Arquivo: dezembro, 2009
Susana Vieira e a primeira pessoa do singular
por Pedro Venceslau
Quem não tem pelo menos um amigo “egotriper” que jogue o primeiro espelho. Egotriper é aquele sujeito que não aguenta permanecer dez minutos em um diálogo sem contar pelo menos uma passagem pessoal mais interessante, mais ousada ou mais reluzente que a do interlocutor. Os mais discretos ainda inventam artimanhas mil para falar bem de si sem dar bandeira. Um exemplo. Seu amigo Astolfo (nome fictício) está contando um causo que envolve alguém importante da alta sociedade. Ele precisa muito dizer (mas sem falar) que é íntimo do sujeito. Existem duas opções. A primeira, mais descarada, é dizer na cara dura: “…aí o Senador – que é um querido, um fofo, um super amigo que me adora – foi lá e disse…”. A outra, menos escandalosa, é assim: “Então o Senador virou e disse: Astolfinho, o negócio é o seguinte…”. Não raro, o Senador em questão mal conhece o Astolfo. Ou conhece apenas o suficiente para responder “ah, sim , sei quem é..” se algum dia for confrontado com tamanha intimidade. Alguns jornalistas também não resistem a incontrolável vontade de sem meter no meio da história e roubar a cena. Nesses casos, é comum ler coisas do tipo “Fulano então virou-se para este repórter e, às gargalhadas , disse…”. Simples assim. O acréscimo das palavras “este repórter” e “às gargalhadas” deixa claro que o autor das mal traçadas linhas é unha-e-cutícula com o entrevistado. Ou seja: é um cara cool, descolado e muito bem relacionado. Dizem especialistas que ego é o centro da consciência inferior (diferente do Eu, que é centro superior da consciência). Quando o ego se submete ao id, aí danou-se. Ele torna-se imoral e destrutivo. E quando se submete ao superego, então, enlouquece de desespero. Se criassem um país do ego, ele se chamaria “Singular”. E Susana Vieira certamente seria a primeira pessoa a baixar por lá. Seria ela a primeira pessoa do singular em pessoa. A revista “Tititi” desta semana traz uma entrevista com a atriz. O título fala por si. “As divas não têm idade”. Não, ela não está falando Marilyn Monroe, Gisele Bundchen ou Salete Campari. A diva a que ela se refere é ela mesma, a primeira pessoa em pessoa, Na entrevista, Susana vai ainda mais longe. Pergunta: “Como encara o fato de ser uma pessoa tão polêmica?”. Resposta: “Sou uma mulher do povo e cheguei aqui com muita humildade”. Tipo assim: aqui onde? Na “Tititi”? No Projac? No salão do Julinho do Carmo? Segue a entrevista. Pegunta: “E o público mais jovem também a assedia?”. Resposta: “Teve um final de semana que vários jovens me cumprimentaram na rua. Estou conquistando esse público agora. Sou abençoada por ver tanta gente diferente que admira meu trabalho”. Por gente diferente leia-se Marcelo Silva, o ex-policial que lutava com a sombra? Ou Sandro Pedroso, o mágico de Oz? Por essas e por outras que Pelé é o cara. Ele descobriu a fórmula perfeita para lidar com isso. Abandou de vez a primeira pessoa do singular. Mais que isso. Se dividiu em dois. Para falar (bem) do Pelé sem constrangimento, ele chama o Edson. E vice-versa.

Siga no contorno
por Zeca Gutierres
Já tem um monte de gente dizendo que vai conferir a exposição “Para Maiores” na galeria Miniloft, que fica na alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo, As obras, como o próprio nome sugere, são de cunho erótico e os artistas são Renato De Cara, Zed Nesti, Roberto Wagner, Daniel Malva (a home do nosso site esta semana), Dadá Cardoso e Florian Raiss, entre outros. Bom, acontece que as imagens só ficam expostas por 24 horas. Depois vão pro acervo da galeria. A disposição dos trabalhos é um ponto inusitado da mostra. Tudo nesta quinta-feira (10/12).

Zed Nesti

Florian Raiss

Frederico Reis

Coletivo-3-D-4

Roberto Wagner
Daniel Malva
Exposição ‘Para Maiores’
Data: 10 de dezembro, quinta-feira
Horário: a partir das 21h.
Local: MiniLoft – Photo & Design Gallery
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 338
Tel.: 2503.9260
Dj: AKA + Boobarella + Giselle Von Eye + Betania Garib
Huuummmm
por Dafna Blaschkauer
Quais ingredientes fazem um chocolate campeão? Sem duvida, a matéria-prima, uma produção de caráter artesanal e o capricho na apresentação são determinantes. Confira algumas dicas para se deliciar com os melhores chocolates de São Paulo! Em tempo: a lista não está em ordem de ranking, mas você pode ter certeza de que todas foram devidamente avaliadas, pois pratico diariamente o ofício de comer chocolate!
1. Chocolat du Jour – É pioneira no mercado dos bombons gourmet. A dificuldade está na escolha do que provar, dada a variedade e opções. Não saia da loja sem saborear as trufas (preço médio: R$ 4,80 / unidade), o delicado quebra-cabecas feito com cacau cultivado na Bahia (R$ 27 / 120 gramas) ou a porção de amêndoas envoltas em uma mistura de chocolate nacional e belga polvilhadas com cacau (R$ 209 /caixa de 300 gr). É possível fazer as compras diretamente do site, portanto, cuidado para não se empolgar demais.

