Arquivo: janeiro, 2010
Pra começar a semana animadinho…
Cores e formas urbanas
da redação
Onspeed visitou a exposição dos norte-americanos Gary Baseman e Shag, que abriu a programação de 2010 da galeria Choque Cultural. Aproveitamos para bater um papo com os artistas e entender a arte de cada um, além de saber a percepção sobre São Paulo.
Gary Baseman – ilustrador e cartunista. Mora em Los Angeles e faz trabalhos de editoração e produção e direção de filmes de animação. Já foi eleito pela “Entretainment Weekly” uma das 100 pessoas mais criativas do mundo.
Como você define sua arte multimídia? “Quero atravessar barreiras e quebrar todos os limites que as pessoas costumam se impor.”
Você sente que caminha por mundos distintos com sua arte? “Não acho que são mundos distintos. Gosto de criar meus próprios mundos, de deixar minha marca onde quiser e não onde a sociedade me diz que devo colocá-la.”
Foi bom colaborar com a Disney? (Gary foi criador e produtor executivo da série de TV “The Teachers Pet”). “Foi bom, ganhamos três Emmys e, apesar de ser a Disney, não foi um desenho que seguiu o molde da empresa. Foi um show ousado, tinha caráter, sarcasmo.”
Conhece a cultura brasileira? “Conheço alguns artistas que respeito. Dias atrás tive contato com alguns artistas do grafite, como Zezão e Spetto. Eu e o Spetto bolamos um personagem juntos.”
Gosta do Brasil? “Gosto muito, já é a terceira vez que venho para cá. Vou ficar aqui até o final do Carnaval e talvez vá para a Bahia. Estive aqui no Carnaval, há dois anos, e usei muito do que vi nos meus festivais. Foram ótimas inspirações!”
SHAG – Josh Agle, conhecido como Shag, é pintor, ilustrador e designer. Procura inspiração no estúdio dele, com vista para os morros de Los Angeles. Não raramente apresenta suas obras em Nova York, Paris e Tóquio.
Você é um Angelino nato. O que está achando da loucura do tempo em São Paulo? “Acabo de chegar e já percebi que a cidade é wild! Estou admirado com ela, com a energia daqui. Acho que é a única cidade no mundo que me lembrou Tóquio.”
E sua relação com Los Angeles? Percebe-se muito o lifestyle da cidade em suas obras… “Quando comecei a pintar, há 15 ou 16 anos, tudo o que queria era ter uma casa grande, com um carro novo na garagem, mulher e dois filhos. De preferência ter uma vista de cima do Hollywood Hills. Queria ser famoso, saber o que era reconhecido. Agora que tenho tudo isso, acho que me voltei contra a cidade e os seus valores.”
Por isso a guinada no tom das suas obras? “Sim, há uns 18 meses percebi que estava pintando o que os outros queriam. E eles queriam gatos voluptuosos, esculturas de TIKIS em safáris… Essas coisas não combinam mais comigo. Deixaram-me rico, mas não me satisfazem.”
Seus quadros de antigamente me lembraram muito David Hockney… “Sim, é verdade. As piscinas, a atmosfera de calor e Califórnia, tudo isso é muito L.A., muito Hockney. Ultimamente acho que me baseio mais em suas obras dos anos 80, quando ele pintava panorâmicas de Mulholand Dr. Acho que me identifico com ele e um pouco de Bosch (Hieronymus Bosch).”
E o que as pessoas acharam da mudança? “Algumas pessoas não gostaram, perguntavam por que eu estava mudando meu estilo, gostavam dos gatos. Mas a maioria me apoiou bastante, ficaram empolgados.”
Vai continuar vivendo em L.A por enquanto? “Sim, sim… Ainda gosto muito do clima. Talvez mude para Nova York ou talvez a Noruega. Minha família é de lá e a última vez que fui eu senti um chamado lá…”
Também fica no Brasil para o Carnaval? “Não, não… Tenho que voltar para Palm Springs! Vou abrir uma loja lá.”
