha um projeto chamado Motel e sempre convidei pessoas para participar nos shows. Entao resolvi que não queria mais fazer nada sozinho. Aí convidei o Ricardo e a Ge. A sintonia foi imediata.”

Por que o nome? “Não tem um por que. São apenas palavras que, juntas, soam bem. E que, sem querer, virou SPMOON. E fala um pouco de São Paulo.”
Você se lembra das outras bandas que a Geanine já teve? Já curtia a voz dela? “Lembro sim. Sempre gostei. Mas acho que ela é uma outra mulher no Stop Play Moon.”

Como define o som que vocês tocam? “São várias referências. Acho que tem muito de música eletrônica e de rock.”
Por que cantam em inglês? Já pensaram em fazer um disco, digamos assim, 100% nacional? “Quem faz as letras é a Ge e ela se sente melhor cantando em inglês. Nunca pensamos em fazer nada em português ou em outra língua. Acho que, para o tipo de som que a gente faz, soa melhor em inglês.”

Do que tratam as letras do Stop Play Moon? “Sempre amor, noite, relacionamentos… Coisas que vivemos.”
Quais os shows ou festivais mais bacanas que vocês já tocaram? “Ahh… Motomix, Fashion Rocks, Calango, Ultra, Eletronika, Virada Cultural e vários outros. O Brasil tá incrível e as coisas estão rolando legal aqui.”

Pensam em carreira internacional? “Já fizemos uma trip para Paris e Londres… Foi maravilhoso. O lance é tocar em todos os lugares do mundo, quando possível. Estamoos planejando uma outra trip.”
Qual o lugar que gostariam de tocar? “Eu tenho muita vontade de tocar no Japão. Depois os festivais mais famosos do mundo… Ou quem sabe no Glastonbury.”
fotos: Divulgação