2. Pati Piva – Sobra delicadeza na apresentação, além de ter um ambiente convidativo para sentar por várias horas para saborear diversas delícias. Comece com a trufa de champanhe rose e um quadradinho de gianduia (R$ 5 cada) e finalize com as deliciosas ‘bruxinhas’, feitas com camada de biscoito e recheio de brigadeiro. Tem no shopping Cidade jardim, Daslu e na Rua Oscar Freire.
3. Chocolat Des Arts – A arte de chocolate! Loja clean, moderna, com uma agradável área externa. Usa chocolates belga e francês de origem, selecionados e harmonizados com ingredientes naturais, exóticos e tradicionais. Prove o bombom La Kama, mistura de gengibre, canela e pimenta, ou o bombom de goiaba e creme de queijo brie (preço médio: R$ 4,80 / unidade). Site oficial.

4. Galeria Chocolate – O balcão de produção fica logo atrás da vitrine – à vista da clientela. Feitas com matéria-prima das marcas belgas Belcolade e Callebaut, e da francesa Valrhona, as tentações têm formas esculturais (experimente o sapato de salto alto!) e acabamento refinado. As boas pedidas aqui? O bombom de tangerina (R$ 3) ou a picante trufa de curry (R$ 4,40). Se você gosta do puro chocolate ao leite ou chocolate amargo, vá direto ao ponto, pois certamente perceberá a diferença em comer um chocolate gourmet! Site oficial.
5. Tanarive Cacau Gourmet – A casa usa matéria-prima de origem controlada, das marcas belgas Belcolade e Calebbaut e da francesa Valrhona. Não faltam tentações: experimente as lascas quebradas de chocolate ao leite com avelã ou, se preferir, uma versão azedinha, como o Lampone, com framboesa combinado com cacau de Java (33%). São 21 opções irresistíveis de bombons, que ficam expostos em bandejas douradas (R$ 3 a R$ 4,50 a unidade). Site oficial.

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Um convite no lugar de mil palavras

Cabeça de pose
por Zeca Gutierres
Era só uma brincadeira entre vizinhos aqui do prédio onde moro no bairro da Aclimação, mas ficou tão divertido que eu não resisti. Vai pro Humor. O nome da modelo é Lorena Utimura, uma mocinha esperta que pegou a brincadeira com as mãos e foi longe.










Little Shop
por Luis Da Silva aka Pardal
Christmas again… E para aqueles com poucas ideias e tempo para comprar os presentes, a Monocle Shop é o destino! Uma criação do super media guru Tyler Brule, Monocle é uma loja do mesmo nome da revista, aliás, umas das melhoras magazines dos últimos anos. E o que esta loja tão pequena tem de tão especial? São as colaborações que vários estilistas, designers, músicos e artistas fazem, porque são todos fãs da revista e da originalidade dele. Tudo produzido exclusivamente e com pouca quantidade, claro. Sugestões: fragrância Comme des Garçons, notebook Valextra leather, camisetas Oliver Spencer, jaquetas Woolrich, relógios Beams, bike Skeppshult V-Bike e a lista continua… Para aqueles que vão a Los Angeles, já existe uma loja por lá. Para o próximo ano vem Tóquio e Hong Kong. São Paulo também merecia uma. The Monocle Shop é um pequeno espaço com grandes ideias. Great.




Vai, antenado!
da redação
O site Mapa das Artes, do jornalista Celso Fioravante, acaba de lançar mais um projeto inovador: o 1° Salão dos Artistas Sem Galeria, direcionado a todos aqueles que lutam por um lugar ao sol no competitivo circuito das artes. Para se inscrever, o artista precisa ter mais de 16 anos, não pode ter galeria em São Paulo ou Rio de Janeiro e deve estar disposto a gastar R$ 100 para fazer a inscrição. Os inscritos serão avaliados por um júri altamente especializado e os portfólios selecionados serão apresentados a galerias do Rio e de São Paulo. Os selecionados ganharão ainda uma mostra coletiva e, entre eles, três sairão premiados. As inscrições vão até 30 de janeiro. Mais informações na seção Salões do Mapa das Artes,


