Arquivo: novembro, 2009
Buemba-buemba! São as revistas da Al-Qaeda
por Wagner Gorab
Há algumas semanas, um post do jornalista Neal Ungerleider causou frisson entre os veículos online do mundo inteiro. Por aqui, a notícia chegou por meio da Carta do Editor da Editora Abril, newsletter que veicula as principais notícias mundo afora para os profissionais do grupo – e muitas vezes fonte desta coluna. Neal desvendou um mercado editorial até então desconhecido do Ocidente: as revistas editadas pela Al-Qaeda, organização fundamentalista islâmica liderada por Osama Bin Laden e Ayman Zawahiri, e com ramificações internacionais. Apesar de circularem há alguns anos, o conteúdo foi amplamente discutido na internet apenas nas últimas semanas. Com um editorial explosivo – sem trocadilhos… – as publicações online “Sada al-Malahim” (O Eco da Batalha) e “Sada al-Jihad” (O Eco da Jihad) trazem um mix variado que permeia a condenação dos infiéis ao mundo árabe, fugas de prisões, perfil dos assassinos considerados heróis pela organização – como o homem-bomba que realizou o atentado ao príncipe saudita Mohammed bin Nayef no mês de agosto - até dicas triviais de como prevenir ou curar um resfriado. Boa parte do conteúdo das revistas é dedicada à política interna da organização e exalta a opinião dos seus líderes como principal diretriz para a luta da Jihad. Com um visual árido, poucas imagens e muito texto – chegam a quase 80 páginas – as publicações trazem algumas ilustrações que parecem piada. Em uma das páginas, a textura de um abacaxi funde-se à sublime imagem de uma granada. Na capa, uma outra imagem remete à construção engenhosa de uma bomba caseira, ao lado – novamente – de uma granada, iconografia predileta das publicações. Todo o conteúdo pode ser acessado facilmente em PDF pela internet. Segundo o bem-humorado autor do post, “se a mídia impressa não morre, ela pode matar você!”. Neste domingo, dia 29 de novembro, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu ao governo paquistanês que aumente a pressão bélica sobre a Al Qaeda e detenha os principais líderes, os próprios Osama bin Laden e Ayman Zawahiri, que devem estar escondidos no norte desse país. Após oito anos do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, especialistas acreditam que o movimento terrorista não dependa mais exclusivamente dos líderes – e, portanto, a sua captura seja apenas emblemática para o final do movimento – e não adiante muita coisa. O fanatismo e a devoção à Organização já são amplamente divulgados por meio de sites, blogs, fóruns, publicações e emissoras de TV, muitas vezes não diretamente ligados à Al-Qaeda. Com isso, as investidas bélicas, exigidas pela Inglaterra e EUA, só aumentam a quantidade de sangue derramado no mundo árabe – que se sente motivado a revidar e alastrar o ódio.

Paz e amor
por Zeca Gutierres
É da paz? Então vai gostar desta: o Instituto Sou da Paz celebra dez anos em um evento na Pinacoteca do Estado, na terça-feira, dia 1/12. Carolina Ferraz e Serginho Groisman serão os mestres de cerimônia. José Serra e Gilberto Kassab devem baixar por lá. Até um livro sobre a história da instituição vai ser lançado.

Noite suave
Mais uma festa na Diesel dos Jardins, e mais uma festa cheia de gente bacana! Foi nessa quinta-feira (26/11), para comemorar uma parceria da marca com a loja MiCasa, de Houssein Jarouche. Confira nossa seleção no canal À Noite.

Louco por pizza!
por Dafna Blaschkauer
Que São Paulo é a cidade da pizza, ninguém discorda, mas isso não significa que qualquer pizzaria da capital seja boa! Aliás, este é um tema que provoca saborosas discussões, pois é difícil chegar a um veredito final sobre qual é a melhor pizzaria da cidade! Portanto, coloco aqui as minhas favoritas e convido os leitores do Paladar a enriquecer esta lista para aumentar as nossas dúvidas sobre onde ir aos domingos.
* Veridiana: Se chegar com muita fome, inicie com o delicioso e crocante crostine! Tem uma ótima carta de vinhos e um ambiente superagradável, além das pizzas com ingredientes de primeira linha e bem recheadas. Não deixe de provar a pizza Napoli in Zucchini, com finíssimas fatias de abobrinha no azeite, alho e hortelã sobre molho de tomate e delicioso creme de ricota. Outra boa pedida é a Napoli in Parigi, com cogumelo-de-Paris, shitake, shimeji e azeitona verde ao olho e azeite. Preço médio R$ 50. Site oficial.
* Quintal do Braz: É a irmã caçula da premiada Braz. O que provar aqui? A Favorita, o nome já diz tudo: é para os fãs de 4 Queijos com ingredientes de primeira: queijo taleggio, pecorino, cacciocavalo e gorgonzola e, certamente, a Carola, que tem a forma de um disco piano numa das metades e de um calzone na outra. Preço médio R$ 50. Site oficial.
* A Tal da Pizza: Quer algo melhor do que comer pizza com a mão? Aqui não tem frescura, embora sobre requinte e categoria! Na unidade da Granja Viana é você quem busca as bebidas e anota em uma comanda, o ambiente é charmoso e ideal para ir com a família ou a dois. A dica é a Grande Hotel, queijo brie e geleia de framboesa, ou a Au Champagne, de trufas brancas, queijo marcarpone, sal marinho cristal, semente de papoula e azeite trufado. O único porém é o preço um pouco salgado… Preço médio R$ 70. Site oficial.
* Leonna: Tudo é mega nesta casa de vários ambientes! Para abrir o apetite, prove o Nostro Panne, um saboroso e macio pão elaborado com calabresa caseira, mussarela e erva doce. Prove a Calzone Speciale, com calabresa, ricota, pomodoro, mussarela e orégano! Preço médio R$ 60. Site oficial.
* Bendita Hora: Se chegar cedo, recomendo sentar nas disputadas mesas distribuídas por um agradável jardim, onde também ficam os fornos. Conta com uma grande variedade de rótulos de vinho e a dica aqui é a Parma Crocante, com ricota, pedaços de coração de alcachofra salpicada com presunto cru tipo parma crocante. Preço médio R$ 50. Site oficial.
* O que estas pizzarias têm em comum? Filas na porta em quase todos os dias. Portanto, sugiro fazer reserva ou chegar cedo! Ah, e para os curiosos de plantão, o Dia da Pizza é comemorado em São Paulo desde 1985 no dia 10 de julho. Mas quem liga para isso? Todo dia é dia de PIZZA! Buon appetito!

