Arquivo: julho, 2010
Leia-se Keith Haring…
da redação
Leia aqui sobre a exposição do artista em São Paulo.
Field Day!
por Luis Da Silva aka Pardal
Acontece neste sábado, 31, o festival mais bacana do verão: o Field Day Festival. Numa época na qual a maioria dos festivais é patrocinada por grandes cooperativas, este festival mantém o espírito independente. E mais: a maioria das bandas e djs também mantém esse clima indie. Trata-se de uma celebração de novos talentos, uma oportunidade para novas tendências sem nenhum compromisso com o mainstream. Não percam Bugged Out na tenda para dançar. The Original Rebel, The Fall, These New Puritans, Fake Blood e mais. Em Victoria Park… Let’s Rock!

Egyptian Hip Hop

Phoenix

Lightspeed Champion

These New Puritans
Um convite no lugar de mil palavras

Vida Fácil?
por Fábio Queiroz
Ao ser convidado e prontamente aceitar escrever algo no OnSpeed, minha primeira dúvida foi sobre qual seria o tema. O tempo passou e escolhi um assunto óbvio, mas que tenho completa intimidade: a profissão de promoter e as eternas dúvidas que todos têm sobre um RP. Ouço sempre de amigos, colegas e clientes: “Como é fácil a vida de um promoter. Vocês convidam para as melhores festas, chegam lá sorrindo, tomam um drinque, conhecem os mais bacanas e importantes, e o melhor, são pagos para fazer isso tudo!”. Não nego que esse é o caminho. Mas dizer que é “fácil”, não só seria desmerecer meu trabalho, como devo discordar e tenho certeza que meus colegas de profissão não concordariam. O trabalho de um promoter começa com o básico: uma extensa rede de contatos com vários perfis de pessoas. Relacionamento e tão somente relacionamento. E nossa vida pode se tornar isso por 24 horas, aí começa o desespero. Uma cena corriqueira se dá quando vou em algum evento, sim, apenas como convidado, prestigiando outros colegas… Então acontece um agradecimento pelo convite, ou até o clássico “Um amigo está barrado na entrada. Você pode me ajudar”. Oi? Sou tão convidado que não posso interferir no amigo barrado.

O trabalho de um promoter começa muito antes, geralmente em uma reunião sobre o briefing do evento, ou seja, que cara o cliente quer dar para a ocasião, idade, profissão, mais homens ou mulheres, gays ou modernos, arquitetos, ou um mix de tudo isso. As reuniões acontecem para nos apresentar ao cliente, e direcionarmos que clima todos esperam da festa. São levantados a melhor data (e promoter deve estar informado de tudo o que acontece) e o perfil dos convidados. Na sequência enviamos uma proposta com o descritivo de nossas responsabilidades e comprometimentos. Depois de todo esse planejamento começa outra tarefa: selecionar nome por nome das pessoas que tenham o perfil escolhido. E não, não podemos convidar todos para todos os eventos. É necessário saber o que nosso convidado gosta, se o endereço está atualizado, se está solteiro, namorando ou casado. Pensa que acabou por aí? Promoter tem que ir além e pensar nas possíveis turmas em comum, se alguém brigou com outro convidado e se podemos evitar desconfortos. Um quebra-cabeça para que, no final, todos fiquem felizes em receber o convite.

O convite impresso só é enviado após fecharmos a lista, fazermos um RSVP, ligarmos, mandamos SMS, passarmos um relatório para as assessorias de imprensa ávidas por nomes colunáveis para pautarem a imprensa. E enquanto o telefone não para com pedidos que devem ser analisados, o cliente e assessoria podem retornar e dizer “Temos mais alguns nomes de pessoas importantes?”. E se há insatisfação, vamos – mais ainda – à luta. No dia do evento, chegamos sorrindo e ficamos ali na entrada para recebermos os convidados que confirmaram presença e salvar algum acompanhante que chegou sem uma prévia confirmação. Conversamos amenidades com os convidados, novos projetos, sorrimos. Circulamos por vários grupos para apresentarmos algumas pessoas-chave. E quase nunca sentamos. Ufa. Após a maratona do evento, que dura entre 3 e 4 horas, aí sim relaxamos um pouco para sentar com alguém mais íntimo ou nos permitimos tomar uma taça de alguma bebida, por favor!

