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Arquivo: maio, 2010

Britânicos na área
fotos Cadú Coppini

Fotografamos o show do We Have Band no Hot Hot. Vá ao canal À Noite.

we have band

escrito por Guti

maio 26, 2010 às 5:45 pm

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Mãe da rua
texto Zeca Gutierres

retrato[2]Silvia é mãe de três filhos. Caio, o do meio, foi quem tirou a foto. Eles cresceram em São José do Rio Preto e nunca tiveram um pai para bancar a história. Seu Antonio morreu quando Roberto, o da direita, tinha um ano. Causa natural de tanto beber. A dona de casa nunca mais casou, até porque depositou nos filhos toda a energia que tinha. Eduardo deu muito trabalho e foi um dos piores alunos da turma. Era tão endiabrado que pichava o próprio nome no muro da escola. Roberto, coitado, tinha um pequeno defeito na perna que o deixou coxo. Foi motivo de piada na escola e cresceu com um baita complexo de inferioridade - tanto é que seguiu o mesmo caminho do pai. Eduardo, como todo pisciano, era criativo: desmontava e montava aparelhos eletrônicos sem que eles perdessem o tino. Cresceu e virou contador, pois no mundo de quem tem pouco não é aptidão que faz verão. Silvia, que nem lembra mais quantos anos tem, manteve uma relação muito próxima com os filhos - a ponto deles, ainda adolescentes, terem ”fugido” de casa. Como se diz no interior: ser visita é muito melhor. Caio entrou para o mundo do crime, no dos pequenos crimes, mas se levantou depois dos 40. Hoje, cansado de apanhar, mantém uma rede de desmanche, só que não desmancha mais carro roubado. Roberto trocou a ficha branca do Alcoólicos Anônimos umas 20 vezes. Sempre recaiu e voltou pra sala com o rabo entre as pernas. Dona Silvia já cansou de recorrer a Nossa Senhora, até porque o tempo se encarregou de aliviar as insanidades do tiozinho. Aos domingos, principalmente na época de festa, eles se reúnem na casa que a mãe comprou em São Paulo, perto do Aeroporto de Congonhas. Fica a cargo de Eduardo levar as comidas, que até hoje divide os gastos direitinho. Caio sempre rouba no baralho e prepara as bebidas como ninguém. Roberto, a contragosto, fica bem longe do bar.

retrato01

 

[As fotos da categoria RETRATO foram achadas em lixos e ruas e o fotógrafo Paulo Otero as guarda como arquivo de memórias esquecidas. O texto, por sua vez, é ficção]

escrito por Guti

maio 26, 2010 às 12:15 pm

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Água com açúcar
por Sarah Maluf

telao1Terminou nesse fim de semana mais uma edição do Festival de Cannes. Mas, além de Javier Bardem, Juliette Binoche e Tim Burton – como presidente do júri deste ano – pouco se viu sobre o festival, considerado o principal do cinema mundial (sim, para os cinéfilos, conta mais pontos que o Oscar). Ainda não entendi muito bem o motivo, mas não é difícil perceber que esta edição passou despercebida, apagada entre chuvas, atrasos e improvisos. Uma pena para um festival que, desde sua criação em 1946, carrega a tradição de revelar diretores, escandalizar com produções independentes ou até mesmo inserir atores europeus no mercado mundial da Sétima Arte. Este ano, até a entrega da Palma de Ouro ao filme “Lung Boonmee Raluek Chat”, do diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul, ganhou ares de “se não tem tu, vai tu mesmo…” e recebeu duras críticas da bairrista imprensa francesa. Mas, como nem tudo é desgraça, Juliette Binoche se sobressaiu, chorou (não borrou a maquiagem, já que fez a linha “sou uma atriz e não um produto” e apareceu de cara limpa) falou e foi ouvida sobre a censura no Irã. A atriz foi uma das grandes sensações e levou o prêmio de Melhor Atriz pela atuação em “Copie Conforme”, do diretor iraniano Abbas Kiarostami, velho conhecido em Cannes. Já Javier Bardem, além de ficar com o prêmio de Melhor Ator por “Biutiful”, do diretor mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritu (outra figurinha carimbada em edições do festival), levou o “troféu ternurinha” pela declaração de amor eterno à namorada Penélope Cruz. Com o fim das festas, desfiles no tapete vermelho e congestionamento de lanchas em Cannes é possível resgatar também algumas produções que chamaram a atenção dos críticos, como “Copie Conforme”, “La Nostra Vita”, de Daniele Luchetti, “Des Hommes e des Dieux”, de Xavier Beauvois, “Ano Bissexto”, de Michael Rowe e “Poetry”, de Lee Changdong.