Moço no laço
por Gabi Prado
Depois de férias mais que merecidas… Esta semana vou falar de um acessório muito bacana para os meninos! As gravatas nunca deixaram de estar com tudo. Agora, principalmente as mais fininhas com estampas psicodélicas ou com a bandeira de algum país… O que vale é inovar para dar um ar descolado em qualquer produção do dia ou da noite. É só combinar o look e se jogar. Estas daqui são da Liberty of London, que tirei foto “meio escondida” na Barneys, de Nova York. Presenteie os rapazes, meninas!

Um convite no lugar de mil palavras

Publi
O que é isso, companheira Helena?
por Pedro Venceslau
Pobre Helena. Depois de levar um sonoro tabefe na cara da ex de seu marido e comer o alface com rúcula que o diabo amassou, a lacrimosa personagem de Taís Araújo em “Viver a Vida” passou a ser perseguida pela… CUT. Isso mesmo. Helena não é contra a jornada de 40 horas semanais, nunca se posicionou a respeito do Salário Mínimo e jamais furou uma greve da categoria, no caso, a de modelo profissional. Um parêntese necessário: apesar de passar o dia chorando ou no colo da mãe na pousada da família, em Búzios, a moça é uma bem-sucedida modelo. Com carteira assinada e tudo. Mas voltemos ao que interessa. Maria Júlia Nogueira, secretária nacional de Combate ao Racismo da central obrera, está r-e-v-o-l-t-a-d-a. Diz ela, em artigo publicado no portal da entidade: “Globo humilha negros no mês da consciência negra”. Maria Julia é tão politicamente correta que me dá medo usar certas palavras. Para evitar confusão, o certo é cravar que a coisa está afro-descendente para Helena. Assim mesmo, tudo em negrit… (digo, em pequeno afro-descendente). Para quem não se lembra, a mesma Maria reclamou adoidado de outra novela, “A Favorita”. Motivo: “A única família rica da história da televisão, na novela ‘A Favorita’, foi retratada de maneira tão negativa que chegava a assustar”. Ainda nas palavras de Julia, “o reforço da ideia da mulher negra como permissiva e disponível, que levaria os homens (brancos) a cometerem loucuras e a extrema humilhação de Helena na cena faz acreditar que o autor e a Globo resolveram punir a personagem, colocando-a no “seu lugar”, ou seja, de uma pessoa inferior que merece ser surrada a critério daqueles que, efetivamente, são cidadãos plenos de direitos”. Tradução: Manoel Carlos virou o capitão do mato e transformou o Leblon em sua senzala. Fosse eu militante da causa, reclamaria também, mas por outro motivo. Helena, de fato, não faz jus à linhagem da personagem mais cultuada por Maneco. Ela é de longe a Helena mais mala da história da dramaturgia brasileira. A verdadeira Helena da trama é a Lília Cabral.

Apesar de ser branca, essa, sim, dá um show. Dizem nos bastidores da Globo (segundo Gabriela Germano, do jornal carioca ‘O Dia’) que até Roberto Carlos (ele mesmo, o Rei) teria reclamado do dramalhão permanente de Taís Araújo. Vale lembrar que é uma música dele, “A mulher que eu amo”, que embala a choradeira. A propósito: alguém aí já reparou que os médicos da novela vivem lanchando? E como são chatinhos aqueles doutores, hein? Pudera. Maneco parece estar pagando promessa. Nunca antes na história da dramaturgia brazuca um folhetim fez tanto merchandising social. Antes de acabar o “Jornal Nacional” a gente se pergunta qual vai ser a tragédia do dia. A Globo montou uma Central Inferno Astral de Jornalismo para recrutar os personagens do depoimento final. Não gosto nem de pensar em como funciona o processo de seleção: “Sua história é ótima, mas não vamos usá-la. É que já temos muitos cadeirantes, cegos e surdos. Procuramos alguém que também seja torcedor do Fluminense”.

