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Arquivo: setembro, 2010

Ontem à noite
fotos Cadú Coppini

Fazia um tempinho que a gente queria ir ao Estúdio Emme, de Chico Lowndes. Ontem teve show dos norte-americanos do OK Go. Veja as fotos.

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escrito por Guti

setembro 18, 2010 às 9:41 pm

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Beira mar
da redação

roteiro212Acaba neste domingo, dia 19, a 6.ª edição do Paraty em Foco, um dos mais importantes festivais de fotografia do país. Com o tema “Inventários da Terra”, o encontro deste ano abriga dez exposições e 20 palestras e workshops, com o trabalho de artistas nacionais e internacionais, como o argentino Alejandro Chaskielberg, o francês George Rousse e o italiano Olivo. Além de Bob Wolfenson, Anderson Schneider, Jonne Roriz, Rubens Mano e Cris Bierrenbach. Um ótimo motivo para sair da cidade no fim do semana. Mais informações pelo site www.paratyemfoco.com.

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Obra de George Rousse

foto: Paulo Otero

escrito por Guti

setembro 17, 2010 às 6:57 pm

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O peso do poder
por Zeca Gutierres

humorInspirado no texto abaixo, sobre Tiririca, fui atrás da história do rinoceronte Cacareco, que em 1958 quase ganhou a eleição para vereador em São Paulo. Verdade: o animal, que foi emprestado do Rio para a inauguração do Zoológico da cidade, foi o Tiririca da época. Depois de ficar popular entre os paulistanos, Cacareco caiu nas graças do jornalista Itaborai Martins, do jornal “Estado de São Paulo”, que gritou aos quatro cantos que votaria nele. E como na época havia muitos políticos fora da casinha (como acontece hoje), os paulistanos estavam prontos para colocar o bichão no poder. Uma forma de protestar contra o lixo que era (e é) a política no Brasil. Mas o coitado do Cacareco acabou caindo em um golpe político: três dias antes da eleição, foi exilado de volta pro Rio. Na partida, um monte de gente deu adeus à única esperança de um futuro melhor para São Paulo. Pobre Cacareco. Ah, e dizem que, no final da votação, o paquiderme saiu das urnas com 90 mil votos, que foram abafados pelas autoridades. Cacareco morreu jovem, com menos de dez anos de vida. Os bons morrem cedo, já dizia sei lá quem…

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escrito por Guti

setembro 16, 2010 às 4:41 pm

postado em HUMOR

Tiririca, o palhaço preferido do PT
por Pedro Venceslau

mau-humorQuando o palhaço Tiririca surgiu no “Horário Eleitoral” os petistas torceram o nariz. Marta Suplicy foi a primeira a detonar a campanha do “abestado”. Ela dizia que sua presença na coligação era um constrangimento. Depois Mercadante e cia. vieram na mesma toada. Com o crescimento da candidatura do autor de “Florentina”, a turma começou a fazer as contas. É dado como certo que o humorista terá pelo menos 1 milhão de votos. Toda eleição tem um maluco que cai nas graças do povo, vira onda de protesto e abocanha uma fábula de votos. Em 2002 foi Enéas, em 2006 foi Clodovil. Agora é o Tiririca. A diferença é que, desta vez, o palhaço é da coligação petista. Vale lembrar que pela coeficiente eleitoral paulista, são precisos 300 mil votos para eleger um deputado na coligação. E a cada 300 mil entra outro. E assim por diante. Clodovil e Enéas foram eleitos por partidos nanicos e isolados. E acabaram levando consigo outros quatro deputados sem a menor expressão. No caso de Clodovil, o destino quis que seu suplente, o que assumiu, fosse um coronel reacionário. Pelas contas de petistas ouvidos por este colunista, todos de alta patente, Tiririca deve salvar da linha de corte nomes como Newton Lima, ex-prefeito de São Carlos, Ana Lucia Brandi e até mesmo José Genoino, que já foi puxador de votos mas desta vez está na berlinda. Pois bem, a pergunta que fica no ar é: o bobo é da corte ou é a corte que é do bobo? 

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escrito por Guti

setembro 16, 2010 às 3:14 pm

postado em MAU HUMOR

Freestyle freak‏
por Bebete Indarte

old_schoolA diferença é a seguinte: quem não dança envelhece mais cedo, a coluna vai encolhendo, fica duro, robótico, cheio de minhocas na cabeça, mas quem através dos anos DANÇA, se diverte com isso, sempre será jovem. Eu danço mal pra caramba, digo… três pulinhos pra cá dois pra lá não é comigo, sou descoordenada, não tenho samba no pé, aquela coisa de bater cabelo, descer até embaixo, essas coisas, não vêm de mim, sangue indígena e europeu, fica complicado, porém sou soltinha, aprendi a ser, quando cresci na época da disco, e assim evolui com os ritmos da música eletrônica, nada é estranho. Danço e faço festa como ninguém, se alguém já me viu em ação sabe. Não vem falar comigo, papo cabeça na pista, não me tira do meu transe, junte-se a mim! Aliás, hoje em dia a pista é a sala da minha casa, onde tenho um globo de espelhos ‘disco’, com motor e luzes coloridas psicodélicas, dando o tom na parede. DJ? Eu mesma, e modéstia à parte, adoro o meu set musical, o mais eclético possível, a intenção é sempre se divertir, se soltar, mexer e balançar, funky. Danço em festivais de rua, bandas, DJs, bares, pistinhas… onde tem música swingada, tô dançando… pra vergonha alheia dos meus filhos. Acho que as ‘pistas’ são pra isso, pra exorcizar os monstrinhos. Pra se sair dessa vida bem comportada, dos papéis que temos que ‘ter’ nessa sociedade, sempre sentados, achatando o traseiro, servindo os outros. Dançar, pois, é uma auto-massagem. Infelizmente não dá mais pra sair como antigamente, então o jeito é improvisar, assim sem compromisso, mas sem passinhos demais, que nem esse pessoal do vídeo, sente só, sente o swing dessa gente, sente a bossa, o estilo livre e próprio de cada um, o charme. Esse vídeo do programa de dança de Detroit (1981) ilustra exatamente tudo que descrevi, a qualidade do vídeo é péssima, mas o som… Let’s dance, de preferência ‘freestyle’.
 

