Arquivo: novembro, 2009
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Lenha na fogueira

Nas fotos de Paulo Otero, como convidado especial de OnSpeed, veja como foi a Mothership especial no D-Edge, nessa terça-feira (17/11). Nas pick ups, a alemã Ellen Allien. Entre na coluna À Noite.

Prenda a respiração
por Cacá Di Guglielmo
A primeira vez que ouvi The Main Drag foi no ano passado. Gostei logo de cara e comecei a baixar o que encontrava. No meio de tantos downloads, meio que esqueci deles. Ontem, em casa, procurando um telefone no bloquinho de anotações, me deparei com o nome da banda, da época em que os descobri. Resolvi então, ainda que tardiamente, escrever um post sobre esse grupo de Boston. Originalmente formado por Adam Arrigo e Matt Levitt em 2004, eles foram se expandindo através dos anos, e hoje contam com cinco integrantes. Misturando vários elementos que vão do pop folk ao eletrônico, eles mantém a aura indie com melodias suaves e letras apaixonadas. Mês que vem soltam o terceiro trabalho de estudio, “You Are Underwater”, que sairá a princípio para download. A edição física do CD será lançada no começo de 2010. O primeiro vídeo desse trabalho é “Dove Nets” (você confere baixo), que abusa das animações com um efeito incrível. Enjoy!
Botox do bom
por Cacá Di Guglielmo

A França sempre foi um celeiro de bons projetos eletrônicos (vide Air, Daft Punk, Phoenix, Telepopmusik, Sebastien Tellier e Laurent Garnier, entre outros), e boa música em geral. Em 2006, Benjamim Bouget a.k.a Cosmo Vitelli, também o fundador do selo “I’m a Cliché”, se juntou a Julien Briffaz e formou o Bot’Ox (o nome já é ótimo!). “Não perguntem e nem tentem categorizar o Bot’Ox. O nosso som vai além de rótulos e, com o novo single, vamos levar isso a outro nível”, fervem. Numa linha mais calma – que é bem comum entre os franceses -devem conquistar os mesmos fãs das bandas acima citadas. Recentemente assinaram com a DFA Records para distribuir o novo trabalho e o álbum que deve sair no começo de 2010.
* Mal posso esperar!
Loco Dice flerta até com rumba
por Monique Oliveira
De ecos minimalistas ao groove nova-iorquino, Dice e sua linha de baixo Loco Dice, ou Dice Corleone, veio da Tunisia e acabou fazendo escala na Alemanha, como muitos. Além do minimalismo e do groove, ele passou pelo hip-hop, colaborou com caras como Jamiroquai e Ice Cube e fundou o selo Desolat com Martin Buttrich. Agora, em Nova York, flerta com o house. Neste ano, veio com o “Loco Dice Labs”, coletânea com dois CDs e 26 faixas, e trouxe remixes que revelou nomes como o argentino Guti, com “Salsón”. De 2006, quando estourou o hit “Rain Drops On My Window” (que saiu pelo Cadenza e era, contraditoriamente, uma bomba-minimalista), até o Labs (com Mathias Kaden remixado com rumba em “Below the Radar”), Loco Dice mostra a faceta flexível e sensitiva. Hoje, no D-Edge. Leia a entrevista exclusiva.