Shag e Gary Baseman
Gary Baseman com desenho criado com Spetto
Inspiração de Gary no Carnaval carioca
Gary Baseman
Shag
“The Egg and the Ant” – 2009 – SHAG
“Page 345″ – 2010 – Gary Baseman
Obras de Gary Baseman
A exposição fica em cartaz até 27 de fevereiro.
Um brinde a São Paulo!
por Dafna Blaschkauer
Se tem algo que paulista se orgulha é da quantidade e variedade de restaurantes na capital! E para comemorar a semana do “nosso aniversário”, selecionei restaurantes que têm a cara de Sampa, quer seja pela localização, ambiente ou história de amor à cidade!
Lanchonete da Cidade – O nome já diz tudo: é uma homenagem à Sampa! A decoração à maneira vintage cria o ambiente perfeito para entrar no clima e se deliciar com os sanduiches! Vale provar o X-Totó, ou hot dog (terceiro ano consecutivo como o melhor da “Vejinha”), que tem a companhia de queijo estepe derretido e um molho de tomate fresco cheio de pedacinhos (R$15,50). Se preferir um hambúrguer, não hesite em pedir o clássico Bombom Deluxe (220g de kobe beef) em delicioso pão preto (R$ 28,50) ou a novidade Paris: hambúrguer ‘au poivre’ apimentado com roti de cogumelos, endívias e tomate. Site oficial.
Sujinho – Bisteca D’ Ouro – O nome poderia ser um antimarketing, mas foi o contrário! A casa vive cheia e o público continua elegendo a bisteca bovina o prato preferido! Trata-se de uma peça de 700gr com osso (R$ 22,80) sempre ao ponto ou um pouco mais passada. De guarnição, a boa pedida é a mandioca frita (R$ 6,80) e o repolho curtido (R$ 2,20). Site oficial.
Moraes – É a casa de carnes mais antiga da cidade, há 8 décadas satisfaz o paladar de gerações de paulistanos! Seus bifes de filé mignon não passam por grelha: são preparados na frigideira com óleo de soja. Escolhe-se entre 17 opções, portanto, recomendo começar com a tradicional da casa, ao alho e óleo, acompanhado de fritas (R$ 49,25 – 230g ou R$ 67,30 – 430g). Site oficial.
Famiglia Mancini – Um dos endereços culinários mais concorridos da cidade, tem filas diárias na porta. Atrai um publico fiel, não só de paulistanos, mas de outras cidades e até de outros países. A melhor pedida aqui é percorrer o balcão de antepastos (R$ 80 o quilo) e fazer um pour pourri dentre a centena de opções acompanhando de uma cervejota ou vinho. Grande variedade de queijos, deliciosas azeitonas, sardela napolitana, aspargos, aliche, carpaccios diversos, prosciutto di Parma, entre vários outros. Site oficial.
Ponto Chic – Nem pense em fugir do trivial! O velho e bom sanduíche Bauru foi inventado aqui nos anos 30 e é imbatível! Vem com abundante recheio de rosbife de lagarto, fatias de tomate, pepino em conserva e uma mistura dos queijos suíço, estepe, prato e gouda (R$14,40). Uma delícia a qualquer hora do dia ou da noite. Para os curiosos de plantão, a casa foi inaugurada em data próxima à Semana de Arte Moderna e ganhou fama devido as instalações consideradas modernas e “chiques”, daí surgiu o nome “Ponto Chic”. Site oficial.
Bolinha – É a mais famosa feijoada da cidade! Servida diariamente em cumbucas fumegantes. Para iniciar esta “leve” refeição, vem à mesa batida de limão, torresmo crocante, linguiça e mandioca fritas. Há uma opção mais leve, preparada com carnes magras para quem quer manter a linha. E às sextas-feiras faz uma versão com bacalhau, farofa de dendê e camarão ao aolho e óleo. (R$ 70 de segunda a sexta e R$ 82 aos sábados, domingos e feriados). A dica aqui é na promoção para casais, apos às 19h: mulheres não pagam pelo prato! Site oficial.