escrito por Guti

setembro 16, 2010 às 10:34 am

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Resgate
da redação / fotos Paulo Otero

arteComeçou no último sábado, dia 11, no Rio de Janeiro, a exposição itinerante “Hélio Oiticica-Museu é o Mundo”. A mostra, a mais completa já feita sobre o artista, fica no Paço Imperial da cidade até 21 de novembro, e de lá segue para Brasília e Belém. O ministro da Cultura interino, Alfredo Manevy, já anunciou o início da restauração das obras de Oiticica que foram danificadas pelo incêndio na casa da família do artista, no ano passado. O fotógrafo Paulo Otero visitou a exposição. Confira.

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escrito por Guti

setembro 14, 2010 às 3:42 pm

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Mas vale 100 nas mãos do que 1 voando…
por Cacá Di Guglielmo

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musica73E parece que o Brooklyn vai dominar o mundo, devido à quantidade de bandas que tem aparecido por lá ultimamente. E todas têm essa pegada disco/pop/psicodélico. A mais nova descoberta é a dupla a la Ting Tings, The Hundred In The Hands, formada por Jason Friedman e Eleanore Everdell. Os dois começaram a compor durante uma viagem de van pelos Estados Unidos, e assim que voltaram, entraram no estúdio para gravar o primeiro single, “Dressed in Dresden”. A Warp Records se interessou e eles assinaram para lançar o EP “This Desert” no começo do ano, e o debut álbum homônimo que sai agora, dia 20 de setembro. As referências da dupla vão de french house, passando por The Cure, New Order e De La Soul. Uma boa mistura que resultou num electro pop dançante, parecido com o que Lady Hawke e La Roux fazem. Olho neles!


 

escrito por Guti

setembro 13, 2010 às 10:29 am

postado em MÚSICA

Vício nosso de cada dia
por Sarah Maluf

retrato2- “Quem é essa criança fofa da foto?”, pergunta ela, enquanto reviram juntos as heranças deixadas pela família dele.
- “Sou eu! Devia ter quase dois anos aí”, explica, pegando a última foto da caixa enquanto bate as cinzas do cigarro no chão.
- “Nossa, quanto brinquedo! Criancinha mimada você, hein?”, ela retruca.
- “Mimado nada, eu era viciado em brinquedo. Só dormia com pelo menos uns dez em volta de mim. O meu preferido era o Mickey, tinha mais de 50 modelos diferentes. Minha mãe dizia que eu só comia, tomava banho ou parava de chorar se ela desse um brinquedo novo na minha boca”.
“É, e depois continuou. Quando fiquei maior o lance era com pipas. Todo dia precisava fazer uma diferente. Cada dia era uma que voava pelas casas do bairro. Se eu não empinasse todo dia não conseguia pegar no sono. Lembro de sair escondido à noite para empinar pipa, só para conseguir dormir”.
- “Coitada da sua mãe… E depois da pipa?”, pergunta ela, desta vez, preocupada.
- “Ah, vieram os jogos de videogame. Eu dormia com joystick na mão, tinha todos os jogos do Atari e não conseguia pensar em outra coisa. Cheguei a ficar em depressão quando minha mãe proibiu videogame em casa se não melhorasse minhas notas. Foi horrível!”, exclama ele, com os olhos vidrados.
- “Amor, será que então esse seu histórico da infância não tem a ver com… é… os seus hábitos de…”, gagueja a namorada, sem conseguir completar a frase.
- “Será? Nunca pensei nisso… Será? Desde pequeno? Meu Deus, e se for?”
- “Não, não, bobagem minha, deixa pra lá…”, ela tranquiliza.
- “É, desencana. Bobagem… Mas vai indo, vai. O pessoal já deve estar chegando e eu quero deixar as fichas e as cartas no ponto. Vou levar uma bolada dessa vez, amorzinho, eu prometo!”, despede-se dela, enquanto equilibra em uma mão o cigarro e na outra o copo cheio de whisky.

img_047ok[As fotos da categoria RETRATO foram achadas em lixos e ruas e o fotógrafo Paulo Otero as guarda como arquivo de memórias esquecidas. O texto, por sua vez, é ficção]

escrito por Guti

setembro 10, 2010 às 6:37 pm

postado em Sem categoria