1. No seu MySpace, você mencionou a habilidade de conhecer as pessoas, “o que elas sentem, o que imaginam”. Qual o seu sentimento sobre a América do Sul? Loco – “Eu sempre me aprofundo na situação. Sou como um médico. Você não pode tocar as mesmas músicas na América do Sul e no Japão. A experimentação ao longo dos anos traz essa habilidade de entender que no Brasil as mulheres amam dançar e o público interage melhor com tracks funky, mais dance e com mais vocais. Já em Tóquio, o público gosta mais de sons dark, pesados. Enfim, as pessoas sempre estão esperando por algo a mais e o meu trabalho é traduzir isso nas minhas apresentações.”
2. Você é da Tunísia, foi parar em Düsseldorf (Alemanha) e flertou com o hip-hop, mas acabou no tecno e no house. Como classificaria o estilo loco-dice? Loco – “Sou o mesmo de sempre. Mas, claro, tudo depende do público para o qual eu toco.”
3. Este ano foi lançado o “Loco Dice Labs”, com faixas de novatos como o Guti, que também tocou recentemente no D-Edge. Você apontaria algumas promessas de produtores? Loco – “Você acabou de falar o nome! Um deles é o Guti, que é um artista muito talentoso, e o outro é o Livio & Roby.”
4. Qual o critério do seu selo, Desolat, para escolher artistas? Loco – “O Desolat é uma grande família. E o convite acontece naturalmente. Por exemplo: gostei muito de uma faixa do Guti e fui me aprofundar em suas produções. Me deparei, então, com mais sete faixas excepcionais. É uma reação química!”
5. Como classificaria a faixa perfeita? E o que você pensa sobre a classificação de gêneros (minimal, microhouse etc). Isso faz sentido pra você, como produtor? Loco – “Não há uma faixa perfeita. Depende muito do referencial. Eu poderia dizer que uma boa faixa contém elementos para agradar diferentes pessoas, etnias e, quando você toca, todos entendem e dançam. Todos os seres têm diferentes percepções e o desafio é encontrar a interligação entre eles por meio da música. As subdivisões em gêneros facilitam para as pessoas que não são iniciadas, mas, ao mesmo tempo, está cada vez mais difícil classificar… Você entra em sites de venda e uma faixa pode estar classificada como tecno em uma determinada loja e como house em outra.”
6. O que te inspira? O que tem ouvido ultimamente? Loco – “A minha vida é a inspiração. Tenho escutado muito jazz quando vou jantar, tomando um vinho ou até mesmo quando vou dormir. Procuro escutar músicas de diferentes nacionalidades.”

Ouça:
Loco Dice – Rain Drops On My Window
Loco Dice Lab 01 – Damian Schwartz & Guti – Salon
Loco Dice Lab 01 – Terrence Dixon – Below Radar (Rhythm Is Rhythm Remix By Mathias Kaden)
Carnaval paulista
por Zeca Gutierres
Confira no canal À Noite a performance de osgemeos no centro de São Paulo, nessa quinta-feira, 12/11. O grupo francês Plasticiens Volants estava lá com eles no Carnaval do grafite. Fotos de Cadú Coppini.

Oi? Eu quero um moicano!
por Larissa Marques

Rockfellas foi uma das primeiras festas do Vegas, clube que levou a gente pro Baixo Augusta. Com 4 aninhos e firme na pegada rock and roll, seja ele da vertente que for, a festa é mantida pelo Tibira, que também é dono do local e um entusiasta do nosso bom velhinho, embora goste muito de experimentar levando ska, rockabilly e pop rock pra lá. Pra comemorar as quatro primaveras, a Rockfellas recebe hoje (12/11) a discotecagem do Wattie, vocalista do The Exploited, uma das principais bandas da segunda onda do movimento punk, que ia contra os Sex Pistols e UK Subs. Olha eles abaixo.
Será que vai rolar aquele moicano vermelho lindo, que agradou tanto à Vivienne Westwood? Pra complementar a noite, André Juliani aka Hematoma, Ana Flávia, China, Tibira, Pati Laundry e Vanessa Porto, dividem as picapes do lobby, enquanto a pista é mantida pelas mãos de Lucio Ribeiro e Focka. E, pra quem quiser ver a performance alive do The Exploited, vale dar uma chegada no Inferno Club, ali na Augusta também, no sábado, dia 14 de novembro.

Tibira, da Rockfellas
Agora vai!
por Cacá Di Guglielmo

Depois de um certo sucesso com o primeiro álbum “Galore”(2007), o duo canadense Dragonette está de volta com um novo trabalho de estúdio, o ótimo “Fixin to Thrill”, que saiu em setembro. A faixa-título que abre o álbum vem com pegada rocker e camadas de guitarras distorcidas sobrepostas ao sintetizador. Mas, à medida que o disco evolui, a rebeldia vai ficando de lado, dando lugar a canções mais “pop” e dançantes, que fizeram a fama do grupo. A voz de Martina Sorbara em “Come on Be Good” parece a reencarnação do Missing Persons(banda ícone do electro pop dos anos 80). Depois de mudarem pra Londres e abrir shows do Basement Jaxx e Sugarbabes, o Dragonette já caminha com as próprias pernas, e a agenda dos caras está lotada até o ano que vem. É essa nova geração que queremos ver nos palcos dos festivais, e não veteranos apáticos como o Primal Scream (já foram muito bons, diga-se de passagem) no último Planeta Terra. Como diz o Zé Simão, quem fica parado é poste!