No dia seguinte, geralmente já temos alguma reunião agendada, ou o relatório para enviar do evento da noite anterior. Afinal, o dia continua a ter início logo cedo, e como faz parte de nossa profissão, temos que trabalhar, checar e-mails e atender telefones, dia e noite. Afinal, caso já tenhamos reunião sobre algum evento todo o processo se repete e devemos sempre ser acessíveis. Será que você ainda acha fácil este processo? Imagine então o dia em que você passa por problema pessoal: separação, morte de família, dor, gripe/resfriado, e mesmo assim tem a obrigação de aparecer sorrindo como se nada tivesse acontecido. Pensem sobre o assunto quando falar com seu amigo promoter, e, por favor, quando confirmar presença, apareça, já que estaremos lá na entrada lhe esperando com o nosso melhor sorriso. SEMPRE!
Super Fresh!
por Cacá Di Guglielmo

Piano Club é um trio belga formado por Antony, Jayce e Salvio. Começaram em 2008, tem três singles lançados, fazem parte da gravadora independente Jaune Orange e acabam de soltar o primeiro álbum, “Andromedia”. Estas foram todas as informações que consegui nas minhas pesquisas, e olha que gastei um bom tempo procurando. O som é uma mistura de indie/dance/psicodélico. Nem todas as músicas me agradaram, mas “Love Hurts” e a mais recente, “Not Too Old” (com batidas eletrônicas e cara de hit), são bacanas e valem a audição… Fora que o vídeo de “Love Hurts” é bem divertido. Enjoy! Pra saber mais, vá até o myspace dos caras.
Dizem que sou louco
por Zeca Gutierres
A gente se lembra do Titi Freak dos primórdios da SIMPLES? (assim mesmo, com interrogação), da época do Alê Faljone, fundador da revista. O desenhista, que tinha trabalhado no estúdio de Mauricio de Sousa, trazia alguns traços infantis daqueles personagens, mas tinha o spray como base. Pois bem… tantos e tantos anos depois, Titi Freak é um dos artistas mais reconhecidos da galeria Choque Cultural e abre no dia 14 de agosto a exposição SEMPRE por lá. A mulher dele, Yumi, também faz o mesmo, só que no Acervo da Choque. Fica aqui a dica para quem curte arte no grafite e quer saber de onde vêm alguns dos pilares do movimento em São Paulo.

Obra de Titi Freak

Obra de Yumi
UnNatural por Yumi @ Acervo da Choque
Abertura: 14 de agosto, das 16h às 20h
De 14 de agosto a 2 de outubro
Rua Medeiros de Albuquerque, 250, Vila Madalena, São Paulo
Telefone (11) 3061-4051
www.choquecultural.com.br
galeria@choquecultural.com.br
Sábado, das 13h às 18h, entrada livre
Grátis – Livre
SEMPRE por Titi Freak @ Choque Cultural
Abertura: 14 de agosto, das 16h às 20h
De 14 de agosto a 2 de outubro
Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo
Telefone: (11) 3061-4051
www.choquecultural.com.br
galeria@choquecultural.com.br
Terça-feira a sábado, das 12h às 19h
Grátis – Livre
Simpatia
por Annamaria Bonanomi
Queridinho dos nova-iorquinos, o New Museum recebe a mostra individual “Rivane Neuenschwander: A Day Like Any Other “, da brasileira Rivane Neuenschwander, até dia 19 de setembro. A exposição faz uma retrospectiva do trabalho conceitual da artista, que explora diversas técnicas, como pintura, fotografia, vídeo, escultura, performance, instalação e ações coletivas. “O fato de Neuenschwander extravagantemente ignorar as categorias artísticas faz com que o trabalho dela seja muito relevante para a atualidade. É a tranquilidade com que ela vê o mundo que garante o frescor e a profundidade da arte”, afirma Richard Flood, curador-chefe do museu. E essa despretensão em apresentar algo estritamente classificado como arte pode ser vista na instalação “I Wish Your Wish”, que reúne milhares de fitas de pano, que imitam as fitinhas do Senhor do Bonfim, com pedidos de visitantes coletados em outras mostras. Como parte da obra, os visitantes são convidados a substituir as fitas por tiras de papel com os próprios pedidos, mantendo a instalação “viva”. Simples e inteligente…




Meu Deus do Céu
por Zeca Gutierres
Saiu numa coluna preguiça do “Estadão” que Edir Macedo vai construir uma réplica do Templo de Salomão no Brás, em São Paulo. Vai abrigar 10 mil fieis e vai custar 22 milhões. Aí a gente se pergunta: é mais fácil um camelo pobre como eu entrar no buraco de uma agulha ou um jumento rico como o Seu Edir adentrar o reino de Deus?