Fique por dentro
da redação
O dia começou chuvoso na maior cidade do país e isso já é um ótimo motivo para ficar em casa. Mas calma na preguiça que o fim de semana está só começando e tem muita coisa para fazer em São Paulo. Então crie coragem, saia de casa e curta a folga.
Arte – É neste sábado a abertura da exposição “Brava Gente”, do artista Tide Hellmeister, na Caixa Cultural, no Centro. Começa também a mostra “A Arte de J. Borges: do Cordel à Xilogravura”, também na Caixa Cultural.

Música – O Metallica chega e faz show da turnê “Death Magnetic Tour”, no Estádio do Morumbi. Hamilton de Holanda e Yamandu Costa se apresentam no Auditório Ibirapuera. Na tarde de domingo, o Estúdio La Casa de Musica e a Casa das Caldeiras apresentam o “São, São Paulo Festival”. Das 14h às 22h.O reggae do Alpha Blondy e The Wailers também anima o Credicard Hall.

Cinema – “Nine” – que reúne Penélope Cruz, Nicole Kidman, Marion Cottilard e Sophia Loren – chegou aos cinemas do país nessa sexta-feira. A história é baseada no musical “81/2”, da Broadway. Já o longa “Invictus” é baseado no livro de John Carlin e dirigido por Clint Eastwood, que decidiu levar ao cinema a história do líder africano Nelson Mandela, vivido por Morgan Freeman.

Teatro – O grupo Teatro da Vertigem apresenta mais um espetáculo, desta vez com personagens literalmente pendurados ao prédio do Sesc Paulista. “Kastelo” – inspirada no livro “O Castelo”, de Franz Kafka – fala sobre o trabalho no mundo de hoje e a plateia assiste ao espetáculo do terceiro andar. Mas fiquei ligado: se chover não acontece espetáculo e, por conta disso, a estreia foi adiada para o dia 4 de fevereiro. O que acontece por lá neste fim de semana será um ensaio aberto ao público. O Sesc Paulista fica na Avenida Paulista, 119.
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Acústica
da redação
O cantor e DJ Moby traz ao país em abril o show do novo álbum, “Wait For Me”. Ele se apresenta no dia 23 em São Paulo e depois segue para o Rio, onde sobe ao palco no dia 24. Este é o nono disco do DJ, lançado em junho do ano passado. Os ingressos devem ser vendidos no dia 11 de fevereiro. Ah, e a animação do vídeo abaixo é aquela criada pelo cineasta David Lynch para a música “Shot in the Back of the Head”.
Marca-passo
da redação
Um anel que registra o quanto você ama: esta é a definição do Sex Counter, um aro que vai em torno do pênis na hora do “bem bom” e conta o número de ‘BPM” – bombadinhas por minuto. É só ligar o reloginho e deixar contando todo o vai-e-vem da brincadeira. Ah, e para os interessados, dá para comprar pelo site. O mundo tá louco…

Nove semanas e meia de amor
da redação
“Um freak na cama”: é essa a descrição que Loredana Jolie fez de Tiger Woods. A mulher, que foi contratada pelo jogador de golfe por dois anos em 2007, contou ao “New York Post” que ele adora fantasias sexuais e que começava a transar às 21h e só parava quando o dia clareava. “Não acredito que a reabilitação dê um jeito, as fantasias dele não são normais. Às vezes ele gostava de ficar sentado, de terno, vendo mulheres pegando mulheres e homens dançando”. Loredana falou ainda que quando pedia por garotas, ele já exigia logo três. É claro que agora ela pretende ganhar US$ 1 milhão para contar todas as peripécias sexuais e ainda escrever um livro. Best-seller, claro. Agora, cá entre nós: que taradão o senhor, hein?