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escrito por Guti

maio 24, 2010 às 7:13 pm

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Achados de Lost
da redação

telao1Raramente uma série lança tantos personagens bons como “Lost”, que chegou ao fim nesse domingo nos Estados Unidos. OnSpeed, que é fã da história, aposta que quatro deles receberão convites dos grandes estúdios de Hollywood. E os outros devem ajudar no ibope de muito seriado daqui pra frente, como vem fazendo Elizabeth Mitchell (a Juliet) em “V”. E o bom de “Lost” é que ele valorizou belezas não ocidentais.

lost

Mas vamos começar com o típico norte-americano Matthew Fox. Além de ser o mais experiente da série, com longas e seriados na bagagem, é o mais bonito que já pisou naquela ilha – até mais do que Josh Holloway, o loirão Sawyer.

matthew-fox

Yunjin Kim, a Sun, tem tudo para fazer papeis de oriental em grandes produções.

shan

Michael Emerson, o malvado Benjamin Linus, a gente aposta porque, além de ótimo ator, ele tem esse ar de psicopata. Bom pra filmes de suspense.

linus

Naveen Andrews, o Sayid da série, já apareceu em longas como “Valente”, com Jodie Foster. Ele é ótimo, sexy e ajuda a humanizar a imagem do árabe nos EUA.

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escrito por Guti

maio 24, 2010 às 5:16 pm

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Publi

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escrito por Guti

maio 24, 2010 às 2:22 pm

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Terça cheia
da redação

musica7O Cacá Di Guglielmo já falou desta banda aqui e o show de amanhã, terça-feira, no clube paulistano Hot Hot é a primeira iniciativa da marca Emme no mundo da música. We Have Band é muito boa e para saber mais entre aqui e confira a nota do nosso colunista de música.

escrito por Guti

maio 24, 2010 às 2:11 pm

postado em MÚSICA

O próximo…
por Zeca Gutierres

mau-humor4Não, minha gente, vida de hostess não é nada fácil. No sábado fomos ver um DJ gringo tocar, mas ficamos mais tempo com a amiga na porta do que na pista. Em duas horas ouvi coisas que me deixariam com tanto mau humor… Situações que vão além do “sabe quem eu sou?”, tão normais em qualquer casa noturna e festa de São Paulo. Um rapaz, por exemplo, chegou dizendo que o nome dele estava na lista, mas claro que não estava. Depois perguntou se havia consumação. A reposta foi “não”. Então ele perguntou: “Não tem mesmo?”. Calma, ela respondeu que naquela noite não havia consumação . “Você tem certeza?”, emendou ele. Daí nossa amiga só fez aquela maravilhosa cara de paisagem… Uma peruette qualquer foi mais abusada e perguntou se tinha desconto. A hostess disse que poderia colocar o nome dela na lista vip, que tirava apenas uma parte da entrada. Ela respondeu que sim, pegou o convite, virou a cabeça com efeito e jogou o cabelo em cima de todo mundo. Lógico, sem agradecer. Um marmanjo, de tão bêbado, quase derrubou o balcão com as listas. Um outro, a convite de um promoter, levou tanta gente vip que parecia a Festa da Uva. Pior na hora do congestionamento, com um monte de gente pedindo pra entrar de graça ao mesmo tempo. Nada fácil né?

egipsia 

escrito por Guti

maio 24, 2010 às 12:09 pm

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Leitura de menina
por Gabi Prado

girlie[1]Nada melhor do que ler para relaxar… Depois do dia cansativo de trabalho, da aula de ioga, dos sobrinhos berrando titia, de um bom vinho, a leitura é sempre uma ótima pedida para nos levar a descobrir personagens fictícios que acabam fazendo parte da nossa vida. Meninas, escolhi hoje três livrinhos básicos, que todas nós amamos, para passar o tempo divertidamente. “Quinta Avenida nº 1”: a história se passa no prédio mais famoso da avenida de Manhattan, e conta a vida de cada morador por lá. Escrito por Candance Busshnel, a mesma de “Sex and the city”, é para começar já neste final de semana! “As 100 +”, por Nina Garcia, editora de moda da “Marie Claire” norte-americana e jurada do programa “Project Runway”, é uma espécie de guia do guarda-roupa das mulheres, desde saltos até perfumes. Para carregar a tiracolo. “Clarice”, a biografia da escritora, criada pelo norte-americano Benjamim Moser, revela aspectos fundamentais da trajetória dela. Agora é só mergulhar no mundo da leitura e nem ver o tempo passar…

clarisse

escrito por Guti

maio 22, 2010 às 1:13 pm

postado em Sem categoria